Mato Grosso
Pavimentação da MT-140 vai impulsionar economia e desenvolvimento social
O escoamento da produção da agricultura familiar e o transporte de pessoas devem ser favorecidos com o avanço da pavimentação de um trecho de mais de 50 quilômetros da MT-140, entre Nova Brasilândia e Planalto da Serra, na Baixada Cuiabana. A obra, que está em ritmo acelerado, integra os 114 contratos que tiveram a ordem de serviço autorizada pelo governador Mauro Mendes em abril deste ano e foram retomados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) no primeiro semestre de 2019.
No total, estão previstos a pavimentação de 53,16 quilômetros da rodovia. Atualmente, a empresa responsável pelo contrato tem frentes de trabalho ao longo de 35 quilômetros do trajeto e executa serviço de desmatamento, drenagem e terraplenagem.
Para acompanhar de perto a evolução das atividades, o governador Mauro Mendes e o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, bem como equipe técnica da secretaria, vistoriaram este mês a MT-140. “Obras como esta são estruturantes e vão auxiliar no escoamento da produção existente nesta região”, pontuou o chefe do Executivo mato-grossense.
O secretário Marcelo de Oliveira complementou dizendo que a Sinfra hoje está com um trecho de mais de 60 quilômetro de obras de pavimentação na MT-140, seguindo em direção à cidade de Santa Rita do Trivelato, distante 354,8 Km de Cuiabá, o que deve impulsionar ainda mais a economia local. “Esse é o grande sonho de todos os produtores da região e esperamos chegar ao município em dois ou três anos”, destacou ele.

Crédito da Foto: Marcos Vergueiro Secom-MT
Segundo o presidente da Cooperativa Dos Produtores da Agricultura Familiar de Planalto da Serra (Cooplan), Gilberto Siqueira, a ausência de asfalto na rodovia é o grande gargalo para a produção e a logística dos pequenos produtores da região. A pavimentação da via deve mudar essa realidade. “Pretendemos aumentar a produção de hortifruti e também de abóbora cabotiã após a conclusão da rodovia”, disse ele acreditando na melhoria.
Não só a classe produtora aposta na conclusão da obra para transformar o cenário existente hoje. A funcionária pública Juliana Busetto, de 34 anos, que mora em Nova Brasilândia desde que nasceu, afirma que a cidade não tem atrativos para os mais jovens que saem do município em busca de trabalho e estudo. “O asfalto pode atrair empresas e gerar emprego, fazendo com que os jovens permaneçam aqui”, argumentou ela.
De acordo com a prefeita do município, Marilza Augusta, todos estão confiantes no desenvolvimento a partir da pavimentação da MT-140. “As pessoas estão felizes com o progresso que a pavimentação irá trazer, pois esse asfalto irá ligar 10 cidades do Médio-Norte até a ferrovia de Rondonópolis, e isso encurtar o caminho em 370 quilômetros. Além disso, o asfalto irá melhorar a parte social da região”, analisou ela dizendo que se a estrada estiver pavimentada será mais fácil a movimentação de ambulâncias e também do transporte escolar.
Pontes
Além da pavimentação, a Sinfra toca ao longo da MT-140 duas pontes. Uma delas de 91 metros está localizada sobre Rio Finca faca. A obra está em fase de acabamento e já foi dado início ao serviço de encabeçamento. A segunda fica no Rio Ribeirão dos Cavalos e também tem 91 metros de comprimento. Os trabalhos no local já atingem 95% de execução. As duas integram o programa Pró-Concreto.

Crédito da Foto: Marcos Vergueiro Secom-MT
*Colaborou Ivana Maranhão, Secom-MT
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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