Mato Grosso
MTI assina parceria estratégica com a Google
O diretor-presidente interino da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Kleber Geraldino, assinou na tarde dessa quinta-feira (16.05) o acordo de parceria estratégica com a Google Brasil, para que juntos passem a desenvolver novas soluções tecnológicas e ofertá-las ao mercado mato-grossense, especialmente ao Governo do Estado e demais clientes da MTI.
Essa foi a primeira parceria realizada com base na Lei das Estatais (n° 13.303/2016) em Mato Grosso – e todo o processo até a assinatura do documento foi acompanhado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) a fim de assegurar a transparência e a legalidade.
De acordo com o Kleber Geraldino, a parceria é uma das alternativas para a MTI buscar não somente sua viabilidade econômico-financeiro – com a garantia de novas receitas e a consequente diminuição da dependência financeira do Executivo Estadual -, mas também melhorar tecnicamente, ao ofertar soluções inovadoras, com maior capacidade de entrega e agilidade.
“Trata-se de uma mudança da postura empresarial da MTI, para que possamos ofertar mais e melhores serviços de tecnologia. Essa é uma primeira parceria que vai atender o nosso plano estratégico construído em consonância com as diretrizes do Governo do Estado”, disse Kleber.
A parceria prevê o desenvolvimento de solução tecnológica em ambiente de computação em nuvem, de plataforma de comunicação, compartilhamento e colaboração. Desse modo, a parceria passará a ofertar serviços integrados de e-mail, calendário, agenda, tarefas, troca de mensagens, voz, vídeo, conferência on-line, compartilhamento e edição online de documentos, formulários, planilhas, apresentações, busca com OCR, ferramentas para criação de notas, grupos, sites de intranet, gerenciamento de dispositivos móveis e painel de administração, entre outros.
Segundo o vice-presidente da MTI, Cleberson Gomes, a parceria é muito importante para a empresa, pois irá proporcionar novas oportunidades de negócios, uma vez que a Google é a uma das maiores empresas do mundo em hospedagem e desenvolvimento de serviços baseados na internet.
“Queremos chegar lá na frente e mostrar que temos capacidade de prestar um relevante serviço de tecnologia, com alto valor agregado, preço competitivo e com retorno financeiro, mesmo sendo uma empresa pública”, encerrou.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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