Mato Grosso
Nem a chuva desanima participantes da 9ª Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas
Para seu Cedil Pareira Lima, 93 anos, a idade não é nem de longe, empecilho para praticar corridas de rua. Há mais de 30 anos participa de, pelo menos, umas dez ao ano. Neste domingo (06.10), ao lado de dona Maria do Carmo Ferreira, 80 anos, outra praticante assídua dos eventos, eles foram homenageados pela organização da 9ª Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas, o maior projeto social desenvolvido pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Seu Cedil fez o percurso em 50 minutos e dona Maria do Carmo em 31 minutos.

Os dois correram os 5 quilômetros da prova, junto com centenas de participantes que não se deixaram desanimar pela chuva fina que caía desde as primeiras horas da manhã, o que amenizou a temperatura.
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Os dois primeiros colocados na categoria geral masculino e feminino finalizaram a prova com 15 e 18 minutos, respectivamente.O percurso foi realizado dentro do Centro Político Administrativo, com saída do setor de vistoria do Detran, dando a volta e passando pelo Parque das Águas e chegada no mesmo local.
O delegado-geral da Polícia Judiciária Civil, Mário Resende, destaca que o evento já está consolidado no calendário das atividades esportivas de rua na capital e a cada ano demonstra o engajamento dos servidores da instituição e da população em geral. “A Corrida integra as atividades do nosso projeto social De Cara Limpa contra as Drogas, que é a maior ação que a Polícia Civil desenvolve, com a sensibilização e conscientização da sociedade sobre o uso de drogas. O trabalho é de esclarecer, levar informação”.

A escrivã Elaine Cristina Oliveira Souza levou o primeiro lugar na categoria Polícia Civil feminino e gostou do desafio. “É sempre bom fazer uma atividade física. Com a rotina de nosso trabalho, em delegacias é necessário fazer uma atividade para melhorar o desempenho. Foi um desafio pra mim e gostei muito de conseguir o primeiro lugar”.

Urias Yostaque de Lima é velho conhecido em Mato Grosso quando o assunto é velocidade. Ele acaba de retornar da maratona de Boston, uma das maiores do mundo, e conquistou o primeiro lugar na categoria geral na Corrida De Cara Limpa Contra as Drogas, fazendo o percurso em 15 minutos. “A chuva atrapalha um pouquinho, porque sinto frio por ser magro. Mas o ritmo hoje foi bom, consegui fazer um tempo bom. E iniciativas como essas, além de ajudar o esporte, ainda esclarecem a população sobre o perigo das drogas”.

Todos os competidores receberam medalhas e os primeiros colocados de cada categoria levaram troféu e premiação em dinheiro.
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A corrida “De Cara Limpa” é uma das ações do programa De Cara Limpa Contra as Drogas, desenvolvida pela Coordenadoria de Polícia Comunitária da PJC. O trabalho social busca sensibilizar e conscientizar a sociedade, de que a prevenção ao uso e a repressão ao tráfico de drogas, não é apenas dever da polícia, mas responsabilidade de todo cidadão que deseja um mundo de paz.
Confira a classificação completa.
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Mato Grosso
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Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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