Mato Grosso
No encerramento da Expedição SER Família Mulher 2024, primeira-dama de MT faz reflexão sobre união, respeito e prevenção

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, participou, nesta quinta-feira (12.12), do encerramento da Expedição SER Família Mulher MT Por Elas. O evento, que aconteceu no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, contou com a presença de autoridades e apresentações.
Durante nove meses, 13 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) foram visitadas com atendimentos e conscientização sobre a violência doméstica, além da capacitação dos servidores da Segurança Pública e das áreas socioassistenciais, com a finalidade de otimizar os atendimentos às vítimas e dar agilidade aos procedimentos.
Durante o evento, Virginia Mendes recebeu homenagens da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), da Polícia Judiciária Civil e de outros convidados, em reconhecimento por sua dedicação e idealização do Programa SER Família Mulher. A primeira-dama do Estado agradeceu a colaboração das pessoas envolvidas no projeto.
“Agradeço à secretária Grasi, toda a sua equipe da Setasc, todas as autoridades que fazem parte deste projeto, à minha equipe Unaf, às primeiras-damas nos municípios, às secretárias de assistência social, porque eu sonho, mas quem realiza e faz as coisas acontecerem são todas as pessoas que estão envolvidas”, agradeceu Virginia Mendes.
A cerimônia contou com a apresentação cultural de balé do projeto Piano Gente, com a participação das alunas do Colégio Ibero-Americano e coreografia da bailarina e professora Júlia Fernandez; e uma encenação teatral de Laine Ryusse, de Água Boa, com a peça Sentimentos Feridos.
Para ela, as ações são importantes no combate à violência. “Me emocionei com a apresentação do balé e da peça de teatro. É por todas as vítimas que estamos lutando, pelas crianças e meninas que irão crescer, que irão casar, que terão suas famílias, e queremos evitar que elas passem por esse sofrimento que é a violência doméstica. Nós queremos diminuir essa violência que existe contra as mulheres”, alertou a primeira-dama do Estado.
Em seu discurso, Virginia Mendes dirigiu uma mensagem aos homens, reforçando o respeito que deve existir entre os gêneros. “Peço aos homens casados ou aqueles que estão namorando que saibam respeitar suas companheiras e reconhecer o quanto elas são importantes. Sei que muitos respeitam, porém muitos também não respeitam. Quando fizemos a campanha contra a violência, eu pedi que fosse o mais real possível. Muitos, às vezes, não entendem e acham que estamos mostrando algo violento, mas sabemos porque ouvimos relatos que partem o coração. E união é que faz a força”, ratificou.
O evento contemplou a assinatura do Termo de Adesão dos municípios que compõem a RISP de Cuiabá e Várzea Grande ao Programa SER Família Mulher e a criação do Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM). Com a formalização, os municípios terão condições de atender as vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social, conforme previsto na Lei Federal 11.340/2006.
A expedição contemplou 15 regiões, 137 municípios participantes, 75 municípios inclusos no Programa SER Família Mulher, 2.812 profissionais da Segurança Pública e áreas socioassistenciais capacitados, 592 vítimas atendidas e, atualmente, 441 mulheres vítimas de violência doméstica com medida protetiva são beneficiárias do programa. Vale ressaltar que o benefício não é permanente; ele é um suporte para a vítima, e, uma vez que ela passa a ter uma renda, o benefício é suspenso.
Ainda no evento, a primeira-dama Virginia Mendes, juntamente com o diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Gustavo Vasconcelos, lançou o selo adesivo “Autista a Bordo” e a credencial de estacionamento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que será emitida de forma on-line para pessoas já cadastradas com a Carteira de Identificação do Autista (CIA).
“Esse é mais um mecanismo criado para dar qualidade de vida aos autistas e seus familiares. Gratidão ao Governo do Estado e ao Detran por nos apoiar em nossas ações, por humanizar o tratamento às pessoas com autismo nos serviços de trânsito. Essa ferramenta com certeza vai ajudar muito na rotina diária”, agradeceu Virginia Mendes.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
-
Nacional23/07/2026 - 13:25Cidade do Centro – Oeste é uma das mais buscadas por brasileiros que viajam de ônibus em 2026, aponta ClickBus
-
Rondonópolis23/07/2026 - 11:18Moradores do Jardim Pindorama apresentam demandas durante Câmara Itinerante
-
Policial23/07/2026 - 15:39Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
-
Agro News23/07/2026 - 15:29Com safrinha sob risco, produtor de MT encontrou no sorgo uma solução para rentabilidade e manejo de plantas daninhas
-
Rondonópolis24/07/2026 - 13:45CIBEAR intensifica ações de bem-estar animal e realiza 3.455 castrações no primeiro semestre de 2026
-
Rondonópolis24/07/2026 - 16:29Pacientes da Dra. Luciana Horta devem procurar atendimento no CORESS
-
Rondonópolis24/07/2026 - 14:54Concurso público da Câmara de Rondonópolis é prorrogado por mais dois anos
-
Artigos27/07/2026 - 16:47O caso Voepass e os riscos que a cultura aprende a tolerar







