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O que já sabe sobre o massacre que deixou oito vítimas fatais em Suzano?

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Carro usado pelos atiradores de escola em Suzano passou por perícia; jovens roubaram veículo em concessionária
Rovena Rosa/Agência Brasil – 13.3.19

Carro usado pelos atiradores de escola em Suzano passou por perícia; jovens roubaram veículo em concessionária

Dois atiradores abriram fogo contra funcionários e alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. No total, o massacre em Suzano deixou 10 mortos. Cinco eram estudantes com idades entre 15 e 17 anos de idade. Duas eram funcionárias da escola. Um homem, tio de um dos atiradores, também morreu. Já os dois criminosos, que eram ex-alunos da escola, cometeram suicídio. 

Veja o que se sabe até agora sobre o massacre de Suzano
:

Linha do tempo


Atiradores invadiram escola em Suzano, abriram fogo e depois se suicidaram
Reprodução

Atiradores invadiram escola em Suzano, abriram fogo e depois se suicidaram
  • Guilherme Taucci Ribeiro
    posta fotos armado nas redes sociais
  • Luiz Henrique de Castro
    aluga um carro e se encontra com Guilherme
  • Os dois vão para a concessionária, onde atiram no empresário Jorge Antonio Moraes, tio de Guilherme
  • Por volta das 9h30, os atiradores abrem fogo contra funcionários e alunos
  • Além de um revólver calibre 38, a dupla carrega garrafas de coquéteis molotov e armas medievais como uma besta, um arco e flecha e um machado
  • Eles também levam uma arma com fios, que aparentava ser uma bomba
  • Guilherme disparou contra todas as vítimas, enquanto Luiz Henrique desferiu golpes com as outras armas
  • Após se verem cercados de policiais, atiradores cometem suicídio. Guilherme atira contra Luiz Henrique e depois tira a própria vida
  • Perícia determina que mochila não contém explosivos
  • Resgate é acionado e retira as vítimas. Seis morreram no local, enquanto um foi dado como morto ainda na ambulância. 23 pessoas, entre feridos e pessoas que passaram mal, chegaram a ser internadas
  • Às 13h30, polícia divulga a identidade dos assassinos
  • Cerca de uma hora depois, são divulgados os nomes das vítimas
  • Perícia deixa a escola no final da tarde
  • Já na madrugada desta quinta-feira (14), começa o velório da primeira vítima
  • Pela manhã, todos os corpos, incluindo os dos assassinos, já estão sendo veladas
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Vítimas fatais


Atiradores cometeram suicídio após abrirem fogo em escola de Suzano
Reprodução

Atiradores cometeram suicídio após abrirem fogo em escola de Suzano
  1. Jorge Antônio Morais (51 anos, dono de uma concessionária perto da escola)
  2. Marilena Ferreira Veira Umezo  (59 anos, professora)
  3. Eliana Regina de Oliveira Xavier (38 anos, funcionária da escola)
  4. Claiton Antônio Ribeiro (17 anos, estudante)
  5. Caio Oliveira (15 anos, estudante)
  6. Samuel Melquíades Silva de Oliveira (16 anos, estudante)
  7. Douglas Murilo Celestino (16 anos, estudante)
  8. Kaio Lucas da Costa Limeira (15 anos, estudante)

Vítimas internadas


Atirador invadiu a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) e abriu fogo contra funcionários e alunos
Reprodução

Atirador invadiu a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP) e abriu fogo contra funcionários e alunos



  1. Anderson Carrilho de Brito (Santa Casa – São Paulo) – Em estado grave
  2. Letícia de Melo Nunes (Hospital Santa Marcelina – Itaquaquecetuba)
  3. Samuel da Silva Félix (Hospital Santa Maria – Suzano)
  4. Beatriz Gonçalves Fernandez (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  5. Murilo Gomes Lauro Benites (Hospital das Clínicas de São Paulo)
  6. Jenifer da Silva Cavalcante (Hospital Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes)
  7. Leonardo Vinícius Santa Rosa (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  8. Adina Isabella Bezerra de Paula (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  9. Guilherme Ramos do Amaral (Santa Casa de Misericórdia de Suzano)
  10. José Vítor Ramos Lemos (Hospital Santa Maria – Suzano)
  11. Leonardo Martinez Santos (Hospital Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes)
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Quem são os atiradores?


Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, foi identificado com um dos atiradores de Suzano
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Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, foi identificado com um dos atiradores de Suzano

  • Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, cresceram na mesma rua e são amigos de infância
  • Guilherme foi criado pelos avós e sua mãe é dependente química
  • A avó de Guilherme morreu há quatro meses
  • Ele trabalhou na concessionária do tio Jorge Antônio Morais, mas foi demitido e atualmente não estudava e nem trabalhava
  • Luiz Henrique morava com os pais, um irmão e um avô
  • Ele trabalhava como jardineiro em uma empresa na Zone Leste
  • Ambos são ex-alunos na Escola Estadual Raul Brasil
  • Guilherme abandonou os estudos em 2018, mas negociava um retorno a mesma escola
  • Familiares de Guilherme dizem que o jovem era vítima de bullying, mas a maioria dos colegas desmentiu a informação
  • Os dois criminosos eram entusiastas de jogos violentos de computador
  • Eles também frequentavam fóruns anônimos na deep web onde, segundo a investigação, plenajaram o crime por mais de um ano

A investigação ainda procura saber o que motivou os dois ex-alunos a abrirem fogo na escola em Suzano
. Também não se sabe se os alunos atingidos eram alvo dos atiradores, mas a acredita-se que o único objetivo era causar o número máximo de mortes. A polícia também quer descobrir porque os dois mataram Jorge Antônio Morais, tio de Guilherme. Uma linha de investigação é que seria uma vingaça por conta da demissão, enquanto outra ates que Jorge teria descoberto o plano da dupla.

Nacional

Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal

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Brasília (DF) 29/05/2024 Sessão do Congresso Nacional que apreciou e votou vetos presidenciais e projetos de lei de abertura de créditos suplementares para ministérios e outros órgãos públicos. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
                                                                                                  © Lula Marques/ Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram registrados 44 votos favoráveis e 18 contrários à matéria.

No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa.

O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.

Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico

Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.

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A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.

Mudanças no texto

Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.

Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.

Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.

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Nacional

O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

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Plano Nacional de Mobilidade Urbana está sendo elaborado por meio de uma consulta pública; sugestões podem ser enviadas até 3 de julho
O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

                                                                                                                                                                   Rovena Rosa/Agência Brasil
O deslocamento nas cidades brasileiras vai muito além de carros e vias. Mobilidade urbana significa garantir que as pessoas consigam acessar trabalho, escola, saúde, lazer e serviços essenciais com segurança, eficiência e qualidade de vida. É nesse contexto que o Ministério das Cidades vem construindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o PlanMob-Brasil.

Clique aqui para participar da consulta pública do  PlanMob-Brasil.

Coordenado pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana em todo o País, com foco em cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas.

A construção do PlanMob-Brasil está alinhada à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012, que estabeleceu diretrizes para integrar os diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade nos municípios brasileiros. A política também reforçou a importância do planejamento urbano, priorização do transporte público coletivo e da mobilidade ativa, como caminhadas e bicicletas.

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O plano evidencia os desafios enfrentados diariamente pela população brasileira, como congestionamentos, longos tempos de deslocamento, perda de qualidade do transporte público, desigualdades territoriais e aumento dos sinistros de trânsito e impactos ambientais causados pelo excesso de veículos individuais motorizados.

Segundo o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, o PlanMob Brasil é um instrumento essencial para o planejamento estratégico da mobilidade no país.

“O PlanMob Brasil é um importante instrumento de planejamento de longo prazo, que vai orientar as ações dos municípios, dos estados e, especialmente, do governo federal. Queremos avançar ainda mais, mas para isso precisamos ouvir a sociedade e construir soluções cada vez melhores. A mobilidade é um tema fundamental para o desenvolvimento do Brasil e exige uma visão integrada e de longo prazo. Precisamos nos organizar como país e não perder de vista o horizonte de investimentos que já vem sendo construído. É necessário consolidar a mobilidade e o transporte como prioridades na agenda nacional”, destacou.

Com um enfoque de equidade e acesso às oportunidades das cidades, e de sustentabilidade ambiental, PlanMob-Brasil também pretende abordar temas como mobilidade ativa e micromobilidade, transporte público coletivo, gestão do território, e desenvolvimento institucional e governança, considerando as diferentes realidades urbanas do país.

A proposta é fortalecer a atuação da União, de forma coordenada com estados e municípios, promovendo maior integração entre políticas públicas, planejamento urbano e ações e investimentos em mobilidade. O plano também dialoga com iniciativas já desenvolvidas e em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o Novo PAC, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Programa Bicicleta Brasil, a Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta (Enabici), o Plano Clima, o Pnatrans e a plataforma Viabiliza.

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Com perspectiva de longo prazo e ampla participação social, o PlanMob-Brasil busca consolidar uma visão de futuro para a mobilidade.

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Nacional

Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

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A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

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Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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