Nacional
“Não vejo ambiente para anistia ampla, geral e irrestrita”, diz Hugo Motta

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista à GloboNews que não irá ceder à chantagem de pautar o projeto da anistia, proposto pela oposição durante a ocupação do Plenário da Casa na semana passada, mas também afirmou que não tem preconceito com nenhuma pauta. Segundo Motta, havendo maioria no Colégio de Líderes para votar a proposta, o tema pode ir ao Plenário.
Motta reforçou que não irá negociar as prerrogativas de presidente e lembrou que essas exigências da oposição para desocupar a mesa do Plenário não entraram na pauta desta semana.
De acordo com o presidente, não há ambiente na Casa para uma anistia ampla, geral e irrestrita (aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro e acusados de planejar um golpe de Estado). Ele disse que pode ser negociado um texto que revise as penas de alguns condenados e abrande o regime dos presos pelos ataques às instituições e tentativa de golpe. Segundo Motta, não é razoável conceder anistia a quem “planejou matar pessoas”.
“Há preocupação com pessoas que não tiveram papel central e que, pela cumulatividade das penas, tiveram penas altas, e em uma reavaliação das penas possam ir para um regime mais suave. Há uma preocupação com penas exageradas e isso, talvez, consiga unir o sentimento médio da Casa”, afirmou o presidente.
“Da mesma forma que tivemos a condição política de não ceder à chantagem dessa pauta, não podemos ter preconceito com pautas. As pautas devem continuar a ser trazidas, e o Colégio de Líderes decide se têm maioria para serem levadas ao Plenário ou não”, ponderou.
Motta afirmou que os eventos de 8 de janeiro foram muito graves e que o ambiente da Casa é que acontecimentos como esses (como a tentativa de golpe e a obstrução física do Plenário) não voltem a se repetir.
“Ninguém quer fazer nada na calada da noite, de forma atropelada, porque o que aconteceu em 8 de janeiro foi muito grave e muito triste para a nossa democracia”, disse o parlamentar.
Foro privilegiado
Em relação às propostas de mudanças do foro por prerrogativa de função, chamado de foro privilegiado, Motta afirmou que se trata de um tema complexo e que não há um texto pronto sobre o assunto. O presidente ressaltou que é preciso cuidado para que a mudança não seja vista como uma forma de a Câmara buscar impunidade, mas reconheceu que há um sentimento de incômodo com algumas decisões do STF sobre parlamentares.
Ele defendeu as prerrogativas parlamentares e o livre exercício do mandato, mas afirmou que é preciso deixar claro qual é o texto, qual o seu objetivo e o que está sendo discutido sobre o foro.
“Sou defensor das prerrogativas parlamentares. Por mais que se tenha crítica à sua atuação, é uma atividade que tem de estar protegida para o livre exercício do mandato. Não é razoável que um deputado seja punido por crimes de opinião. Isso não é bom, porque gera esse sentimento de solidariedade recíproca. Vamos continuar tratando com muito equilíbrio e diálogo, para que a decisão do Colégio de Líderes e da maioria seja respeitada” afirmou Hugo Motta.
Investigações
Antes da aprovação do foro privilegiado, a lei exigia que o Congresso desse autorização para que a Justiça prosseguisse com as investigações e julgasse um deputado ou senador – mesmo que fosse por crime comum. Segundo Motta, um parlamentar hoje é julgado por uma turma de cinco ministros do Supremo, sem direito a recorrer, enquanto o cidadão comum, que não tem prerrogativa de foro, só vai cumprir a pena depois de um órgão colegiado julgar.
“O cidadão comum tem duas instâncias, e, em razão do foro, você tem só uma instância, não há vantagens, e é isso que está sendo um pouco discutido, nessa questão da abertura de processo. Mas não há um texto – se entra crime comum ou exclusivo de atividades parlamentares – mas isso tem que ser discutido”, disse o presidente da Câmara.
“Há uma confusão institucional que o País está passando e temos parlamentares sendo investigados por crimes de opinião. Essas prerrogativas podem ser rediscutidas. Já tivemos esse modelo, tem uma discussão interna sobre uma possível volta da autorização legislativa para que processos possam seguir contra parlamentares”, reforçou Motta.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
Nacional
Com a força do El Niño, especialistas alertam para impactos das alterações climáticas na saúde humana
Fenômeno impõe novos desafios à rotina hospitalar e aumenta o risco de epidemias e da disseminação de superbactérias

Foto-Assessoria
Em contrapartida, nas regiões Norte e Nordeste, o El Niño tende a provocar redução significativa das chuvas e aumento das temperaturas. Mais de 120 mil mortes foram associadas ao calor extremo no Brasil entre 2000 e 2019, segundo o estudo Saúde e ondas de calor: mortalidade, morbidade e implicações para o SUS no Brasil, divulgado em junho de 2026. Realizada por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a análise utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do DataSUS. Dos óbitos atribuíveis às ondas de calor, 80% ocorreram entre idosos com 65 anos ou mais, totalizando cerca de 97 mil mortes. Entre as principais causas associadas estão as doenças cardiovasculares e respiratórias.
Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat
O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).
Sobre o Hospital Universitário Cajuru
O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.
Nacional
STF intima presidentes de 21 partidos políticos a explicar gestão de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (15), a intimação dos presidentes de 21 partidos com representação no Congresso Nacional para que, no prazo de 10 dias úteis, prestem informações sobre eventual participação na definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares. A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854.
As informações solicitadas pelo ministro têm como objetivo subsidiar a adoção de eventuais providências necessárias ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, em cumprimento às decisões do Plenário do STF.
Foram intimados os dirigentes nacionais do Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.
Na decisão, o ministro Flávio Dino determinou que as legendas informem se seus presidentes dispõem de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares. Caso existam, os partidos deverão esclarecer a natureza, a finalidade e a abrangência desses mecanismos; quem é responsável por autorizar e deliberar sobre sua utilização; qual é o fundamento jurídico que embasa a prática; de que forma ela é formalizada (por normas, atas ou documentos similares); e qual é o procedimento adotado para definir a destinação dos recursos.
Nacional
Eleições 2026: Entenda o poder das convenções partidárias e o que muda na definição do seu voto
A poucos dias do prazo oficial, especialista da UNIASSELVI traduz as regras das federações e explica por que a escolha do eleitor terá impacto mais duradouro no próximo mandato

Faltando apenas três meses para que mais de 158 milhões de brasileiros voltem às urnas, o calendário eleitoral entra na sua fase mais decisiva: o período das convenções partidárias, que ocorre obrigatoriamente entre 20 de julho e 5 de agosto. Como a lei brasileira não permite candidaturas avulsas, é durante essas reuniões fechadas que as siglas definem quem serão os candidatos aos governos estaduais, Senado, Câmara e Assembleias, além de formalizar as alianças que determinam a distribuição dos recursos milionários de campanha.
Para Rafael Adílio dos Santos, professor do curso de Ciências Políticas da UNIASSELVI, as regras vão ditar o ritmo da governabilidade. “As convenções são uma espécie de funil. É nela que o partido decide quem está ‘dentro’ da disputa e qual o grau de importância de cada candidatura. Uma vez escolhidos os nomes e oficializadas as coligações na convenção, a direção do partido aplica os critérios de distribuição do Fundo Eleitoral, direcionando os maiores volumes de recursos para os candidatos que considera prioritários para a sobrevivência e crescimento da sigla”, explica.
As estratégias para estas escolhas são fundamentais para preparar o partido político para o pleito. “Definir os candidatos ao Legislativo nas convenções partidárias é uma decisão tão estratégica e, às vezes, até mais complexa do que a escolha do candidato ao Executivo. Embora o Executivo fique com os holofotes da ‘vitrine’ eleitoral, é a chapa do Legislativo que garante a sobrevivência financeira, jurídica e política de um partido a longo prazo”, ressalta.
Segundo ele, as convenções partidárias convertem as especulações de bastidores em candidaturas e alianças oficiais. “É a partir dessas definições que o cenário da disputa eleitoral ganha contornos claros, revelando recuos estratégicos, agremiações que ganharam musculatura política e as principais diretrizes que nortearão o próximo ciclo”, diz.
Alianças
Para este ano, o principal ponto de atenção para o eleitor está nas alianças. O especialista esclarece que, com o fim das coligações para cargos proporcionais (deputados), a estratégia migrou para as federações. Diferente de uma coligação, é uma espécie de um casamento temporário válido apenas para eleger cargos do Executivo e senadores, a federação é um compromisso de longo prazo. Partidos federados atuam como uma única sigla por, no mínimo, quatro anos.
Essa dinâmica altera profundamente o peso do voto para o Legislativo. “O eleitor precisa ter consciência de que, ao escolher um candidato a deputado ou vereador, ele está assinando um contrato de governabilidade com todo o bloco de partidos. Eles serão obrigados a caminhar juntos durante todo o mandato, tornando a afinidade ideológica com o grupo algo crucial”, alerta o professor.
Embora os holofotes se virem para os candidatos ao Executivo (prefeitos, governadores ou presidente), a definição da chapa de deputados na convenção é igualmente estratégica. É essa base que garantirá a governabilidade. “Lançar uma chapa forte para o Legislativo serve para construir a sustentação que o eleito precisará para aprovar leis e orçamentos. Sem isso, o governo corre o risco de sofrer paralisia política ou até mesmo um impeachment”, conclui Santos.
Sobre a UNIASSELVI
A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação, Profissionalizantes e Técnicos, a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,2 polos e mais de 16 campi de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.
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