Política MT
PLOA-2022 começa a tramitar na Assembleia Legislativa

Foto: Assessoria
Começa a tramitar na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Orçamentaria Anual (PLOA-2022). A Mensagem nº 158/2021 foi lida na sessão plenária desta quarta-feira (6). O PLOA, que estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2022, prevê uma arrecadação de R$ 26,585 bilhões.
Antes de a proposta ser votada em Plenário, ela deve ser discutida em duas audiências públicas, com datas ainda não definidas. A Mesa Diretora vai definir um cronograma para que os deputados apresentem emendas à peça original do governo. O PLOA de 2022 é maior 20,22% em relação à Lei Orçamentária Anual de 2021 estimada em R$ 22,114 bilhões.
De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), o projeto orçamentário é compatível com a realidade econômica do Estado e a arrecadação financeira vem crescendo todos os anos. Segundo ele, a Casa vai fazer um debate amplo e os encaminhamentos dentro do que foi proposto pela Lei de Diretrizes Orçamentária de 2022.
“Isso será fundamental para votar um orçamento compatível com os investimentos que precisam ser feitos em Mato Grosso. A proposta vem com investimentos de 15% para obras e ações que chegam até o cidadão mato-grossense. Acredito o projeto vai ser bem analisado e ter avanços importantes para o desenvolvimento em todos os 141 municípios mato-grossenses”, afirmou Russi.
Entre os setores que devem ser beneficiados pelo PLOA-2022, de acordo com Russi, estão as áreas da saúde, por causa da pandemia da Covid-19, os setores de infraestrutura, e ainda o social e a educação. “Todas as áreas estão bem contempladas no projeto orçamentário do governo. Esses investimentos têm que impactar de forma positiva na vida da população”, destacou.
Questionado sobre a proposta do governo Mauro Mendes que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) da energia, telefonia, gás industrial e comercial, gasolina, diesel e comunicação, Russi afirmou que a Casa Civil do governo do estado ainda não a encaminhou à Assembleia Legislativa, “Já cobrei do secretário Mauro Carvalho [secretário-chefe da Casa Civil], mas ainda não foi encaminhada. Caso não chegue nesta quarta-feira [6], ela será lida na sessão da próxima semana”, disse.
Com a proposta de redução do ICMS, o governo abre mão de arrecadar R$ 1.207 bilhão em 2022. Com a energia elétrica a redução será de R$ 732 milhões. Com as contas de celular e internet deixam de entrar nos cofres do Tesouro do Estado a quantia de R$ 198 milhões. Com a gasolina R$ 69 milhões, com diesel mais R$ 200 milhões e com o gás industrial R$ 8 milhões.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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