Mato Grosso
Nos últimos quatro anos, Governo de Mato Grosso avançou em todas as áreas; confira
Salários atrasados. Fornecedores sem receber. UTIs fechando. Viaturas paradas por falta de pagamento. Escolas sem condições de comprar papel higiênico. Caixa praticamente quebrado. Essa era a realidade do Governo de Mato Grosso em janeiro de 2019, quando o governador Mauro Mendes tomou posse para seu primeiro mandato.
Quatro anos depois, tudo isso ficou no passado. Salários em dia, seis grandes hospitais em construção, 2500 km de asfalto novo, auxílio para 100 mil famílias comprarem comida e investimentos recordes em todas as áreas são só algumas das realizações entregues pelo governador, que foi empossado nesse domingo (1º) para mais quatro anos à frente do Estado.
Confira os principais avanços do primeiro mandato do governador Mauro Mendes:
Levando a Saúde para perto de quem precisa
O Governo de Mato Grosso trabalhou para fazer a saúde funcionar: dobrou o número de leitos, está reformando e ampliando hospitais regionais e unidades especializadas e colocou os repasses aos municípios em dia.
Mato Grosso é o único Estado do país que constrói seis grandes hospitais, levando a saúde para perto de quem precisa.
Em Cuiabá, dois novos hospitais de alta complexidade estão em construção. O Hospital Central, que ficou com a obra paralisada por 34 anos, foi retomado e terá sua capacidade triplicada. A obra já está com 65% de conclusão. E o Hospital Universitário Júlio Muller, que desde 2013, estava com as obras paradas.
No interior, são mais quatro hospitais regionais sendo construídos nos municípios de Juína, Tangará da Serra, Confresa (Araguaia) e o novo prédio em Alta Floresta.
Além disso, o governo reformou, modernizou e reabriu o Hospital Estadual Santa Casa, que tinha ficado fechado por 60 dias, em Cuiabá. E, em Várzea Grande, o Hospital Metropolitano foi ampliado e modernizado. As duas unidades são referência para a saúde de todo Estado.
Outros hospitais regionais passam por reformas e ampliações: em Cáceres, Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Colíder. Todas as melhorias estão fazendo a saúde funcionar em Mato Grosso.
O Governo também criou o programa Cirurgias Mais MT, em parceria com os municípios, para a realização de cirurgias, consultas e diagnósticos à população, como uma forma de dar celeridade na fila de espera por procedimentos hospitalares. E ainda premia as cidades que alcançam as metas de vacinação contra diversas doenças.

Resgatando vidas e dignidade
O combate à fome e a oferta de cursos de qualificação para reinserção no mercado de trabalho foram prioridades do Governo de Mato Grosso, nos últimos quatro anos. Todas as ações sociais do governo são coordenadas pela primeira-dama Virginia Mendes, de forma voluntária.
Para que as famílias em vulnerabilidade tivessem alimento na mesa, foram distribuídas mais de 1,3 milhão de cestas básicas nos 141 municípios, por meio do programa Ser Família Solidário.
Outra ação contra a fome foi a criação do programa Ser Família Emergencial, que disponibiliza recursos para mais de 100 mil famílias comprarem alimentos e complementarem as refeições. E, para ajudar essas famílias a se inserirem no mercado de trabalho formal, o governo ofertou 19 mil vagas em cursos de qualificação, por meio do programa Ser Família Qualificação, e, para 2023, outras 50 mil já foram contratadas.
Nos últimos quatro anos, o Governo de Mato Grosso também entregou mais de 12 mil escrituras registradas em cartório. Famílias em áreas urbanas e rurais tiveram seu direito a propriedade garantidos de forma gratuita.
E, parcerias com 69 municípios foram firmadas para a construção de mais de 3 mil casas populares, que irão atender famílias carentes pelo programa Ser Família Habitação. Além disso, o governo retomou obras de residenciais que estavam paralisadas, em diversos municípios, e que poderão beneficiar mais de 8 mil famílias com moradias dignas.
Além disso, o governo criou os programas Ser Mulher, Ser Criança, Ser Idoso e Ser Cidadão Indígena, que promovem o resgate da dignidade e auxiliam essa parcela da população mato-grossense a ter acesso aos serviços públicos.
No caso do Ser Cidadão Indígena, os povos tradicionais receberam cestas básicas para garantir alimento na mesa, e máquinas e equipamentos para produção agrícola, auxiliando o desenvolvimento econômico das aldeias.
Também foi realizado pelo governo o Casamento Abençoado, que garantiu a união formal de 2,4 mil casais, de forma totalmente gratuita.

Mato Grosso mudou o jeito de fazer Educação
O Governo de Mato Grosso fez o maior investimento da história e mudou o jeito de fazer Educação. São melhorias na infraestrutura das escolas, material didático de qualidade e valorização dos professores.
É o fim da era das “escolas de lata”. Em quatro anos, foram entregues 20 novas escolas e mais 37 estão em obras. Reformas gerais, que melhoram toda a estrutura, foram feitas em 19 unidades e estão em andamento em outras 120.
Além disso, foram construídos 18 ginásios poliesportivos e estão com as obras em andamento, mais 65.
A tecnologia também passou a ser aliada da educação. Foram adquiridos aparelhos de TV com acesso à internet para todas as salas de aula e os alunos ganharam chromebooks, que vão facilitar o aprendizado.
Falando em aprendizado, os alunos estudam com apostilas, do Sistema Maxi/FGV de ensino, que têm a mesma qualidade das melhores escolas particulares. E ainda receberam kits de uniformes completos.
E, para garantir que os estudantes cheguem às aulas, o governo renovou a frota com 621 novos ônibus escolares, que foram entregues aos municípios para fazer o transporte escolar com segurança.
Outra inovação, foi o pagamento para que 18 mil professores pudessem comprar notebooks e pacotes de internet e, com isso, manter as aulas mesmo durante a pandemia.

Encurtando caminhos, interligando pessoas
Mato Grosso é o Estado que mais fez asfalto novo no país, nos últimos quatro anos. Um recorde. Foram 2,5 mil quilômetros de chão que viraram asfalto. Os investimentos na infraestrutura das rodovias encurtam distâncias, integram os municípios e interligam pessoas em todo Estado.
Nesse período, foram 190 pontes construídas, 1,9 mil quilômetros de asfalto recuperado e 481 máquinas e equipamentos entregues para que os municípios realizem manutenção das estradas e obras rodoviárias.
O Estado também será o primeiro a ter 100% dos municípios iluminados com lâmpadas de LED. E firmou convênios para que as prefeituras promovam melhorias nas cidades, com obras que beneficiam a todos os moradores, como asfaltamento de ruas e avenidas e construção de praças públicas e calçadas, entre outras.
É histórico!
Em uma ação inédita no país, o Governo do Estado conseguiu viabilizar a 1ª Ferrovia Estadual. Os trilhos vão ligar Rondonópolis a Cuiabá e Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, impactando positivamente 27 municípios que estão nas margens do traçado.
O Estado também é o único no país a assumir a administração de duas rodovias federais: as BRs-163 e 174.
O governo assumiu a concessão da BR-163, com uma solução inovadora, e as obras de duplicação, tão esperada pelos mato-grossenses e caminhoneiros que cruzam o Estado, devem ter início no primeiro semestre de 2023.
A sonhada integração da Região Noroeste com todo Estado finalmente vai acontecer. A BR-174 foi estadualizada entre Castanheira a Colniza, e terá 270 quilômetros asfaltados, com a construção de 23 pontes em toda sua extensão. A obra aguardada há décadas já começou.
E a Região do Araguaia nunca viu tantos investimentos: de Vale dos Esquecidos a população agora se intitula como o Vale da Prosperidade, após a entrega da Ponte do Rio das Mortes e asfaltamento de mais de 100 quilômetros da MT-100, entre Alto Araguaia e Barra do Garças, entre dezenas de outras obras.

O Estado que mais investe em Segurança no país
Mato Grosso tem hoje a polícia mais bem equipada do Brasil.
Em quatro anos, o governo equipou as Forças de Segurança com 12 mil pistolas Glock, 200 fuzis, 6,6 mil coletes a prova de balas, além de 268 novas viaturas, 165 motocicletas, 14 caminhões, 6 aeronaves, 15 mil câmeras de monitoramento e 3,9 mil rádios digitais.
E, pela primeira vez em muitos anos, o governo comprou e entregou 24 mil fardas para os policiais e bombeiros militares e 2,4 mil uniformes para policiais penais. E, para garantir que os militares tenham uniformes e não precisem pagar do próprio bolso, em 2022, o governo passou a depositar o valor para que os servidores comprem seu fardamento.
A criação e implantação da Patrulha Rural reforçou a segurança no campo e vem diminuindo os índices de crimes nas propriedades rurais, principalmente no interior do Estado.
Mato Grosso é o único Estado que conseguiu zerar o déficit do Sistema Prisional, abrindo 4,5 mil novas vagas, e se tornou referência nacional em inovação na construção de unidades penais.
Além disso, o Estado fez o concurso para as forças de segurança e, pelo menos, 1.000 aprovados serão convocados em 2023. O último concurso tinha sido realizado em 2013 e as novas nomeações vão possibilitar ainda mais avanços para a segurança pública de Mato Grosso.

Resgate da credibilidade com os servidores
Há muitos anos os servidores estaduais sofriam com atrasos de salários. Ainda em 2019, o Governo de Mato Grosso consertou as finanças e retomou o pagamento dos vencimentos dos servidores para todo dia 30 do mês trabalhado.
0 13º salário também passou a ser pago rigorosamente em dia. Aos servidores efetivos, metade do direito já é antecipado no meio do ano.
Outra facilidade foi a criação da possibilidade de tirar férias em até três períodos, cabendo ao servidor organizar seu descanso da forma mais conveniente.
As diárias, que antes eram diferentes dependendo do cargo do servidor, passaram a ser igualitárias e foram reajustadas. Direitos trabalhistas pendentes de pagamento de 2007 a 2019 foram quitados: mais de R$ 77,1 milhões pagos aos servidores que tinham esse direito.
A Revisão Geral Anual (RGA) está sendo paga em dia no mês de janeiro e houve ainda reajuste nos valores pagos a quem ocupa cargos de confiança, sendo que 70% desses cargos são exercidos por servidores efetivos.

Democratização da Cultura e Esporte para todos
A Cultura e o Esporte retomaram seus papéis de protagonismo no Estado e, nos últimos quatro anos, investimentos nunca antes feitos permitiram a democratização da Cultura e ampliação dos recursos destinados ao Esporte.
Na Cultura, editais que contemplaram mais de 600 projetos, significaram o “fim da panelinha” e beneficiaram mais de 18 mil trabalhadores. Os recursos alcançaram todas as regiões de Mato Grosso, e não apenas a Baixada Cuiabana.
Indígenas, negros, mulheres, quilombolas, LGBTs e artistas, que nunca haviam tido acesso a um recurso estadual para financiar seus projetos, tiveram vez e voz nesses últimos quatro anos.
No Esporte não foi diferente. O Projeto Olimpus, também chamado de bolsa-atleta, foi retomado e teve seu valor quintuplicado. E, pela primeira vez, foi criado o bolsa-técnico, para que os treinadores também possam desempenhar suas funções da melhor forma possível.
Todos os pagamentos do Projeto Olimpus são mantidos rigorosamente em dia, possibilitando que nossos atletas participem das competições regionais, nacionais e internacionais – e, inclusive sendo recompensados financeiramente por ganhar medalhas. Outra inovação foi na criação do prêmio para atletas olímpicos e paraolímpicos.
A Arena Pantanal, finalmente deixou de ser um “elefante branco”, recebeu investimentos, passou por reforma e hoje é um espaço multicultural, se tornando referência, principalmente para o futebol.
Nos últimos anos, a Arena Pantanal sediou jogos da Série A do Brasileirão, da Copa Sul-Americana, da Copa América, além de shows e eventos de grande porte.

Estado que mais reduziu impostos e taxas
Mato Grosso é o Estado brasileiro que mais reduziu impostos e taxas: foram mais de 140 itens entre impostos de serviços essenciais e taxas do Detran e da Sema que tiveram diminuição de valores, em quatro anos da gestão Mauro Mendes.
O Governo de Mato Grosso foi o primeiro no país a reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia elétrica, comunicações (telefonia e internet), gasolina, diesel e gás GLP. As reduções começaram a valer em janeiro de 2022.
Com as reduções, Mato Grosso se tornou o Estado com menor valor de ICMS do etanol (12,5%), gasolina, comunicações, energia e gás.
Além disso, diversos itens da cesta básica e de 87 medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer e destinados ao tratamento de pessoas com HIV têm ICMS zero. O imposto também teve redução para carnes e miudezas bovinas, de 2% para 1%. Outro setor com redução do ICMS foi o de bares, restaurantes e eventos, de 7% para 3%.
A desburocratização dos processos permitiu ainda a diminuição de diversas taxas. No Detran, foram extintas 42 taxas e o valor médio da cobrança reduziu em até 76%. E, na Sema, mais de 70 itens também passaram por redução nos valores das cobranças, como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), de R$ 2.147,85 para R$ 447,39, e para a emissão de Guias Florestais de R$ 35,79 para R$ 7,15, entre muitas outras.

Valorização de quem trabalha e vive no campo
Em quatro anos, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 336 milhões na agricultura familiar, valorizando 200 mil famílias que trabalham e vivem no campo.
O valor é 4,5 vezes maior que o investido entre os anos de 2010 a 2018, quando foram destinados R$ 75 milhões para a área.
Foram entregues 370 máquinas e veículos, além de equipamentos e de promover melhorias na genética bovina, leiteira e na produção agrícola.
Os investimentos promovem o desenvolvimento da agricultura familiar, assim como garantem qualidade de vida às famílias do campo, alavancando a economia local e regional e gerando renda para os mato-grossenses.
Foram entregues: 184 tratores, 27 microtratores, 129 grades aradoras, 130 carretas basculantes, 26 mil toneladas de calcário, 27 mil doses de sêmen, 1.600 prenhezes, 553 tanques resfriadores de leite, 100 ordenhadeiras de leite, 49 colhedoras de forragens, 43 motoniveladoras, 59 caminhões basculantes, 76 veículos picapes Strada e 49 caminhonetes Hilux.
Também foram entregues 33 pás carregadeiras, 26 retroescavadeiras, 29 distribuidores de calcário, 17 escavadeiras elétricas, 16 ensiladeiras, 11 plantadeiras de mandioca, 14 plantadeiras e adubadeiras, 10 perfuradores de solo, 9 caminhões refrigerados, 5 caminhões tanques isotérmicos, 06 caminhões baú, 7 enxadas rotativas, 7 carretas agrícolas, 7 plainas niveladoras, 2 encanteiradores e 33 patrulhas mecanizadas, compostas por trator, grade aradora e carreta.

Fonte: GOV MT
Mato Grosso
No Mato Grosso, três em cada dez mulheres viveram situações de violência doméstica em 12 meses sem declará-las como violência
Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta que Mato Grosso registra 29% de mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.
A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.
A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.
“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.
Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação
O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 33% das mato-grossenses já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre o total de mulheres entrevistadas em Mato Grosso, 14% relataram ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 88% relataram violência psicológica, 84% violência física e 70% violência moral. Em 59% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 10% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 79% moram com o agressor.
Nas situações de violência mais grave, 59% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava com ciúmes, 52% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento e 43% relataram que ele estava bêbado. Já para 82% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 72% das vítimas, enquanto 68% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 45% disseram que seus estudos foram impactados e 43% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado.
“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.
A pesquisa aponta que em Mato Grosso o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 97% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Defensoria Pública e 93% da Delegacia da Mulher, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 8% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 15% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso (somando 84% com conhecimento superficial ou inexistente).
A Defensoria Pública é o serviço de proteção mais conhecido pelas mato-grossenses, citado por 97% das entrevistadas, seguida pela Delegacia da Mulher, com 93%, pelo CRAS ou CREAS, com 85%, e pelo Ligue 180, com 79%. Ao mesmo tempo, 73% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 82% das mato-grossenses perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 69% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.
No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial
Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.
Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.
“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.
De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.
“Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.
SOBRE O DATASENADO
O Instituto de Pesquisa DataSenado tem mais de 20 anos de história e foi criado pelo Senado Federal para reforçar a representação parlamentar federativa do Senado Federal. Este levantamento tem o método, a responsabilidade técnica estatística e a produção de resultados realizada pelo instituto e integra série histórica iniciada em 2005 e tem por objetivo ouvir cidadãs brasileiras acerca de aspectos relacionados à desigualdade de gênero e a agressões contra mulheres no país. (senado.leg.br/datasenado)
SOBRE O OBSERVATÓRIO DA MULHER CONTRA A VIOLÊNCIA
Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres. (senado.leg.br/omv)
SOBRE O MAPA NACIONAL DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O recorte estadual da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estará disponível, a partir de 25/8*, na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero. O Mapa é resultado da união de esforços de muitas mãos e corações. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil. (senado.leg.br/mapadaviolencia)
SOBRE O INSTITUTO NATURA
Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino ‘Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.
SOBRE A GÊNERO E NÚMERO
A Gênero e Número é uma associação sem fins lucrativos dedicada à produção, análise e comunicação de dados especializados sobre gênero, raça e sexualidade. Seu propósito é promover transformações sociais em prol da equidade e da justiça social, apoiando a tomada de decisões e a participação cidadã por meio de linguagem gráfica, conteúdo audiovisual, pesquisas, relatórios e reportagens multimídia.
Mato Grosso
Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
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