Mato Grosso
Polícia Civil apreende 215 cestas básicas que seriam distribuídas por organização criminosa na fronteira
Duzentas e quinze cestas básicas, que seriam distribuídas por uma facção criminosa na região de fronteira com a Bolívia, foram apreendidas pela Polícia Civil, na sexta-feira (23.08), em ação realizada pela equipe de policiais da Delegacia de Pontes e Lacerda (442 km a oeste de Cuiabá).
As investigações iniciaram após a Polícia Civil receber informações de que um caminhão carregado com cestas básicas pertencentes a uma organização criminosa saiu de Várzea Grande com destino a fronteira com a Bolívia com objetivo de realizar a distribuição dos produtos e ganhar simpatia da população, assim como recrutar novos integrantes.
A distribuição de cestas básicas por organizações criminosas tem o objetivo de ganhar a confiança dos moradores da região e marcar território dominado pelo grupo.
Diante das informações, a equipe de policiais da Delegacia de Pontes e Lacerda iniciou o acompanhamento do veículo, vendo o momento em que o caminhão chegou ao município. A equipe então se deslocou para o bairro Morada da Serra, até uma casa de prostituição, pertencente à facção criminosa.
No momento em que as cestas básicas eram descarregadas no local, os policiais realizaram a abordagem. A proprietária do estabelecimento não soube explicar a origem dos produtos e tampouco revelou a identidade de quem havia enviado as cestas.
Questionado, o motorista do caminhão disse que apenas foi contratado para fazer a entrega da carga e apresentou a nota fiscal de compra, que não estava em nome da investigada. Diante dos evidências, as cestas básicas foram apreendidas e os suspeitos conduzidos à Delegacia de Pontes e Lacerda para prestar esclarecimentos sobre os fatos.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos na atuação do grupo criminoso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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