Policial
Operação prende estellionatário que fez dezenas de vítimas usando cheques falsos para contrair empréstimos
O inquérito instaurado pela DEEF apura os crimes de estelionato, receptação, lavagem e falsidade ideológica. Com base na investigação, o Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital acatou a representação da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva do golpista, busca e apreensão, bloqueio de bens e suspensão de atividade econômica de empresa ligada a ele.
Durante as buscas em um endereço dele, no bairro Araés, os policiais da Delegacia de Estelionatos apreenderam diversas folhas de cheques furtadas, que estavam assinadas e prontas para sdrem utilizadas. O golpista foi preso no bairro Despraiado, na casa da namorada.
A investigação constatou que o criminoso finge ser empresário, usa de boa aparência e abriu uma loja com aparência sofisticada em Cuiabá para aplicar golpes em diversas vítimas. O mesmo modo de atuação foi aplicado em Campo Grande, onde fez outras vítimas e foi alvo também de uma investigação da Polícia Civil do estado vinho.
A equipe policial apontou que há dezenas de boletins de ocorrência registrados contra o golpista, desde 2021.
Em fevereiro deste ano, uma vítima procurou a delegacia especializada e relatou que sofreu um golpe do estelionatário L.S.F., de 35 anos, ao lhe emprestar valores e quando ele a pagou foi com cheques sem fundos e em nome da empresa que estava supostamente em seu nome. A vítima recebeu oito folhas de cheques preenchidas contra os quais já havia registro de furto e outras duas com assinaturas falsificadas, que totalizaram um prejuízo de R$ 310.759,26 mil.
Dois dos cheques entregue à vítima, no valor total de 31 mil, estavam em nome de uma mulher, que confirmou em depoimento na delegacia especializada o empréstimo do talonário ao golpista. Contudo, ela declarou que as assinaturas e os valores eram falsos, pois não havia preenchido nenhum dado nos talonários.
Essa segunda vítima acrescentou ainda que manteve um relacionamento com o suspeito e na promessa da prestação de um serviço, ele começou a lhe pedir dinheiro emprestado e, em seguida, os talões de cheque.
Empresa aberta com dados falsos
A investigação da Delegacia de Estelionatos constatou que o criminoso tinha duas empresas abertas, uma delas com endereço em Cuiabá, na Rua Estevão de Mendonça – uma loja de decoração. Porém, o levantamento cadastral apontou que a empresa foi aberta em 2021 utilizando o nome e documentos de um menor de idade. Posteriormente, a delegacia apurou que o menor registrou em uma unidade policial que perdera seu documento de identidade no dia seis de setembro de 2021.
Naquele mesmo ano, uma mulher procurou a Polícia Civil e relatou que foi vítima de estelionato sentimental após descobrir que o investigado estava utilizando cheques dela com assinaturas falsificadas para pegar dinheiro com agiotas. Além disso, ele fez empréstimos bancários também, comprou um veículo e abriu uma empresa de cortinas e persianas falsificando as assinaturas da mesma vítima.
A DEEF apontou que o golpista continuou emitindo cheques, todos com assinaturas feitas por ele, no ano passado e neste ano, em nome da vítima mesmo após ela ter registrado a ocorrência sobre o estelionato dois anos antes.
Outras clientes que chegaram a comprar produtos da loja de decoração do investigado denunciaram que contrataram os serviços, mas não receberam os produtos. Uma delas havia entregues seis cheques para a compra e ao tentar retomá-los, não conseguiu, ou seja, ele ainda se apossou de cheques dos consumidores como forma de pagamento.
Golpes para sustentar vida luxuosa
O delegado responsável pela investigação, Jean Paulo Nascimento, pontua que as diligências mostraram uma conduta reiterada de ações ilícitas. “É inegável que o investigado faz do crime o seu estilo de vida”, apontou o delegado, salientando que os golpes serviam para sustentar um estilo de vida luxuoso.
Em um vídeo enviado pelo investigado a uma das vítimas, ele expõe seu estilo de vida luxuoso, financiado pelo dinheiro obtido dos golpes, com uma residência sofisticada acompanhada de automóveis de alto valor.
“O investigado adota a estratégia de não registrar os bens adquiridos em seu próprio nome, mas em nome de terceiros, como também a alterar frequentemente o endereço residencial para dificultar que fossem rastreadas suas atividades criminosas”, acrescentou o delegado.
Em Campo Grande (MS), ele praticou golpes contra diversas vítimas, com a venda de produtos e prestação de serviços, o que resultou em investigação e posterior prisão decretada pela 4a Vara Criminal da capital sul-matogrossense.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Policial
Forças de segurança apreendem 550 quilos de cocaína e causam R$ 9,9 milhões de prejuízo às facções
Um carregamento de 550 tabletes de pasta base de cocaína foi apreendido, nesta quinta-feira (8.10), na BR-364, em Jangada, durante ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), da Polícia Rodoviária Federal, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Exército Brasileiro. A ação causou um prejuízo de R$ 9,9 milhões às facções criminosas.
Três pessoas que participavam do transporte da droga foram presas em flagrante, e dois veículos foram apreendidos. Os três investigados, sendo dois homens, de 38 e 22 anos, e uma mulher de 39 anos, foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Após diligências investigativas, as equipes conseguiram realizar a abordagem de dois veículos que trafegavam um seguindo o outro, deslocando-se da região de fronteira com destino a Cuiabá.
No primeiro veículo, um VW Gol, estavam um homem de 38 anos e uma mulher. Na ocasião, o condutor do carro informou que estava em Mirassol d’Oeste, passeando com a namorada, porém não soube informar por que havia percorrido um caminho mais longo.
Na sequência, foi parado um caminhão. Segundo o motorista, ele estava transportando diversas mercadorias de compras online. Durante a fiscalização dos produtos, o condutor revelou que havia algumas caixas de entorpecente.
Questionado, o suspeito contou que havia recebido o carregamento na cidade de Pontes e Lacerda, bem como afirmou que o carro VW Gol era usado como “batedor de estrada”.
Diante dos fatos, os três envolvidos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) para esclarecimentos, junto com os 550 tabletes de entorpecentes.
Em seguida, os conduzidos foram interrogados pela delegada Bruna Laet e autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Após a confecção dos autos, os presos foram colocados à disposição da Justiça.
Policial
Polícia Civil localiza corpo de professor desaparecido após prisão de suspeito

Foto- Assessoria
A Polícia Civil de Mato Grosso localizou o corpo do professor Breno Antônio Humberto de Moraes no início da noite desta quinta-feira (8.10), na região do bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.
A localização ocorreu após o cumprimento do mandado de prisão temporária de um homem investigado pela participação no desaparecimento e possível homicídio do professor. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região do Manso, em Cuiabá.
As diligências integram a investigação conduzida pela DHPP, que intensificou os trabalhos desde quarta-feira (7.10), com a realização de diversas medidas investigativas para esclarecer os fatos, localizar a vítima e identificar possíveis envolvidos.
Breno Antônio Humberto de Moraes estava desaparecido desde o dia 26 de setembro, quando saiu de casa informando que retornaria em breve, mas não voltou. O caso começou a ser investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas e, posteriormente, passou a ser conduzido pela DHPP, sob a presidência do delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu.
A investigação permanece em andamento para apurar as circunstâncias do crime e a possível participação de outros envolvidos.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
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