Saúde

Fissura anal: saiba como identificar e tratar

Publicado

Mardem Machado

Uma doença que poucos conhecem, muito em função da vergonha em falar sobre o assunto, a fissura anal é um mal que pode atingir qualquer pessoa, homens, mulheres e crianças a qualquer momento da vida. As estatísticas sobre a doença são desconhecidas, principalmente devido à procura tardia por ajuda de um médico proctologista, especialista no assunto, e receio sobre a realização do exame.

A falta de dialogo a cerca do tema costuma deixar os afetados pela doença pensarem que são os únicos afetados. Mas na verdade, essa situação potencialmente dolorosa e que afeta diretamente a qualidade de vida dos acometidos pela doença é bastante comum.

O problema também acontece na identificação da doença, isso por que a fissura anal é confundida muitas vezes com a doença hemorroidária. A fissura anal é uma pequena ferida que surge no ânus, como uma espécie de corte que se situa logo na entrada do orifício e que causa sintomas como dor, desconforto, pequenos sangramentos e ardência ao defecar.

Se você já notou sangue claro no papel higiênico ou no vaso sanitário após uma evacuação, existe uma boa chance de se tratar de uma pequena fissura no ânus. Essas lacerações costumam ser confundidas com hemorroidas que, ao contrário das fissuras, não causam dor à evacuação.

Geralmente, este tipo de fissura é causado pela passagem de fezes muito secas e duras, que dilatam o esfíncter, provocando a lesão. No entanto, outros problemas como prisão de ventre, diarreia intensa, contato íntimo na região anal, herpes genital ou hemorroidas também podem levar ao desenvolvimento de uma fissura.

Veja Mais:  Crise de ansiedade: o que é, sintomas e o que fazer

Existem duas formas de a doença se manifestar, a fissura anal aguda ou crônica. Na forma aguda o “corte” tende a ser superficial, com bordos sem fibrose, normalmente com menor tempo de evolução que pode se resolver em seis semanas com tratamento conservativo local. Já a fissura anal crônica: a ferida torna-se uma úlcera facilmente reconhecível pelo médico especialista, com fibrose e endurecimento dos bordos, que pode exigir uma abordagem cirúrgica.

Na sua maioria as fissuras anais são causadas principalmente por traumatismos, mas existem outras causas possíveis, entre as quais se incluem o cancro retal, a doença de Crohn, a leucemia e diversas doenças infecciosas de origem bacteriana e viral.

Em cerca de 80% a 90% dos casos as fissuras agudas podem ser objetos apenas de um tratamento médico, já no caso de fissuras crônicas, estima-se que em apenas 40% dos casos este tratamento tenha sucesso. Quando as fissuras não respondem ao tratamento médico, mantendo-se a dor e/ou hemorragia, bem como de fissuras recorrentes deve ser considerada a realização de um tratamento cirúrgico. A escolha da melhor opção deverá ser avaliada pelo seu médico proctologista.

A fissura anal pode ser evitada tomando medidas simples no dia a dia. A ingestão de mais fibras na alimentação, por exemplo, pode ajudar. Isso porque são elas as responsáveis pela formação do bolo fecal, que facilitam o trânsito dos alimentos no intestino.

Veja Mais:  Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia

Beber bastante água todos os dias é essencial, pois ela se mistura às fibras e fazem as fezes ficarem mais volumosas e pastosas, impedindo o ressecamento. Com isso, o efeito das fibras sobre o movimento intestinal se torna mais eficaz.

Mardem Machado é proctologista e diretor clínico do Instituto de Gastroenterologia e Proctologia Avançado (IGPA)

Comentários Facebook

Saúde

Boa alimentação pode ajudar a prevenir câncer de mama

Publicado

Nutricionista Igor Oliveira- Foto: Assessoria

Com expectativa de mais de 60 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, somente em 2021, a prevenção e o diagnóstico precoce, segundo os médicos, são a melhor forma de diminuir ou estabilizar esses números no país. Durante o Outubro Rosa, especialistas de diversas áreas da saúde sensibilizam a população sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama.

A boa alimentação, rica em verduras e vegetais, por exemplo, é fundamental tanto para a prevenção ou para o tratamento de diversos tipos de câncer. É o que explica o nutricionista do Sistema Hapvida, Igor Oliveira. “Quanto mais colorida for sua salada, melhor. Isso vai fazer com que você consuma de forma adequada vários tipos de antioxidantes que vão auxiliar na prevenção do câncer”, destaca.

O profissional também orienta para que as pessoas continuem se alimentando de frutas, com pelo menos três porções ao dia. Oliveira também lembra a importância de incluir nas refeições alimentos que regulam o intestino, como cereais integrais, aveia e arroz integral.

Tão importante quanto a ingestão de alimentos sólidos, está a necessidade da ingestão regular de água e sucos naturais. O líquido, explica, é o principal regulador do metabolismo no organismo, o que de fato também ajuda na prevenção de várias doenças, incluindo o câncer de mama.

Por último, o nutricionista Igor Oliveira orienta as pessoas a substituírem o sal e temperos prontos por temperos naturais. “Ervas como orégano, alecrim, manjericão são potentes alimentos ricos em antioxidantes, e vai fazer com que você, além de auxiliar na prevenção do câncer, melhore o sabor da sua comida”, finaliza.

Veja Mais:  Pacientes com AME tipo 2 temem por falta de acesso a tratamento

Sobre o Sistema Hapvida

Com mais de 7,1 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 37 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 47 hospitais, 199 clínicas médicas, 47 prontos atendimentos, 172 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia

Publicado

Foto: Assessoria

Em 19 de abril de 2021 o Brasil registrou a maior média móvel de morte em decorrência da covid-19: cerca de 3 mil óbitos diários. Hoje (19), exatos seis meses após o ápice, o Ministério da Saúde informa que a vacinação em massa contra a doença surtiu efeito. Segundo a pasta, a queda no número de óbitos foi de quase 90% – tendência que se acumula desde junho.

O boletim divulgado na noite de ontem (18) mostra que a média móvel de mortes está em 379,5, acompanhada pela queda expressiva também no número de novos casos da doença, que está em 12,3 mil ao dia.

“Nós temos um Sistema Único de Saúde (SUS) forte, com mais de 38 mil salas de vacinação, capaz de vacinar mais de 2 milhões de brasileiros e um governo extremamente preocupado com a vida. Por isso, adquiriu mais de 550 milhões de doses de vacinas [contra a] covid-19, investiu bilhões com habilitação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) e vacinou mais de 90% da população brasileira com a primeira dose. Vacina é a saída para acabar com o caráter pandêmico da doença. Só assim vamos retornar para o nosso normal”, afirmou em nota o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Segundo Queiroga, o sucesso da ampla campanha de vacinação deve se estender para 2022 com a compra antecipada de 354 milhões de doses de vacinas aprovadas no país. O plano de vacinação para 2022 foi apresentado no início do mês de outubro.

Veja Mais:  Pacientes com AME tipo 2 temem por falta de acesso a tratamento

“Nós já temos asseguradas mais de 300 milhões de doses para vacinar a nossa população. É uma vacinação um pouco diferente do que aconteceu em 2021, porque não é uma vacinação primária. Mas, o mais importante é: teremos doses de vacinas para todos”, declarou Queiroga.

O painel de vacinação do Ministério da Saúde mostra que mais de 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacinal. Essa população corresponde a 68% do público-alvo da campanha do Programa Nacional de Imunização (PNI). A ferramenta informa, ainda, que 3,6 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço, recomendada para pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos (aqueles cujos mecanismos normais de defesa contra infecção estão comprometidos) e profissionais de saúde.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Maus hábitos alimentares e sedentarismo levam à obesidade

Publicado

Especialista aponta que mudança de estilo de toda família é fundamental para garantir uma vida saudável

Arnaldo Patrício

A demonização de certos tipos de alimentos e gorduras boas a partir da década de 60 foi um dos fatores que ocasionou surtos de obesidade. Essa é a opinião do médico especialista em emagrecimento e longevidade do Hospital São Judas Tadeu, Arnaldo Patrício. Ele exemplifica que há meio século, acreditava-se que ovos, manteiga e banha eram ruins para a saúde e que a introdução de alimentos ricos em carboidratos na alimentação era incentivada. Combater esses mitos e estimular dietas equilibradas são temas a serem debatidos neste dia 11 de outubro, Dia Nacional de Prevenção da Obesidade.

“Os fast foods, os alimentos industrializados e a mudança de hábitos de vida provocaram uma epidemia de obesidade”, explica Patrício. “O intenso lobby da indústria alimentícia para vender mais produtos industrializados e inibir o consumo de verduras foi um verdadeiro crime contra a humanidade”, complementa.

O especialista explica que a gordura causa muitos problemas, pois produz citosinas que inflamam e predispõe o organismo a doenças como a hipertensão, doenças respiratórias, doenças psíquicas e emocionais, vários tipos de câncer e a diabetes tipo 2. “A diabetes expõe o indivíduo a doenças vasculares cerebrais, infartos, a perda da visão, a insuficiência renal, infarto. Isso ficou bem evidente na pandemia”, destaca.

O que pode levar uma pessoa a obesidade depende de muitos fatores, mas um estudo do Ministério da Saúde do ano passado apontou que 12,4% das crianças de 0 a 9 anos em Mato Grosso estão com excesso de peso.  Ou seja, uma a  cada 10 crianças estão acima do peso.

Veja Mais:  Hematologista do MT Saúde alerta que trombose é uma doença silenciosa, grave e que pode ser fatal

Já dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que é realizado desde 2006 em todas as capitais e no Distrito Federal, aponta que Cuiabá é a segunda capital  com maior número de homens obesos, com 25,4%, ou um a cada quatro homens. A Vigitel também demonstrou que o índice tem aumentado ao longo dos anos, o que indica pouca mudança em termos de comportamento de consumo.

Um exemplo é o consumo de refrigerantes. O estudo também revelou que as mulheres cuiabanas estão em terceiro lugar no consumo de refrigerante. De acordo com o levantamento, 15,3% das entrevistadas afirmaram consumir refrigerante mais de cinco vezes por semana.

Arnaldo Patrício observa que o comportamento dos adultos impacta diretamente nos hábitos alimentares de crianças e adolescentes. Todos devem ser tratados com a melhora do hábito alimentar. “Não adianta conversar com a mãe e à noite o pai chegar com refrigerante e um monte de pizza. É necessário tratar os pais, tratar somente os pequenos não adianta. Tem que ser a família inteira”, afirma.

Mudanças no estilo de vida

Não existe forma de se tratar o excesso de peso sem adotar um estilo de vida saudável, com menos consumo de alimentos calóricos e mais exercícios físicos.

Para crianças e adolescentes, modificar o estilo de vida significa mudar hábitos familiares, que muitas vezes são resultado de nossa forma de pensar. Por isso, é muito importante procurar um médico especialista que poderá indicar tratamentos auxiliares como acompanhamento psicológico, uso de medicamentos, entre outros.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana