Mato Grosso
Parque Tecnológico Mato Grosso: um espaço atrativo para inovar e fazer negócios
Em um planeta de intensas transformações e mudanças, a ciência e tecnologia alavancadas pela inovação avançam a passos cada vez mais velozes, impactando em mudanças de pensamentos e concretizando espaços notoriamente diferenciados pelo capital humano engajado em promover ambiência de inovação, gerando desta maneira uma atmosfera bastante atrativa para negócios disruptivos os que movimentam a economia de forma significativamente positiva. Dentre estes espaços, destacam-se os parques tecnológicos que têm como missão prover a “inteligência”, a Infraestrutura e os serviços necessários ao crescimento e fortalecimento das empresas intensivas em tecnologia. Os parques tecnológicos criam ambientes que dão condições para que a “indústria da inovação” possa nascer crescer e agregar valor a outros setores econômicos e à sociedade como um todo, estabelecendo ação em áreas estratégicas de acordo com a vocação regional.
O parque tecnológico Mato Grosso localizado na região metropolitana do vale do rio Cuiabá na localidade do Chapéu do Sol em Várzea Grande é considerado o maior projeto estratégico para o desenvolvimento da inovação técnico-científica do estado, tendo como áreas prioritárias e transversais o agronegócio, biotecnologia, química verde e novos materiais, geociências e tecnologia da informação e comunicação (TIC). Em termos de infraestrutura urbanística a localidade tem recebido elementos importantes para o seu desenvolvimento, dentre eles destacam-se a implantação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), além de uma área destinada a futuras instalações da universidade estadual de Mato Grosso (Unemat). Além destes, outros empreendimentos imobiliários de natureza pública e privada estão em fase inicial de implantação.
A implantação do parque tecnológico em conjunto com estes empreendimentos gera, em médio prazo uma nova polaridade urbana na região, estimulando o crescimento e a diversificação econômica do estado através de empresas de alto valor agregado. A análise locacional concentrou atenção em Várzea grande e entorno impactando onze municípios que reúnem 40.720 empresas com 533.494 empregos, representando 29% das empresas e 40% dos empregos de Mato Grosso.
Como atrativo fundamental para o desenvolvimento do parque tecnológico MT destaca-se o centro de inovação, primeiro edifício a se instalar, tido como embrião, mas que ao mesmo tempo estimulará o crescimento da região em torno de temas como inovação, tecnologia e sustentabilidade. Tem o papel fundamental em receber os primeiros parceiros estratégicos e fomentar iniciativas focadas em questões econômicas, ambientais e sociais. O centro de inovação funcionará como o principal atrator do parque, direcionando o público ao interior do mesmo e servindo de palco principal de integração social dos diversos atores do processo de desenvolvimento do parque tecnológico MT.
Diversas ações do parque tecnológico já estão sendo desenvolvidas pela secretaria de ciência tecnologia e Inovação do estado de Mato Grosso, a qual o parque tecnológico está vinculado, aquecendo o ecossistema de inovação estadual a fim de promover o desenvolvimento do estado tendo como base a inovação, atrair empresas de base tecnológica, fomentar a criação de startups, ser a ponte integradora entre o conhecimento e o mercado, fortalecer a competitividade das empresas através da inovação e integrar os mecanismos e iniciativas já existentes.
Rogério Alexandre Nunes é coordenador do Parque Tecnológico da Secretaria de Ciências, Tecnologia e Inovação (Secitec) e Doutor em produtos naturais, sintéticos e bioativos.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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