Mato Grosso
Plantio de mudas pela Sema e TJMT tem participação de moradores; “Ação é importante para tornar Cuiabá mais verde”, diz voluntário
A abertura do projeto Revolução Verde, neste sábado (03.02), reuniu poder público, iniciativa privada e sociedade para o início do plantio das 2500 mudas que serão colocadas no entorno da Arena Pantanal, em Cuiabá. A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do projeto Verde Novo do Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam) e programa REM Mato Grosso.
A meta das instituições é o plantio de 300 mil mudas nos próximos 5 anos nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.
“A Sema está contribuindo com recursos para aquisição das mudas e na ação de apoio ao plantio. É uma soma de esforço que tem como objetivo melhorar a vida do cidadão. A presença das árvores neste ambiente urbano melhora o microclima, traz maior sombra e frescor. Estamos na década da iniciativa 20/30 da ONU que é da restauração dos ecossistemas, restaurar o ambiente urbano onde está concentrada a maior parte da população e vamos despertar no cidadão cada vez mais o objetivo de buscar trazer o verde na nossa capital”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
O secretário da Casa Civil, Fábio Garcia, participou do plantio e, enquanto deputado federal licenciado, garantiu R$ 1 milhão em emendas para a compra de R$ 62,5 mil mudas para o projeto.
“Parabenizo todas as entidades e instituições que estão liderando este programa. Cuiabá é uma cidade que precisa voltar a ser cidade verde. Esse projeto é muito importante, tem todo meu apoio e também do Governo do Estado”, declarou.![]()
O plantio deste sábado foi viabilizado pelo programa REM-MT, que colaborou com recursos para aquisição das mudas e estrutura para o plantio, como abertura de berços e compra de substratos.
“Nosso envolvimento é um compromisso para ajudar a mobilizar a sociedade cuiabana e várzea-grandense, presidentes de bairros, iniciativa privada, instituições não governamentais e instituições governamentais para arborização das cidades. É um papel de ponte para auxiliar a internalizar este assunto muito importante para qualidade de vida da população”, explicou Ligia Vendramin, cordenadora do Programa REM/MT.
O projeto de arborização, além da estética, tem o objetivo de melhorar o conforto térmico e qualidade relativa do ar e em todo o processo de crescimento da árvore ela já estão consumindo carbono, prestando serviços ambientais e produzindo oxigênio, conforme explicou Sérgio Salvioli, representando o Verde Novo.
Sérgio enfatizou que o projeto conta com a opção do ZapMudas em que o cidadão pode entrar em contato e solicitar o plantio de mudas em sua calçada.
“O Projeto Verde Novo tem como principal objetivo a arborização de espaços e vias públicas. Para este plantio de hoje escolhemos o entorno da Arena que é uma área grande, controlada e localizada em um ponto importante da cidade para que a gente possa pensar um pouco mais de florestas urbanas. Nada melhor que trazer ações como esta para dentro da cidade e contar com apoio de todos, órgãos públicos, Judiciário, população, Batalhão de Polícia Ambiental. Toda comunidade participando, adultos e crianças plantando, porque todos nós somos responsáveis pelo presente e pelas futuras gerações”, ressaltou.![]()
Na Arena Pantanal estão sendo plantadas mudas nativas e frutíferas, como ipê, aroeira, jacarandá, pata-de-vaca, acerola, amora, entre outras espécies.
O advogado Leonardo Saboia Paes de Barros foi com a esposa e a filha para ajudar no plantio, como voluntários. Segundo ele, é muito importante envolver as crianças em eventos que visam cuidados com o meio ambiente e sempre que possível leva a filha em ações que tenham contato com a natureza.
“É um cuidado que todos devemos ter para um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Essa ação que hoje está tendo na Arena Pantanal é importante porque nossa cidade precisa tomar novamente o título de cidade verde. É importante que este projeto se estenda por toda Cuiabá”, enfatizou.
Arlindo dos Santos, presidente de bairro do Verdão, afirmou que a ação vai melhorar a vida de quem frequenta a Arena.
“A cidade está muito quente e estas árvores vêm para amenizar um pouco o calor, melhorar o ar que a gente respira, é um projeto maravilhoso. O entorno da arena tem pista de caminhada, tem pracinha de recreação para as crianças e estas árvores vão ficar sombra e um espaço mais familiar”, disse.
O evento foi apoiado pela concessionária Águas Cuiabá e teve participação de representantes do Governo do Estado, Projeto Verde Novo, Programa REM, Sindicato dos Servidores Públicos da Carreira dos Profissionais do Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso (Sintema) , Rotary Clube, presidentes de bairro, Batalhão Polícia Militar de Proteção Ambiental, Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI), Gravadora Sumac Records, prefeitura de Cuiabá.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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