Mato Grosso
MP firma acordo com Município e Procon para fiscalizar locais públicos

O Ministério Público de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735km de Cuiabá), firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município e o Procon municipal para garantir a efetiva fiscalização de locais públicos durante a pandemia da Covid-19. Os compromissos assumidos pelo poder público variam conforme a classificação de risco da cidade para a contaminação pelo Novo Coronavírus.
O TAC estabelece que, quando a classificação de Juína estiver em “alto” ou “muito alto”, a Prefeitura e o Procon deverão manter equipes de fiscais na Lagoa da Garça, com rondas na pista de caminhada do Ginásio de Esportes diariamente, das 17h30 às 19h30. Deverão também realizar operações em parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para que a fiscalização se desloque a outras praças e campos de futebol. Além disso, o Município deverá proibir aglomerações em locais públicos por meio de decreto, sob pena de multa.
Quando a classificação estiver em “moderado”, os fiscais serão mantidos na Lagoa da Garça somente às sexta, sábados e domingos, com visitação aleatória nos demais locais, uma vez por semana. Em caso de risco “baixo”, a fiscalização deverá ocorrer aos menos duas vezes na semana, aleatoriamente, na Lagoa da Garça, praças e campos de futebol.
“Estamos levando a sério a pandemia da Covid-19 em Juína e nosso objetivo é impedir que as pessoas caminhem sem máscara de proteção e se aglomerem em locais públicos. Fizemos o acordo para que haja efetiva e ostensiva fiscalização nos períodos em que há maior concentração de pessoas em locais públicos. Conforme a classificação de risco for sendo alterada, as medidas vão se atenuando. Tudo para impedir a transmissão do vírus”, explicou o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira.
Para firmar o TAC, o promotor de Justiça considerou a fiscalização surpresa realizada pelo MPMT na Lagoa da Garça em 17 de maio deste ano, quando foi constatada “multidão” caminhando sem máscara, apesar da obrigatoriedade do uso estabelecida por decreto estadual.
Para o caso de não cumprimento do acordo, a multa é de R$ 1 mil por dia. O TAC foi assinado pelo promotor, pelo prefeito Paulo Augusto Veronese e pelo chefe do Procon Municipal Luís Paulo Tiepo.
Foto: Reprodução internet.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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