Mato Grosso
Ordem judicial que deu fim à garimpo ilegal decorre de investigação da PF
Contrariadas pela decisão judicial, pessoas que estavam vivendo do garimpo ilegal se recusam a deixar a cidade de Aripuanã com a esperança de retornar para a área.
A sentença da Justiça Federal contra a atividade ilegal se baseou na investigação da Polícia Federal (PF), iniciada há três anos. Para cumprir a determinação, foi necessário o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Operação Integrada Trype.
Alguns garimpeiros protestam na cidade contra a mineradora, por acreditarem que a empresa ingressou com o pedido de desocupação da área. Contudo, nem a empresa que tem a outorga do Governo Federal para exploração da área ou o proprietário da superfície da área ingressaram com pedido de reintegração de posse.
“A ordem que cumprimos não é de desocupação, pois isto dependeria de que essa empresa ou proprietário tivesse ingressado com ação. Quem pode pedir reintegração de posse é o superficiário ou a empresa que tem o direito de minerar o subsolo da área. Nenhum deles pediu para a justiça tirar ninguém, tiramos para processo de destruição, porque não tem como manejar explosivos com as pessoas lá dentro. Não foi um pedido da empresa, foi uma ordem ocorrida dentro de uma investigação criminal”, explicou o delegado da PF Carlos Henrique Dangelo.
O delegado disse que foi anteriormente ao local com policiais militares, policiais civis e um major do Exército Brasileiro para ver as condições da cidade e a logística para o cumprimento da decisão judicial. Foi reportado ao juiz que a cidade não comportaria a tropa, pois não tem hotéis suficientes.
“Não tem como pedir apoio aos órgãos públicos municipais, pois a comunidade política é hostil à ação policial. Contudo, foi informado que o local mais próximo do garimpo e com alguma estrutura seria o canteiro de obras da mineradora”.
Portanto, por decisão judicial, ela foi obrigada a dar condições de hospedagem e alimentação para as centenas de policiais federais, militares, civis, peritos da PF, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), fiscais da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sema), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e o Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT).
“A empresa não tem nada a ver com a decisão judicial, está sendo obrigada a fazer isso. O entendimento da Justiça é de que quem deve cuidar da área é o dono da fazenda, que mora em Santa Catarina, e aquele que tem o direito de exploração mineral. Nenhum dos dois fez nada e deixaram invadir, então, o entendimento da Justiça foi de que eles são condescendentes com o crime”, salientou o delegado.
Operação encerrada, policiamento reforçado
Nesta quarta-feira (09.10) pela manhã foram dinamitadas as cavas profundas e destruído o restante dos maquinários de garimpo. As explosões iniciaram na terça-feira pela manhã. Ainda não há como mensurar os danos ambientais, a riqueza extraída e apontar responsabilidades e omissões. A perícia da Polícia Federal será responsável por isso.
Peritos do Grupo de Atuação de Perícias Especiais (Gape) da Politec realizaram perícia em motocicletas e veículos que estavam no garimpo para avaliar se estavam ou não clonados, além de fazer local de crime e exame de eficiência de arma de fogo no fuzil do Bope e nas espingardas do garimpeiro que morreu durante a operação, ao atirar contra os policiais.
Os agentes do Serviço de Operações Especiais (SOE) do Sistema Penitenciário estavam com a estrutura para reabertura provisória da Cadeia Pública de Aripuanã, o que não foi necessário. Eles fizeram a segurança das três entradas do garimpo e impediram a reinstalação de três garimpeiros que tentaram voltar de forma clandestina.
De acordo com o delegado da PF, Carlos Henrique Dangelo, a primeira etapa da operação, há três anos, visou os indivíduos que lucram milhões de reais com garimpo ilegal e exploram a mão de obra dessas pessoas com a promessa e sonho de ouro fácil.
“Na primeira fase foram expedidos seis mandados de prisão, foram quatro presos e dois foragidos. Eles compram e vendem o ouro, sem nenhuma ação oficial, sem recolher tributo, já identificamos inclusive que parte desse ouro vai para fora do país de forma ilícita para enganar as autoridades, isso é evasão de divisas. Houve bloqueio de conta, fechamento de atividades empresariais, lavagem de dinheiro”.
“A ordem judicial da segunda etapa exige a destruição e cessação da atividade garimpeira, destruição das máquinas e das principais cavas que chegaram a ter 60 metros de profundidade, com grande risco de desmoronar e há relatos inclusive de acidentes, óbito de garimpeiros em acidentes e alguns foram registrados, outros não”, acrescentou.
A investigação sobre os financiadores do garimpo ilegal em Mato Grosso ainda prosseguirá.
Mato Grosso
Presidente do TCE-MT destaca retomada das obras na MT-170 após fiscalização

Foto-Tony Ribeiro/TCE-MT
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o anúncio da retomada das obras de pavimentação da MT-170, feito pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (10), menos de uma semana após fiscalização realizada pelo órgão na região Noroeste. Durante a vistoria, foram constatados problemas graves na execução da obra, incluindo a deterioração precoce do asfalto em um trecho que recebeu investimentos milionários.
“O anúncio da retomada das obras na MT-170 mostra que o trabalho do Tribunal de Contas está no caminho certo. Vamos continuar cumprindo o nosso papel constitucional de fiscalizar o uso do dinheiro público, seja com vistorias in loco, seja pelo trabalho dos gabinetes dos demais conselheiros, seja pela atuação do nosso corpo de auditores. Estivemos lá pessoalmente e vimos que esse trecho de 50 quilômetros, que custou R$ 130 milhões ao Estado e ainda tem uma parte para ser paga, já não tem mais nada de asfalto, está totalmente destruído menos de um ano depois”, afirmou o presidente.
De acordo com o governador Otaviano Pivetta, em anúncio feito durante reunião com empreiteiras, as obras de pavimentação da MT-170 serão retomadas na próxima semana. “Nós nunca tivemos compromisso com o erro. Sabemos que lá temos problemas. Todas as empresas foram notificadas e estamos nos esforçando para resolver.”
Segundo representante da MT-Sul, a empresa está em busca de uma engenharia mais qualificada para evitar novos problemas, além de já ter mobilizado uma equipe e direcionado equipamentos para a retomada das obras.
O TCE-MT vai acompanhar a retomada das obras por meio da mesa técnica, que teve sua reabertura determinada pelo presidente do TCE na segunda-feira (8), para corrigir as falhas e garantir asfalto de qualidade na rodovia MT-170.
Com informações do Governo do Estado
Mato Grosso
CPI da Saúde convoca atual e ex-secretário do Governo de Mato Grosso
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
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