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Operação contra poluição sonora prende 6 e interdita estabelecimento

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Uma ação conjunta de combate à poluição sonora em Cuiabá e Várzea Grande resultou na interdição de um estabelecimento comercial, apreensão de cinco equipamentos, prisões de seis pessoas (sendo um flagrante) e emissão de 12 notificações dos bombeiros. Lançada na noite desta sexta-feira (31.05), a operação foi programada pela Câmara Temática de Meio Ambiente Urbano da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

O balanço parcial aponta ainda que foram fiscalizados 15 estabelecimentos nas duas cidades. A interdição ocorreu em uma distribuidora de Várzea Grande, que estava sem alvará de funcionamento, e foi notificada pela Secretaria de Gestão Fazendária. Dos 144 veículos abordados no total, 45 foram notificados e 10 foram apreendidos. Também foram lavrados 51 Autos de Infração de Trânsito (AITs), efetuados 13 testes de alcoolemia e duas Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) foram recolhidas. Também foram feitos três termos circunstanciados de ocorrência.

As atividades de fiscalização continuarão ao longo do mês de junho, em pontos identificados como reincidentes pelos integrantes da Câmara, criada pelo Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI-E) da Sesp, em parceria com outras instituições. Para se ter uma ideia, de janeiro até agora foram registradas 7.557 chamadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) relacionadas à perturbação de sossego por poluição sonora. Em 2018, foram 19.791 ligações.

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O objetivo da ação é justamente desafogar a central de chamadas e otimizar recursos públicos e humanos, já que as equipes vão atuar no foco das ocorrências de forma integrada. “Tivemos a grata coincidência de levantar esta questão ao mesmo tempo que o Ministério Público Estadual (MPE) nos procurou com a mesma preocupação, pois o trabalho conjunto será fundamental”, ressalta o capitão PM Lucas Maciel, que integra o GGI-E.

Segundo ele, a falta de fiscalização integrada contribuiu, inclusive, para que comércios praticassem crimes e contravenções penais. “Alguns estabelecimentos comerciais alteraram a prática da atividade econômica. Um exemplo são as distribuidoras de bebidas, que passaram a colocar mesas e cadeiras, aglomerando pessoas que, consequentemente, acabam colocando som alto em carros ou outros equipamentos próprios”, explica. São situações que têm impactado tanto os órgãos de segurança pública quanto o MPE, com o oferecimento de denúncias nesse sentido.

Na operação lançada ontem, participaram a Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), fiscais da Secretaria de Ordem Pública de Cuiabá, Conselho Tutelar, Juizado Volante Ambiental (Juvam), Conselho Tutelar, Secretarias de Meio Ambiente e de Serviços Públicos de Várzea Grande, Gestão Fazendária, Vigilância Sanitária e Guarda Municipal de Várzea Grande. Posteriormente, também serão programadas ações educativas em estabelecimentos comerciais e unidades escolares.

Tanto a PM quanto as delegacias não possuem o decibelímetro, que é o instrumento regulamentado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para medir os decibéis. Por isso, a Sesp-MT apresentou ao MPE um projeto para aquisição de 50 aparelhos, que se comprometeu em auxiliar o Estado com a viabilização de recursos de transações penais.

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Reuniões mensais

As reuniões da Câmara Temática de Meio Ambiente Urbano ocorrerão mensalmente. Além do planejamento de ações e operações, o grupo será responsável por definir a destinação de materiais apreendidos nas fiscalizações, como caixas de som, para instituições educacionais, por exemplo. Também é competência da Câmara definir a realização de possíveis leilões, e destinação de recursos angariados com a aplicação de multas.

Integram a Câmara, além da Sesp, representantes do Ministério Público Estadual (MPE), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, Secretaria Municipal de Ordem Pública de Cuiabá, Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, polícias Civil e Militar e Guarda Municipal de Várzea Grande.

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Polícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis

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Polícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis -
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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta sexta-feira (26.6), a Operação Fragmentação, para cumprimento de 30 mandados judiciais contra uma célula de uma facção criminosa estruturada e agindo em diversos bairros de Rondonópolis.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, resultou na decretação das medidas cautelares, entre prisões e de buscas e apreensões, deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 Juiz de Garantias – Polo Rondonópolis.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, em Rondonópolis (MT) e nas cidades de Goiânia e Mineiros (ambas em Goiás).

Apuração

A Derf de Rondonópolis identificou um grupo que mantinha organização interna hierarquizada, divisão de funções e controle permanente sobre atividades ilícitas na região do Jardim Iguaçu e bairros adjacentes.

Os investigados agiam nos crimes de tráfico de drogas, extorsões, ocultação e movimentação de valores provenientes das ações ilícitas, além de outras práticas criminosas.

Conforme o delegado Dyulriman Pinto de Andrade Filho, os indícios apontaram que a estrutura local era composta por integrantes com atribuições específicas. As funções incluíam a administração cotidiana do controle de pontos de venda, a interlocução com estabelecimentos comerciais e o gerenciamento da arrecadação de valores destinados à organização.

Os policiais civis da Derf de Rondonópolis também conseguiram identificar os indivíduos responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras internas, apurar desvios de valores e deliberar sobre punições impostas aos membros que descumprissem determinações do grupo (prática utilizada para manter a coesão e a submissão dos integrantes à hierarquia criminosa).

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Durante a investigação, foram descobertos registros e anotações de arrecadação contendo informações sobre integrantes cadastrados, valores de contribuições mensais, pontos de venda de drogas e estabelecimentos submetidos a cobranças.

Segundo as apurações, parte dos valores era recolhida dos próprios integrantes da facção, enquanto outra parcela decorria de cobranças impostas a comerciantes, motoristas, imóveis, veículos e pontos de comércio instalados em áreas de influência do grupo.

“Foi identificada a cobrança de valores relacionados às mensalidades pagas pelos integrantes vinculados ao grupo, com registros de inadimplência e discussões sobre providências contra aqueles que deixavam de repassar os valores exigidos”, destacou o delegado Dyulriman.

Todo material apreendido nesta sexta-feira (27), será submetido para análise pericial e corroborar com as investigações que prosseguem visando aprofundar a identificação dos envolvidos, individualizar condutas, localizar ativos e apurar outras ramificações do grupo criminoso.

Nome da Operação

A palavra “Fragmentação” faz referência à estratégia de atingir, simultaneamente, diferentes núcleos de funcionamento da facção: comando, gerenciamento, disciplina, arrecadação, comunicação e apoio operacional, buscando enfraquecer sua estrutura e reduzir sua capacidade de influência em áreas do município.

Integração

A operação da Derf de Rondonópolis contou com apoio das equipes de todas as unidades policiais da Regional de Rondonópolis (Alto Araguaia, Alto Taquari, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Pedra Preta), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Diretoria de Inteligência, e da Polícia Civil do Estado de Goiás.

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Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Polícia Civil prende mulher com 495 caixas de cigarros contrabandeados em MT

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Uma mulher que estava transportando uma grande carga de cigarros contrabandeados na Rodovia MT-343, em Nova Olímpia foi presa em flagrante, na madrugada desta quinta-feira (26.6), pela Polícia Civil, em ação realizada pelos policiais da Delegacia Regional de Tangará da Serra.

A suspeita, de 41 anos, foi flagrada com centenas de caixas de cigarro contrabandeados e foi autuada em flagrante pelo crime de contrabando.

A prisão ocorreu por volta das 3h20, durante uma ação de monitoramento, quando os policiais avistaram um veículo Chevrolet Prisma prata, ano/modelo 2015, em atitude considerada suspeita e realizaram a abordagem. Ainda do lado de fora do automóvel, os investigadores visualizaram diversas caixas no interior do veículo.

Questionada sobre a carga, a motorista informou espontaneamente que transportava cigarros. Durante a fiscalização, foi constatado que o veículo transportava 495 caixas de cigarros, cada uma contendo 200 unidades, totalizando 99 mil cigarros de origem estrangeira introduzidos clandestinamente no país, configurando, em tese, o crime de contrabando.

Além da carga ilícita, foram apreendidos um Chevrolet Prisma, utilizado no transporte da mercadoria, e um aparelho celular encontrado danificado. Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e a suspeita conduzida à Delegacia de Nova Olímpia, onde após ser interrogada pelo delegado Ivan Albuquerque Soares, foi lavrado o flagrante.

Segundo o delegado, a suspeita é contumaz nessa prática ilícita e possui antecedentes por estelionato e contrabando. Após as providências cabíveis, ela foi colocada à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar a origem e o destino da carga ilícita.

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