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Pesquisa CNM: 94% dos Municípios relatam crescimento preocupante de pessoas com sintomas gripais

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O crescimento de casos de Covid-19 e o aumento de pessoas com sintomas gripais foi captado pela 33ª edição da pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), primeiro levantamento de 2022, promovido entre os dias 10 e 13 de janeiro. Dos quase 2 mil Municípios que participaram do mapeamento, 93,9% apontaram o crescimento preocupante de atendimentos a pessoas com sintomas gripais em hospitais e postos de saúde.

O levantamento mostra que 1.555 (83,1%) confirmaram aumento nos casos de Covid-19 e mais de 1,1 mil (60%) prefeituras afirmaram que ocorreu o aumento no afastamento de servidores municipais por conta do coronavírus. Esta edição da pesquisa também trouxe informações sobre a gripe H3N2, que é uma variante do vírus Influenza A. Pelos dados da CNM, 1.149 (61,4%) cidades já possuem medicamentos para enfrentar a proliferação desse vírus. Na pesquisa, 529 (28,3%) localidades afirmam ter registrado casos da gripe comprovados.

Outro tema desta edição da pesquisa é o teste para detecção da Covid-19. Enquanto 1.499 (80,1%) gestores afirmam ter teste rápido para a detecção da Covid-19 disponível, outros 339 (18,1%) sinalizaram a falta dessa ferramenta de auxílio no diagnóstico. A ampla testagem pode ajudar no controle da proliferação do vírus, por isso, o Plano Nacional de Expansão de testagem para Covid-19 prometia enviar testes para os 5.568 Municípios do país, seguindo o critério populacional e o cenário epidemiológico de cada localidade. No entanto, 969 (51,8%) gestores afirmam não ter recebido apoio do governo em relação à testagem por meio do Plano; enquanto 759 (40,6%) afirmaram ter tido apoio.

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A CNM também perguntou sobre a contratação de laboratório para fazer testes por RT-PCR e 452 (24,2%) gestores afirmaram que firmaram contrato; já 1.371 (73,3%) não contam com esse tipo de contratação. Ainda sobre a testagem de pessoas com sintomas, quando o PCR é encaminhado para as redes estaduais, o resultado sai em até quatro dias para 697 (37,3%) Municípios; em 794 (42,4%) cidades, os laudos ficam prontos entre cinco a sete dias; e em apenas 295 localidades o diagnóstico leva até 15 dias.

Recursos financeiros

Uma grande preocupação que tem repercutido nas gestões municipais é a impossibilidade de execução no ano de 2022 dos recursos Coronavírus repassados em 2020. O Decreto Federal 10.579/2020 indicou que as transferências financeiras realizadas pelo Fundo Nacional de Saúde diretamente aos fundos de saúde estaduais, municipais e distrital, em 2020, para enfrentamento da pandemia de Covid-19, poderiam ser executadas pelos Entes federativos até 31 de dezembro de 2021. Segundo a pesquisa, 48,5% dos Municípios não têm registro de parte desses valores nas contas do Fundo Municipal. Já para 41,8% ainda há valores em conta e, portanto, não podem executar esses valores.

Máscara e passaporte da vacina

Sobre o uso de máscaras em ambientes públicos e privados e o passaporte sanitário, 1.828 (97,7%) Municípios mantêm a obrigatoriedade e 314 (16,8%) prefeituras publicaram decreto com alguma medida restritiva.

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Acesse edições anteriores em: Biblioteca CNM – pesquisa Covid-19.

Da Agência CNM de Notícias

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Insônia em crianças? Veja dicas de como melhorar a rotina de sono

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Rotina e hábitos antes de dormir ajudam a evitar a insônia em pequenos
Abdülkadir Vardi / Unsplash

Rotina e hábitos antes de dormir ajudam a evitar a insônia em pequenos

A dificuldade de dormir ou conseguir manter um sono contínuo durante a noite também pode acometer crianças. Para elas, entretanto, a  insônia tem características distintas.

Enquanto nos adultos as situações estressantes são as maiores causadoras de noites mal dormidas, nas crianças, a insônia tem caráter comportamental. Por isso, o tratamento demanda mudança de hábitos da família e o estabelecimento de uma rotina para pais e filhos, principalmente à noite.

Nos primeiros meses de vida, o bebê tem um sono espaçado ao longo das 24 horas, dormindo em média 16 horas por dia. Com o passar do tempo, esse período vai diminuindo, e ele dorme entre 11 e 14 horas. Quando completa 12 meses, a criança já tem um período de sono mais prolongado à noite e faz 1 a 2 cochilos de dia.

Nesta fase, o bebê pode ter dificuldade para iniciar e manter o sono, precisando da presença e intervenção dos pais, dando colo, embalando, oferecendo o seio materno ou a mamadeira.

“Existem crianças que estão acostumadas a dormir somente após mamar, ficar no colo e ser embalada. Por isso, quando despertam no meio da noite, chamam os pais para que eles repitam este ritual”, alerta o pediatra Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto do Sono. É a chamada insônia por distúrbio de associação. Geralmente, explica o médico, é desencadeada quando a criança adoece, principalmente nos primeiros anos de vida, necessitando de atenção redobrada dos pais.

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As doenças mais comuns nesta fase são bronquite, refluxo gastroesofágico, alergia à proteína do leite de vaca e infeções de repetição. Outros gatilhos são mudanças de casa, cidade ou início precoce da creche.

Na criança maior, o comportamento é diferente e ela tenta prorrogar o início do sono dizendo que está com fome, sede ou medo. Ela pode acordar no meio da noite e ir para o quarto dos pais, que a levam de novo para o seu quarto. “Esse vaivém dura até uma hora que, por cansaço, os pais deixam a criança dormir na cama do casal ou numa cama ao lado. É a chamada insônia por falta de limites”, explica o médico.

Segundo o especialista, algumas crianças podem apresentar os dois tipos de  insônia combinados ou migrar do distúrbio de associação para o de falta de limites. “Esse problema é bem frequente, em torno de 20% das crianças. Famílias vivem esse problema, de uma forma mais intensa ou menos”, relata o médico.

O maior problema de noites mal dormidas é que as crianças podem ficar irritadas, agressivas e desatentas ao longo do dia.

Segundo Moreira, a insônia pediátrica está associada ao fato de que, para a criança, o horário de dormir está relacionado ao momento de separação dos pais. Caso não exista um processo de transição, o bebê vai chorar quando estiver sozinho no berço e a criança maior vai usar subterfúgios para não dormir.

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“Para o tratamento da insônia infantil, primeiro é preciso ensinar a criança a dormir sozinha. Para isso, a gente tem que fazer a higiene do sono. Quase ninguém faz, mas é importante”, reforça o especialista.

Higiene do sono

Não há fórmula mágica para que as crianças durmam a noite inteira, mas com paciência e dedicação dos pais na aplicação da higiene do sono, a prática pode ajudar os pequenos a dormirem melhor.

A higiene do sono é um conjunto de atividades tranquilas que direcionam a criança para o momento de dormir.

Confira as orientações do especialista:

Estabelecer rotina – definir horários fixos para a criança dormir, acordar e fazer uma soneca nos sete dias da semana. “Tem que ter uma regularidade no horário para dormir e antes de dormir, uma hora antes, desligar os eletrônicos”, reforça o especialista.

Evitar o uso de telas – celulares, tablets e aparelhos de televisão servem de estimulantes para as crianças. O uso deve ser evitado de 1 a 2 horas antes do horário de ir para cama.

“Esses dispositivos têm um conteúdo estimulante. E a luz que é emitida pelo tablet, celular, vai lá no cérebro dizer que é dia, e não é noite. A criança tem que parar de pular, de correr e fazer uma atividade calma como desenhar, por exemplo”

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Hora de dormir – o melhor horário para a criança ir para a cama é no início da noite. A escuridão vai estimular a produção da melatonina, hormônio que facilita o sono.

Banho quente – o banho ajuda a tranquilizar a criança. Mas tem que ser um banho calmo, sem muitas brincadeiras.

Ritual de sono – diminua o ritmo e a movimentação da casa. Essa sucessão de eventos ajuda a criança a se acalmar e a sinalizar que é hora de dormir. Inicie desligando as luzes no ambiente principal da casa, por exemplo. Em seguida, ela deve ir ao banheiro para escovar os dentes e depois ir para o quarto dormir.

Contar histórias – “antes de apagar as luzes, os pais podem cantar uma canção, fazer uma oração ou contar uma história para seu filho”, aconselha o especialista.

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Fonte: IG SAÚDE

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Infecção por Covid em escolas pode chegar a 80% sem uso de máscara

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Estudo mostra que contaminação dentro das salas de aula diminui com uso de máscara de proteção
Chico Bezerra/Prefeitura Municipal do Jaboatão dos Guararapes (PE)

Estudo mostra que contaminação dentro das salas de aula diminui com uso de máscara de proteção

Um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) mostra que o uso de máscaras de boa qualidade contra a Covid-19, como a N95 e a PFF2 , somado a outras medidas não farmacológicas podem manter os níveis de contaminação pela doença baixos em escolas e até mesmo em cidades que ainda têm taxas defasadas de vacinação.

Por outro lado, segundo a pesquisa, em um cenário que ninguém usasse o equipamento de proteção, as variantes consideradas mais transmissíveis, como a Ômicron , poderiam infectar até 80% da população.

Apesar de indicar a importância do uso de máscaras por professores e alunos, o estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) concluiu que, quando o equipamento é de qualidade inferior, as chances de transmissão do vírus aumentam em cinco vezes em comparação com o cenário de lockdown, isto é, quando as instituições de ensino estavam completamente fechadas.

Já quando os estudantes usam máscaras de boa qualidade, como as cirúrgicas, e os funcionários a N95 ou a PFF2, as taxas de transmissão sobem apenas para três vezes, em relação ao período sem aulas.

Ao iG , Guilherme T. Goedert, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de Roma Tor Vergata, Universidade Técnica de Aachen e Cyprus Institute, explicou que, apesar de as máscaras de pano terem qualidade inferior, a taxa de proteção também depende do encaixe correto do equipamento.

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“É muito importante notar que a capacidade das máscaras para reter as partículas não depende apenas do material, mas também de quão bem essas máscaras se ajustam à face e se as pessoas as utilizam corretamente”, destaca o especialista. “No fim, vários estudos mostram que máscaras de pano usadas corretamente junto com as descartáveis de menor qualidade podem ser tão efetivas quanto máscaras PFF2 .”

Para realizar a coleta de dados, os pesquisadores usaram os alunos de Maragogi, no litoral de Alagoas, como modelo. A cidade de 33 mil habitantes foi escolhida pois a renda e demografia do local representam cerca de 40% dos municípios brasileiros. Além de Maragogi, os cientistas também fizeram uma parceria com outras cem prefeituras com o objetivo de coletar dados que pudessem ser usados para guiar políticas públicas.

As simulações foram calibradas para uma cidade grande, tendo Curitiba, capital do Paraná, como modelo, e os resultados foram semelhantes.

De acordo com Goedert, no estudo foi considerada uma cobertura vacinal até a faixa de 70% nos adultos, o que fez com que houvesse redução significativa no número de casos da doença em relação ao mesmo cenário com pessoas não vacinadas. O pesquisador aponta, no entanto, que somente a alta cobertura vacinal não é suficiente para evitar um surto durante as atividades escolares.


“A severidade dos casos é reduzida, mas ainda é preciso aliar a vacinação ao uso correto de máscaras, aos protocolos de monitoramento e ao isolamento de casos para permitir atividades escolares seguras para todos”, afirma.

Embora não seja a única medida efetiva, o pesquisador destaca que restringir o número de estudantes nas salas de aula pode reduzir os casos em meio a uma onda de infecção. Nesse cenário, as chances de haver uma pessoa contaminada entre os alunos diminui e a troca de ar com o meio externo também se torna menor.

A evolução para um conforto térmico nas salas de aula também preocupa os pesquisadores, pois faz com que o ambiente escolar se torne mais suscetível à propagação do vírus.

Durante o processo de apuração, os cientistas visitaram algumas escolas que tinham janelas pequenas ou lacradas, somente com a instalação de ar-condicionado ou ventiladores. “Estes são os piores cenários”, afirma Goedert. Segundo ele, o ar-condicionado faz circular apenas o ar interno, mantendo o acúmulo de partículas contaminadas, enquanto os ventiladores aumentam a mistura do ar e o alcance dessas partículas. “Para muitas das nossas escolas, tudo conspira para um aumento de casos”, disse.

“Em qualquer ambiente fechado, aerossóis contendo partículas virais podem ficar suspensos e se acumular por horas e as salas de aula satisfazem essa característica, com um grande agravante de que professores também circulam entre diferentes salas e podem servir de ponte de infecção entre diferentes turmas — por isso a importância de ao menos os educadores receberem máscaras PFF2”, explica.

De acordo com um estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, publicado na revista Science no ano passado , os professores que dão aulas presenciais têm até 1,8 vez mais chance de se infectarem pela Covid-19 do que aqueles que trabalham de maneira remota.

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As escolas acabam se tornando um dos contextos que exigem mais atenção no quesito de transmissão, já que as crianças e os profissionais se encontram por períodos bastante longos em locais fechados e os alunos vêm de núcleos familiares e sociais distintos, servindo de ponte para que o vírus passe de uma família para a outra.

Uso de máscaras em locais fechados

Embora a pesquisa tenha levado em conta o ambiente escolar e a propagação do vírus entre alunos e professores, Goedert afirma que o ideal seria que, mesmo com a flexibilização , as pessoas continuassem usando as máscaras de proteção em todos os lugares fechados, especialmente se esses locais servem como ponto de encontro de várias pessoas, com permanência longa e a troca de ar com o meio externo não seja boa.

“É importante lembrar que a cada pessoa infectada, mesmo que as chances de doença severa sejam menores graças à vacina, o vírus terá uma nova oportunidade para se modificar em uma nova variante, que poderá ser mais resistente, infecciosa ou letal”, destaca o pesquisador. “Frente a futuras ameaças, o uso preventivo de máscaras é inofensivo e deve ser estimulado”, afirma.

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SP tem fim de semana com vacinação infantil contra gripe e Covid-19

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Campanha de multivacinação para as crianças a partir de seis meses seguirá na capital paulista neste fim de semana
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Campanha de multivacinação para as crianças a partir de seis meses seguirá na capital paulista neste fim de semana

A campanha de multivacinação para as crianças a partir de seis meses seguirá na capital paulista neste fim de semana, em conjunto com a imunização contra a Covid-19 e o vírus influenza, causador da gripe .

Na multivacinação serão disponibilizados imunizantes como: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), pneumo 10, rotavírus, meningo C, meningo ACWY, varicela, hepatites A e B, febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto, HPV e pneumo 23.

No sábado (21), estarão abertas as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas, das 7h às 19h. As cadernetas de vacinação também poderão ser atualizadas com outros imunizantes.

No domingo (22), os parques Buenos Aires, Severo Gomes, do Carmo, Villa-Lobos, da Independência, Ceret e da Juventude aplicarão vacinas das 8h às 17h e, na avenida Paulista, a imunização ocorrerá em uma tenda instalada no número 52, para todas as faixas etárias elegíveis. Já no número 995, uma farmácia parceira aplicará somente vacina contra a Covid-19, das 8h às 16h.

É válido destacar que, para crianças entre 5 e 11 anos de idade, as vacinas de sarampo e Covid-19 não devem ser aplicadas simultaneamente, devendo ser priorizada a imunização contra a Covid-19. Depois de 15 dias pode ser aplicada a vacina contra o sarampo. Para a população em geral, acima de 12 anos e trabalhadores da saúde, pode ser feita a imunização simultânea entre as vacinas de sarampo, gripe e Covid-19.

A partir da segunda-feira (23), a vacinação volta a ocorrer em toda a rede: UBSs e AMAs/UBSs Integradas, das 7h às 19h, e megapostos e drive-thrus, das 8h às 17h.

Mais informações e a lista completa dos postos podem ser encontradas na página do Vacina Sampa . Os grupos prioritários para a vacina contra a gripe estão disponíveis neste link .

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Fonte: IG SAÚDE

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ALMT – Campanha Fake News II

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