Agro News
“O agro brasileiro precisa plantar com inteligência, colher com responsabilidade e vender com estratégia”
Em um cenário global marcado por instabilidade, mudanças climáticas e novas regras comerciais, o agronegócio brasileiro continua sendo um dos pilares da economia nacional. Mas, segundo o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, o setor precisa se reinventar para manter sua posição de destaque no mundo.
“O agronegócio brasileiro é, sem dúvida, um dos gigantes do planeta quando o assunto é produzir comida, combustível e riqueza no campo. Com tecnologia de ponta, clima que ajuda e muita terra fértil, o setor é forte na produção de grãos, carnes, frutas e biocombustíveis. Mas o mundo está virando de cabeça pra baixo — guerras, disputas comerciais, clima extremo — e isso tudo bate direto na porteira da fazenda”, comentou o presidente do IA.
Rezende diz que o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022, foi um divisor de águas para o setor, especialmente por causa da dependência do Brasil em relação aos fertilizantes importados. Boa parte desses insumos — como nitrogenados, fosfatados e potássicos — vinha da região em conflito. O resultado foi um aumento nos preços e dificuldade de acesso, o que escancarou, nas palavras de Isan, “uma ferida antiga que a gente empurrou com a barriga por tempo demais”.
O presidente do IA lembra que o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, e que o momento atual deveria servir de alerta definitivo para a criação de uma política nacional de autossuficiência nesse setor. “Perdemos chances preciosas de fortalecer a produção interna e criar reservas estratégicas. Agora, corremos contra o tempo para não repetir o erro”, afirma.
Mas, como o próprio Rezende reconhece, o conflito internacional também abriu oportunidades. Com a dificuldade de países europeus e asiáticos em acessar produtos do Leste Europeu, o Brasil passou a ser visto como fornecedor confiável de grãos, como milho e trigo. Segundo ele, o setor tem buscado aproveitar esse momento, mas reforça que quantidade não basta. “Não adianta só ser o celeiro do mundo. O mercado agora quer rastreabilidade, sustentabilidade e compromisso ambiental. O Brasil precisa mostrar que está à altura dessa responsabilidade.”
Além do conflito europeu, a postura da China também entrou no radar do setor. Isan observa que o gigante asiático — principal destino da soja e da carne brasileiras — tem sinalizado um desejo crescente de depender menos das importações e mais da produção local. Para o líder do Instituto do Agronegócio, essa mudança exige uma resposta imediata do Brasil: “Temos que abrir os olhos para outros mercados. A Ásia, a África e o Oriente Médio são promissores. Mas cada um deles tem suas exigências específicas. É preciso se adaptar”.
Rezende também comentou sobre as crescentes pressões internacionais por práticas sustentáveis. Ele destaca a nova lei da União Europeia, que proíbe a importação de produtos ligados a desmatamento ilegal. A exigência, segundo ele, não pode ser vista apenas como um problema, mas como uma oportunidade de modernização. “Temos que entender que o mundo mudou. Os consumidores querem saber a origem do que comem. Quem não tiver como provar que produziu com responsabilidade, vai perder espaço”, alerta.
Na tentativa de evitar que essas exigências virem barreiras comerciais disfarçadas, o Brasil tem intensificado sua atuação diplomática no setor agrícola. Rezende cita a atuação em fóruns multilaterais e as negociações com a União Europeia e o Indo-Pacífico como estratégias fundamentais para garantir acesso aos mercados e regras claras. “Não queremos facilidades. Queremos equilíbrio. E mais acordos comerciais que nos protejam de ficar dependentes de poucos compradores”.
Sobre o futuro do agro brasileiro, Isan Rezende é direto: o setor precisa investir em inovação, tecnologias de baixo impacto ambiental, bioinsumos e modernização das práticas agrícolas. Tudo isso, claro, sem comprometer a produtividade. “O produtor brasileiro já demonstrou sua capacidade de superação muitas vezes. Agora é hora de acelerar essa transição. É a única forma de seguir competitivo em um mercado que está cada vez mais exigente”.
Para ele, o recado é claro: o agro vai ter que se adaptar. Investir em inovação, bioinsumos, agricultura de baixo impacto ambiental e tecnologia no campo. Tudo isso mantendo a produtividade e cumprindo com as novas regras do jogo. “O mundo mudou, e não vai esperar. O agro brasileiro precisa plantar com inteligência, colher com responsabilidade e vender com estratégia. Esse é o caminho para continuarmos fortes”, completou Isan Rezende.
Fonte: Pensar Agro
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Carnes e soja fazem exportações do agro somar R$ 80 bilhões em maio

Impulsionado pelo avanço das exportações de soja e proteínas animais, o agronegócio brasileiro movimentou cerca de R$ 80 bilhões em maio de 2026, registrando o segundo maior faturamento da história para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, as vendas externas do setor alcançaram aproximadamente R$ 80 bilhões, resultado 8,2% superior ao registrado em maio do ano passado.
O desempenho reforça o papel do agronegócio como principal sustentáculo da balança comercial brasileira. Mesmo em um cenário de volatilidade nos mercados internacionais, o setor conseguiu compensar a retração observada no complexo sucroenergético com embarques robustos de grãos e proteínas, mantendo o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.
A soja continuou liderando a pauta exportadora nacional. Em maio, os embarques do grão alcançaram 14,8 milhões de toneladas, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita gerada pelo produto somou aproximadamente R$ 31,5 bilhões, sustentada pela combinação entre grande oferta e preços internacionais mais favoráveis. O farelo de soja também apresentou crescimento expressivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja registrou uma das maiores altas do mês, avançando 34% em volume.
As proteínas animais também tiveram papel decisivo no resultado. As exportações de carne bovina in natura atingiram 262 mil toneladas em maio, crescimento de 20% sobre o mesmo mês do ano passado. O faturamento do segmento chegou a cerca de R$ 8,5 bilhões, beneficiado pela valorização dos preços internacionais e pela forte demanda dos mercados asiáticos.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do período. Os embarques alcançaram 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual. Já a carne suína manteve a trajetória positiva observada ao longo de 2026, com exportações de 111 mil toneladas, crescimento próximo de 5%.
Entre os demais produtos, o milho registrou a maior variação percentual. As exportações cresceram mais de 570% em relação a maio de 2025, embora os volumes ainda sejam considerados modestos devido ao início da colheita da segunda safra. O algodão também manteve forte ritmo de expansão, com avanço superior a 50% nos embarques, enquanto o suco de laranja apresentou crescimento de 17%, reforçando a liderança brasileira no mercado global da bebida.
Na contramão, o complexo sucroenergético enfrentou um cenário mais desafiador. As exportações de açúcar bruto recuaram 10%, pressionadas pela queda dos preços internacionais. O etanol sofreu retração ainda mais intensa, com redução de 79% nos embarques, refletindo a menor competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Além das questões de mercado, o setor acompanha com atenção as discussões comerciais nos Estados Unidos. Propostas de novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros estão em análise pelas autoridades norte-americanas, embora boa parte dos principais itens do agronegócio — como carnes, café, frutas, cereais e suco de laranja — tenha permanecido fora das listas de sobretaxação.
Apesar das incertezas geopolíticas e da oscilação dos preços internacionais, os resultados de maio demonstram a resiliência do agro brasileiro. Com uma safra recorde e demanda firme por alimentos, fibras e proteínas, o setor continua ampliando sua participação no comércio mundial e reforçando sua importância para a geração de divisas e para o crescimento da economia nacional.
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Fundação Mato Grosso anuncia novos eventos para algodão e milho
Para o segundo semestre deste ano serão realizados encontros técnicos abrangendo as culturas do algodão e milho, além de um dia de campo, em junho, voltado exclusivamente para o algodão

Após três dias de uma intensa programação e difusão de informação, o 26º Encontro Técnico de Soja da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), evento ocorrido em Cuiabá, se posiciona mais uma vez na vanguarda como o primeiro canal de validação para os produtores rurais e todo mercado, reunindo toda a cadeia produtiva de grãos, trazendo inovação em diferentes áreas de conhecimento e fortalecendo vínculos com o ecossistema da cadeia sojicultura.
Para o Head Corporativo e Comercial da Fundação Mato Grosso, Flávio Garcia, o 26º Encontro Técnico de Soja superou mais uma vez todas as expectativas de entrega ao público e na difusão de conhecimento por meio dos painéis e de networks aos produtores participantes e entre os principais players técnicos e gestores do agronegócio.
“O tema ‘Cada grão importa’, resume bem a realidade atual em tempos de margens muito apertadas, onde o produtor precisa cada vez mais estar com todo o posicionamento técnico-científico em mãos para a melhor tomada de decisão. O que nós da Fundação Mato Grosso entregamos são dados validados por nossa área de pesquisa com referência, posicionamento, qualidade e inovações no que há de melhor no mercado e para que o produtor tenha todas essas ferramentas em mãos para aplicar, seja na área de entomologia, fitopatologia, nas escolhas de cultivares, na genética, como na questão dos nematóides, matologia , mecanização e na área de solos buscando sempre a maior eficiência e resultado. No ponto de vista estratégico, a Fundação Mato Grosso por meio do seu Conselho Curador, se reuniu com várias das maiores companhias agrícolas parceiras e desenvolvedoras de P & D em um Lounge Business, visando alinhamentos na busca da perenidade, confiança, credibilidade e imparcialidade na entrega e posicionamento para o produtor. Além do fortalecimento de relacionamento, para que nós da Fundação MT sempre estejamos em “primeira mão” apresentando essas soluções inovadoras ao mercado”, destacou Garcia.
Assim que ocorreu o fechamento do Encontro Técnico de Soja, que contou com a participação de 300 pessoas nos dois dias de evento e 150 participantes de forma on-line, a Fundação Mato Grosso já anunciou mais dois grandes encontros para o segundo semestre deste ano, desta vez abrangendo as culturas do algodão e milho, nos meses de agosto e novembro respectivamente. Além de um dia de campo, nos dias 10 e 11 de junho, voltado exclusivamente para o algodão, trará para os participantes uma prévia dos resultados em campo da estação da Fundação Mato Grosso, na Fazenda Tucunaré, do Grupo Amaggi, em Sapezal.
Para o gerente de Pesquisas Serviços e Operações da Fundação Mato Grosso, Luís Carlos de Oliveira, na área técnica-científica, a atual edição do Encontro Técnico de Soja, cumpriu o seu papel, com informação de qualidade e com a validação de muitas horas de pesquisas em painéis técnicos em paralelo estudos de campo, que trazem um cenário abrangente, em assunto sensíveis como o caruru e a mosca-branca, para que produtor possa tomar a melhor decisão no dia a dia de operação na fazenda. “Em resumo para nós, o encontro cumpriu o papel dele nestes 26 anos que é levar informação confiável para o produtor, então estamos cumprindo a nossa missão é a nossa satisfação maior é o legado que nós estamos deixando que foi o Encontro Técnico de Soja”, apontou o gerente.
Sobre a FMT:
A Fundação MT é uma instituição privada sem fins lucrativos, referência nacional em pesquisa e difusão de tecnologias para o agronegócio. Com foco em culturas como soja, milho e algodão, atua no desenvolvimento de soluções que aumentam a produtividade e a sustentabilidade no campo, promovendo a integração entre pesquisa científica e aplicação prática junto aos produtores rurais.
Conta ainda com cinco estações de pesquisa distribuídas estrategicamente pelo estado de Mato Grosso, ampliando sua capacidade de geração e validação de tecnologias em diferentes condições de cultivo. Entre seus pilares institucionais, destaca-se a imparcialidade, garantindo credibilidade e isenção na geração e disseminação de informações técnicas.
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




