Política MT
Nova Rota do Oeste vai estudar melhorias para o trecho urbano de Sinop na BR-163

A duplicação da BR-163 no trecho urbano de Sinop ganhou novos rumos após reunião realizada nesta segunda-feira (2), na sede da Nova Rota Oeste, em Cuiabá. Liderado pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), o encontro contou com a presença do presidente da União das Entidades de Sinop (Unesin), Cleyton Laurindo, do presidente do conselho administrativo da Nova Rota Oeste, Cidinho Santos, além de empresários da cidade. Na pauta, 14 solicitações fundamentais para garantir mais segurança, fluidez no trânsito e qualidade de vida à população sinopense.
Entre os principais pedidos, destacam-se a inclusão de viadutos nas avenidas dos Tarumãs e das Palmeiras, a duplicação de faixas nos viadutos existentes nos bairros Central e São Cristóvão, e o alargamento da passagem inferior do viaduto central. Também foi solicitada a inclusão de ciclovias em toda a extensão da BR-163 no perímetro urbano, além de uma ciclovia específica entre a rotatória da Praça da Bíblia e a rotatória do Shopping Sinop. As melhorias propostas buscam corrigir gargalos históricos no trânsito local.
“Como morador de Sinop há muitos anos, conheço de perto os desafios da nossa mobilidade urbana. A duplicação da BR-163 é uma oportunidade de transformar esse cenário. Por isso, fiz questão de reunir todos os envolvidos para garantir que essas obras atendam às reais necessidades da população. Estou aqui como deputado eleito de Sinop mas, acima de tudo, como alguém que acredita na força da nossa região e na capacidade de articulação do nosso povo”, declarou Dilmar Dal Bosco, que articulou a agenda com os representantes da Nova Rota Oeste.
Representando a sociedade civil organizada, Cleyton Laurindo, destacou o papel da Unesin construção de propostas. “Essas demandas não surgiram por acaso. Elas são fruto de escuta ativa junto à população e aos empresários que vivem o dia a dia da cidade. Nossa preocupação é com o futuro de Sinop e com a funcionalidade de uma rodovia que não pode mais cortar a cidade como se fosse uma barreira”, disse.
Cidinho Santos se comprometeu a avaliar tecnicamente cada uma das reivindicações. “Nosso objetivo é entregar uma obra segura, eficiente e alinhada com as expectativas da população local, estamos prontos para atender as demandas que sejam de melhorias à quem vive em Sinop, precisamos facilitar a mobilidade no trecho urbano, afinal, Sinop cresce a passos largos”, assegurou.
Além das questões estruturais, foram pontuadas ainda a elevação da base de atendimento da concessionária para uma unidade de suporte avançado com UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel e equipe médica, a manutenção de mão dupla em vias importantes como a Colonizador Ênio Pipino e a João Pedro Moreira de Carvalho, o fechamento dos valetões às margens da rodovia e o desenvolvimento de um plano ambiental para manejo das árvores. A reunião também pediu mais transparência: a sociedade civil quer cronogramas atualizados e canais abertos de diálogo durante toda a execução da obra. “A luta por desenvolvimento, segurança viária e qualidade de vida é permanente, e estarei sempre presente nessas batalhas”, finalizou Dal Bosco.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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