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Plano de reserva ambiental do Lago do Manso é discutido na ALMT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (17), audiência pública para discutir o plano ambiental de conservação e uso do entorno do reservatório da Usina de Manso. Mais conhecido como Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório Artificial (Pacuera), proposto por Furnas Centrais Elétricas. A discussão aconteceu no auditório Milton Figueiredo.

No final do evento, de acordo com o deputado Elizeu Nascimento (PL), a Assembleia Legislativa, por meio da Procuradoria do Poder Legislativo, vai acompanhar de perto as discussões sobre o Pacuera entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, a população da região do Lago do Manso e de Furnas. Nascimento é autor do requerimento que solicitou a audiência pública.

“Foi importante a realização da audiência pública para discutir o entorno ambiental da Usina de Manso na Assembleia Legislativa. O debate permitiu que Furnas justificasse à população da região do Manso pudessem ser ouvidas e consideradas nas decisões relacionadas ao meio ambiente em suas regiões”, disse Nascimento.

De acordo com Nascimento, o debate sobre o entorno ambiental da Usina de Manso é crucial para o bem-estar das comunidades locais. Ele ressaltou a importância de envolver a população de Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia no processo decisório “garantindo que suas vozes sejam ouvidas e suas preocupações sejam consideradas na gestão social e ambiental da região”. 

Apesar de o evento proporcionar à Furnas expor sua proposta à população da região do Lago de Manso, compareceram apenas dois representantes. Mas eles não se inscreveram para discutir o assunto em pauta (licenciamento ambiental de Furnas). De acordo com Elizeu Nascimento, “não se inscreveram para fazer uso da palavra. Mas estão dispostos a responder perguntas”. 

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Por outro lado, o superintendente de licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Valmi Simão de Lima, afirmou que o processo de licenciamento da região se arrasta desde 1987, quando Furnas protocolou o estudo de impacto ambiental no Lago de Manso. Hoje, o processo de licenciamento consta com 140 volumes. 

“Houve um lapso de quase nove anos  em que Furnas operou sem licença, mas sob judice. Isso acabou atrapalhando o processo. Há vários conflitos no entorno do reservatório, em relação a ocupação de preservação permanente. O Pacuera deve trazer respostas técnicas, mas também social. Os processos em análise na Sema têm que atender três princípios: social, financeiro e ambiental. Se os três não são forem contemplados, o projeto não é ambientalmente viável. Portanto, o Pacuera tem que contemplar esse triple para que seja viável”, disse Valmi Lima. 

O superintendente afirmou ainda que, além do processo de ocupação do solo, existem conflitos com a balsa no Lago de Manso, quando os moradores da região foram ‘tolhidos de ir e vir’. “O que chega na Sema é tratado de forma pontual e não de forma genérica. Outro conflito é com o ‘peixamento’. Para isso é preciso de um estudo que subsidie sobre a realidade que existe no reservatório. Porque tinha um rio corrente e ele foi estancado, mudando suas características. Tudo isso será colocado dentro do processo”, disse Valmi Lima. 

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Após 25 anos de funcionamento da Usina de Manso, de acordo com morador da região, Miguel Libos, Furnas quer tirar 150 metros de áreas dos proprietários do “lado dos pobres”, mas do “lado dos ricos, a proposta é de tirar apenas 30 metros. Segundo ele, os moradores querem isonomia de tratamento. 

“A Sema não pode aprovar essa proposta. Furnas escolheu o nosso lado para criar uma reserva ambiental. Eles querem dizer que a nossa área é cem por cento de reserva ambiental. Hoje, são mais de mil propriedades na região que serão prejudicados”, explicou Libos.

“Hoje, a nossa área tem que virar um reserva ambiental de 150 metros e mais mil metros de reserva. Mas lá onde tem os ricos, Malai Manso Resort, onde o terreno custa dois milhões de reais, são apenas 30 metros. Para o Malai é flexível, mas aqui as construções têm que ser destruídas”, disse Libos. 

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (MDB), disse que o Pacuera já foi apresentado em audiência pública por Furnas. Segundo ele, o estudo é restritivo a algumas regiões de Manso. Ele disse ser contra o estudo porque é restritivo. 

“Entrei com uma oficialização junto à Sema para o não reconhecimento e aprovação do Pacuera. É preciso que a Sema faça um debate com a população, porque a proposta de Furnas é muito técnica, por isso tem que discutir com a população do entorno do lago, que tem mais de 700 km no perímetro de Chapada e atinge Nova Brasilândia. Não vamos aceitar que Furnas façam restrições à população”, disse Froner. 

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O Pacuera APM Manso é baseado em um diagnóstico ambiental, em que é feito levantamento de fauna e flora local, dos usos humanos, das características físicas, bióticas e aspectos socioambientais. 

Fonte: ALMT – MT

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Coletiva: Pedro Taques apresenta documentos e cronologia sobre acordo milionário entre MT e Oi S.A.

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Advogado apresentará documentos protocolados desde 2025 e demonstrará que os fatos investigados hoje pela Polícia Federal já haviam sido levados ao Poder Judiciário e aos órgãos de controle por meio de Ação Popular e representações institucionais.

Assessoria

O advogado, ex-senador e ex-governador Pedro Taques concederá coletiva de imprensa nesta quinta-feira (06.08), às 15h, no escritório AFG & Taques, em Cuiabá, para apresentar a cronologia das medidas judiciais e administrativas adotadas desde 2025 em relação ao acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi S.A., que resultou no pagamento de R$ 308 milhões em recursos públicos.

A coletiva ocorre após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos relacionado ao mesmo acordo e cumpriu mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre investigados. As investigações apuram, em tese, crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.

Taques apresentará os documentos protocolados antes da operação policial, entre eles a Ação Popular e as representações encaminhadas à Procuradoria-Geral da República, Procuradoria-Geral de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa, Comissão de Valores Mobiliários e Conselho Nacional de Justiça, todos relacionados ao mesmo conjunto de fatos investigados pelas autoridades.

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Taques também detalhará os principais fundamentos jurídicos das medidas adotadas, incluindo os questionamentos acerca da legalidade do Termo de Autocomposição firmado entre o Estado e a empresa Oi S.A., da forma de pagamento realizada, da utilização de cessões sucessivas de direitos creditórios e da circulação dos recursos por fundos de investimento e empresas privadas, conforme descrito na Ação Popular e nas representações encaminhadas aos órgãos de controle.

Segundo o advogado e ex-governador, o objetivo é prestar esclarecimentos à sociedade, apresentar a sequência cronológica das providências adotadas e contribuir para o debate público com transparência, sempre respeitando a atuação independente da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Ele reforça a importância da atuação persistente das instituições e da sociedade no controle da administração pública:

“Quando muitos diziam que esse caso não daria em nada, eu continuei reunindo documentos, protocolando ações e provocando as instituições. Nunca desisti porque sempre acreditei que o dinheiro público pertence à sociedade e deve ser protegido. Vou acompanhar esse caso até o fim para que todos os fatos sejam esclarecidos e os responsáveis, se houver responsabilidade comprovada, respondam na forma da lei”.

COLETIVA DE IMPRENSA

Assunto: Operação Heritage – Cronologia das denúncias e documentos apresentados pelo advogado Pedro Taques

Data/Horário: 06/08 (quinta-feira), 15h

Local: Escritório AFG & Taques Advogados Associados, Av. Bosque da Saúde, nº 322, Bairro Bosque da Saúde, Cuiabá (MT)

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Fonte: Da Assessoria AFG & Taques

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Vereador de Rondonópolis, Ibrahim Zaher é confirmado como primeiro suplente de Janaina Riva ao Senado

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Vereador de Rondonópolis compõe a chapa da senadora, que terá a ex-delegada Ana Cristina Feldner Martins como segunda suplente

Foto- Assessoria

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) homologou, durante convenção partidária, a candidatura da senadora Janaina Riva à reeleição ao Senado Federal. A chapa será composta pelo vereador de Rondonópolis, Ibrahim Zaher, como primeiro suplente, e pela ex-delegada da Polícia Civil, Ana Cristina Silva Feldner Martins, na segunda suplência.

Segundo o partido, a escolha de Ibrahim Zaher reforça a presença política da região sul de Mato Grosso na composição da chapa majoritária. Empresário e administrador de empresas, o parlamentar iniciou sua trajetória política em 2012, quando foi eleito vereador em Rondonópolis.

Durante sua carreira no Legislativo municipal, Zaher presidiu a Câmara de Vereadores no biênio 2013/2014 e atualmente exerce seu segundo mandato pelo MDB. Também já atuou como líder do governo na Casa de Leis.

Entre as principais bandeiras defendidas pelo vereador estão o incentivo ao esporte, o fortalecimento da cultura, a ampliação de políticas públicas voltadas à saúde mental e ações de inclusão para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Filho do ex-vereador Mohamed Zaher, Ibrahim passa a integrar a chapa encabeçada por Janaina Riva, que busca a renovação do mandato no Senado nas eleições deste ano.

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Léo Bortolin fecha julho entre os mais citados para deputado estadual em MT

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Ex-prefeito de Primavera do Leste registra 2,4% em pesquisa espontânea e é o único nome sem mandato na ALMT no primeiro grupo da disputa

Foto- Assessoria

O ex-prefeito de Primavera do Leste Léo Bortolin (MDB) fecha julho entre os nomes mais citados para deputado estadual em Mato Grosso, segundo pesquisa Percent Brasil. Com 2,4% das citações espontâneas, ele é o único candidato sem mandato na atual Assembleia Legislativa de Mato Grosso entre os nomes do primeiro grupo.

O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 27 de julho. Na série divulgada pelo instituto, Bortolin tinha 2,4% em maio, passou a 2,3% em junho e voltou a 2,4% na rodada atual. A oscilação está dentro da margem de erro geral.

A pesquisa também registra redução no número de entrevistados sem candidato definido para deputado estadual. O índice era de 56% em maio, caiu para 52,1% em junho e chegou a 45,2% em julho. Com mais pessoas passando a citar nomes, Léo se mantém entre os mais lembrados da disputa.

Lúdio Cabral aparece numericamente à frente, com 3,1%. Max Russi e Eduardo Botelho registram 3% cada; Beto Dois a Um, 2,9%; Elizeu Nascimento, 2,6%; e Paulo Araújo e Thiago Silva, 2,5%. Os sete nomes que aparecem antes de Bortolin exercem mandato de deputado estadual.

A modalidade espontânea mede a lembrança dos candidatos. Nela, os entrevistados respondem livremente em quem votariam, sem receber uma lista prévia. Por isso, o resultado não representa uma projeção direta de votos ou de cadeiras, mas mostra quais nomes já estão presentes no debate eleitoral.

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Na composição do recorte, as mulheres representam 52,6% dos entrevistados; a maior faixa etária é a de 45 a 59 anos, com 26,1%; 49% têm ensino médio completo ou incompleto; e 46,8% informaram renda familiar entre dois e cinco salários mínimos. A pesquisa foi distribuída pelas sete regiões de Mato Grosso. A Centro-Sul, onde estão Cuiabá e Várzea Grande, concentra 37,6% da amostra, seguida pelo Sudeste, com 18,7%, e pelo Médio Norte, com 14,1%.

Vale lembrar que nessas eleições, Mato Grosso elegerá 24 deputados estaduais. A votação ocorre em 4 de outubro, e os eleitos assumem os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.

Vereador por dois mandatos, prefeito de Primavera do Leste entre 2017 e 2024 e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Léo Bortolin chega à disputa estadual com trajetória construída na gestão municipal e na interlocução com prefeituras de diferentes regiões. A Percent Brasil ouviu 1.200 pessoas em entrevistas domiciliares e presenciais. O levantamento informa nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00822/2026 e MT-02251/2026.

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