Mato Grosso
Novo comandante regional da Polícia Militar em Sinop assume nesta sexta-feira
O coronel Wesney de Castro Sodré assume na noite desta sexta-feira (04.10), as 19h, no Centro de Evento Governador Dante de Oliveira, o 3º Comando Regional da Polícia Militar de Sinop (a 500 km de Cuiabá), em substituição ao coronel Valter Luiz Razera.
Sodré deixou na semana passada, a pedido, o Comando Geral Adjunto da PM, função que exercia desde o início do ano. No 3º CR ele estará à frente das ações da Polícia Militar em Sinop e outros oito municípios (Sorriso, Vera, Cláudia, Feliz Natal, Santa Carmem. União do Sul, Nova Ubiratã, Ipiranga do Norte).
O novo comandante tem 44 anos, dos quais 24 no exercício da carreira militar. Além do Curso de Formação de Oficial (CFO), fez Especialização em diversas áreas, entre as quais Gestão da Segurança Pública e Gestão e Tecnologia Educacional e o Curso Superior de Polícia com ênfase em Estudo de Comando e Estado Maior.
Entre os cargos que já exerceu, Wesney Sodré foi secretário-chefe da Casa Militar entre junho de 2017 e dezembro de 2018, e comandou o 7º Comando Regional da PM, com sede em Tangará da Serra (239 km de Cuiabá).
Já o coronel Razera está deixando o comando do 3º CR após quatro anos e cinco meses. Antes, por mais de um ano, já havia exercido a função de comandante-adjunto.
Nesse período, além da redução dos índices de roubos em 40%, como apontam as estatísticas deste ano em relação ao ano passado, as ações sob o comando do coronel Razera incluem a criação do Comando de Ação Rápida (CAR) e da Companhia de Força Tática de Sorriso(antes havia somente em Sinop).
Em seu comando, Razera fortaleceu a repressão à violência na região, especialmente o tráfico de droga, atuando de maneira integrada com a Polícia Judiciária Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Razera está indo para a reserva remunerada (equivalente a aposentadoria para os civis).

14º COMANDO
Também nesta sexta-feira (04), pela manhã, acontece a troca de comando do 14º CR, com sede em Nova Mutum. O coronel Cláudio Fernando Carneiro Souza assume o comando em substituição ao coronel Marcos Vieira da Cunha. Fernando já atua como comandante-adjunto dessa regional da PMMT.
Além de Nova Mutum esse comando atua em Lucas do Rio Verde, Santa Rita do Trivelato, Diamantino, São José do Rio Claro, nova Maringá, Arenápolis, Alot Paraguai, Santo Afonso e Nortelândia.
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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