Mato Grosso
PM trabalha com prioridade no atendimento a chamados de violência doméstica
A violência doméstica há muito deixou de ser uma questão que diz respeito somente ao casal, uma briga que “ninguém põe a colher”. Ao contrário, é uma luta permanente de todos os cidadãos, instituições, órgãos públicos e organizações civis na defesa de direitos e aplicação da lei.
A Lei Maria da Penha (11.340/2006) reforçou a necessidade de ações preventivas e de repressão, estabeleceu e fortaleceu redes de proteção aos direitos e preservação da vida das mulheres.
Nesse contexto, a Polícia Militar ampliou a atuação para além do policiamento preventivo e das prisões de agressores. Tornou prioridade o atendimento aos chamados das mulheres e de todo cidadão que testemunha ou ouve, mesmo que distante, uma discussão com ameaças ou um pedido de socorro vindo da própria vítima de violência doméstica ou de alguém de sua família.
De acordo dados da Superintendência de Planejamento Operacional e Estatísticas da PMMT (Spoe), nos primeiros sete meses deste ano, entre janeiro e julho, a Polícia Militar atendeu 4.591 ocorrências de lesão corporal, ameaças e injúria que tiveram mulheres como vítimas. Esses números representam a produtividade operacional, ou seja, as prisões em flagrante ou condução de agressores e vítimas à delegacia para apuração.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, destaca que a determinação é de que em nenhuma circunstância o policial militar deixe de prender o agressor ou conduzir à delegacia as partes envolvidas em uma situação de violência ou que possa vir constituir violência doméstica ou crime mais grave.
De maneira contínua, afirma, o policial está sendo capacitado para o atendimento da mulher vítima. Ele lembra que violência doméstica e direitos humanos são conteúdos dos cursos de ingresso na carreira e de capacitações continuadas durante o exercício da atividade policial.
“A violência doméstica é fruto de uma atitude covarde que ocorre principalmente no âmbito familiar, porém, não pode ficar oculta, precisa ser denunciada, prevenida e reprimida prioritariamente”, completa o comandante.
Em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), assim como nos demais municípios mato-grossenses, a orientação é de que a viatura mais próxima se dirija imediatamente ao local independente de quem aciona, seja denúncia de terceiros (vizinho ou mesmo quem passava pela rua) ou um chamado da própria vítima pelo 190 (a PM tem ainda o disque-denúncia 0800 65 3939 para todo Estado).
De acordo com o comandante em exercício do 4º Comando Regional, tenente-coronel Gleber Cândido Moreno, além da prioridade desse primeiro atendimento, desde 2017 há um serviço permanente de acompanhamento das vítimas, um pós-registro da prisão em flagrante ou condução do agressor à delegacia. Ainda não é uma ação em rede porque o projeto Patrulha Maria da Penha está em fase de organização no município.
Cândido explica que o atendimento tem como origem uma ação prévia. Ele informa que todas as segundas-feiras, a equipe da Diretoria de Planejamento Operacional e Estatísticas filtra as ocorrências que se enquadram na Lei Maria da Penha e liga para as vítimas para verificar como estão e se aceitam receber visita da equipe.
Às terças e quintas-feiras são realizadas as visitas de prevenção, orientação e encorajamento ao pedido de medida protetiva. Cândido observa que para esse trabalho não desvia nenhum policial do trabalho nas ruas para não desfalcar o serviço operacional. Nas visitas são empregados policiais do setor administrativo.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos
-
Rondonópolis03/08/2026 - 08:12Exposul começa hoje com expectativa de recorde de público
-
Rondonópolis03/08/2026 - 12:43Liquidaqui consolida Rondonópolis em uma grande campanha de consumo local
-
Rondonópolis03/08/2026 - 15:45Rondonópolis|Após apenas uma empresa se cadastrar e estar inapta, licitação terá que ser remarcada
-
Agro News03/08/2026 - 13:43Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor
-
Artigos03/08/2026 - 14:08A cidade começa na calçada
-
Rondonópolis04/08/2026 - 18:09Sindicato Rural de Rondonópolis e Senar MT disponibilizam espaço para pequenos produtores na 52ª Exposul
-
Mato Grosso04/08/2026 - 18:004º ENCONTRO DE COOPERATIVAS NORTOX
-
Mato Grosso04/08/2026 - 19:53Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano








