Mato Grosso
PM prende homem que manteve adolescente de 16 anos em cárcere privado durante 3 meses
Policiais militares de Juscimeira (157 km de Cuiabá) prenderam J.P.L. (55 anos) na madrugada desta segunda-feira (02.12), suspeito de sequestrar e manter em cárcere privado uma adolescente de 16 anos. A jovem estava desaparecida desde o mês de agosto.
A Polícia Militar foi acionada por uma testemunha, que relatou ter visto a jovem em uma casa, no Distrito de São Lourenço. Os policiais foram ao local indicado e encontraram o suspeito, que confessou ter sequestrado a jovem no dia 30 de agosto, porém, a garota tinha fugido pouco antes da chegada dos militares.
Ainda de acordo com o relato do homem, a jovem foi forçada por ele a ingerir bebidas alcoólicas, durante o período em que esteve em cárcere. Ele ainda contou que sabia que a família da adolescente a procurava.

Ao fazer a vistoria na casa do homem, os policiais encontraram roupas da adolescente, tinta de cabelo, três cartas escritas pela jovem, dinheiro, folhas de cheque e quatro aparelhos celulares, além de uma fita crepe larga e uma espingarda de calibre 22, sem numeração.
A menina foi acolhida pela tia e conselheiros tutelares e o suspeito foi levado para a delegacia para as devidas providências.

Serviço
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do disque-denúncia 0800.65.3939. Nesse número, sem custo de ligação, qualquer cidadão pode informar situações suspeitas ou crimes. Exemplos: a presença de foragidos da Justiça com mandado de prisão em aberto e ponto de venda de droga.
Mato Grosso
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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