Policial
Polícia Civil defende autonomia financeira em encontro de Sistemas da Justiça Criminal
Assessoria | PJC-MT
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Em 15 dos 27 Estados da federação, as Polícias Civis têm autonomia financeira e administrativa plena. A proposta vem sendo defendida pelo Delegado Geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Mário Dermeval Aravéchia de Resende, visando destravar o desenvolvimento institucional e superar gargalos históricos que causam a desvalorização da atividade policial em todo Brasil.
O tema “Autonomia Financeira da Polícia Civil e seus reflexos no sistema de Justiça Criminal”, foi apresentado pelo delegado geral, na última sexta-feira (30.09), no II Encontro do Sistema de Justiça Criminal de Mato Grosso, organizado pelo Tribunal de Justiça, na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
Dermeval destacou que a falta de autonomia financeira e administrativa prejudica a Instituição em diversos pontos, principalmente, em seu desenvolvimento, por emperrar o andamento de vários projetos importantes (reformas de delegacias, aquisições de equipamentos, materiais de consumo e serviços, entre outros), em razão dos processos estarem sob a gestão da Secretaria de Estado de Segurança Pública, que aglutina todos os processos das instituições de Segurança vinculadas à pasta.
O delegado geral pondera que não é um problema de gestores e sim uma falha no atual sistema que hoje está implantado.
“A Polícia Civil precisa de autonomia para gerir projetos que necessitam ser realizados com qualidade. Em tom de alerta, pedindo mobilização e compreensão, é que faço essa exposição e espero conscientizá-los, que se a Polícia Civil não estiver em boas mãos e equipada, a Justiça Criminal certamente estará prejudicada em seus trabalhos. Esperamos que a modernidade nos alcance em todos os sentidos, mas a começar pela autonomia financeira para podermos revolucionar a investigação em Mato Grosso”, defendeu Mário Dermeval.
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A falta de servidores, especialmente Delegados de Polícia, cujo déficit ultrapassa 50% para atender um Estado de extensão territorial gigantesca, três vezes maior que a Itália ou a Alemanha, também foi abordada. Levantamento feito pela Polícia Civil, aponta que menos de 200 Delegados estão em atividade hoje, junto também com efetivo defasado de Escrivães e Investigadores de Polícia.
“As Polícias Civis operam dentro de um ordenamento jurídico que compreende 1.070 crimes, e hoje possuímos menos de 50% do efetivo de Delegados de Polícia previsto, que é menor do que tínhamos em 1998. A situação é grave e precisa ser corrigida urgentemente”, afirma Mário.
O delegado geral também falou das dificuldades de investimentos que a instituição vem enfrentando e nesse ponto Dermeval fez agradecimento especial ao Promotor de Justiça do município de Jauru, Daniel Luiz dos Santos, como exemplo de boas práticas e parceria com a Polícia Civil.
“Foi um grande parceiro junto com o Tribunal de Justiça, que nos concedeu a seção de um imóvel do antigo Fórum, que foi todo revitalizado e hoje, temos uma Delegacia de Polícia impecável em Jauru. Temos outros exemplos pelo Estado de ações onde boas praticas foram empregadas, e o ganho foi todo para sociedade”, destacou.
Inquérito Eletrônico
O Inquérito Policial Eletrônico (IPe) integrado ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, foi apresentado pelo Coordenador de Tecnologia da Informação da Polícia Civil Investigador Fábio Ferreira Arruda Goes. O projeto deve até o final de 2019 estar com seu piloto funcionando em 10% das Delegacias de Polícia.
A Inquérito Policial Eletrônico é desenvolvido através do sistema Cartórium, que é parte de um conjunto maior de sistemas, o “GEIA”, que já está em funcionamento atualmente em cerca de 95% das unidades policiais.
A integração dos dois sistemas tornará o Inquérito Policial 100% eletrônico e integrado, de forma que com um único “clique”, e, em tempo real, seja transmitido ao Poder Judiciário todas as peças que compõem o Inquérito Policial assinadas digitalmente pela Autoridade Policial.
O Inquérito Eletrônico será uma plataforma importante para a Polícia Civil, pois além de produzir todo o Inquérito dentro do sistema, com transmissão eletrônica ao Judiciário, vai possibilitar a integração da base de dados com outras instituições, implantação de ferramentas de investigação e inteligência, melhoria no cadastramento de indivíduos, e aplicativos que darão mais celeridade às investigações, eficácia e confiabilidade no trabalho executado pela Polícia Civil.
O IPe vai gerar economia anual de mais de R$ 2 milhões somente com impressão de papel, com estimativa geral de economia de até 20 milhões ano, com armazenamento, entrega de processos, entrega de intimações, entre outros. O ganho na celeridade e segurança dos feitos será impressionante, assim que concluir-se toda a implantação do projeto tecnológico, pois somente no último ano foram confeccionados, em papel, mais de 40 mil Inquéritos.
O Coordenador de TI da PJC, Fábio Ferreira Arruda Goe, informou que atualmente a Polícia Civil movimenta um volume de 15 milhões de páginas por ano, que em alguns procedimentos são impressos em até 4 vias.
“A Polícia Civil vem trabalhando fortemente para além de ter seu Inquérito Policial Eletrônico, integrado ao PJe/TJMT, de forma a tramitar e ter seu fluxo controlado eletronicamente, assinado digitalmente pelo Delegado de Polícia, entre os sistemas, sem a necessidade de remessa de processos físicos”, explicou Fábio Goes.
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Outras participações
Ainda durante o II Encontro de Sistema de Justiça Criminal, o Delegado Titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá, Fabiano Pitóscia, e o Delegado Márcio Moreno Vera, que atua no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), participaram de painéis, que debateram o “reconhecimento de pessoas e a psicologia do testemunho”, e os “novos paradigmas da delação premiada”.
O delegado Fabiano Pitóscia com sua experiência frente aos crimes de roubos e furtos, abordou o método de entrevista cognitiva melhorada, que é um procedimento adotado nas investigações para obtenção de boas informações. No reconhecimento facial, o Delegado mencionou os protocolos a serem seguidos no ato e também as técnicas da recuperação focada. Já na psicologia do testemunho, abordou o uso do modelo “Peace”, que é um tipo de entrevista estruturada de forma mais compatível a recuperar memórias no cérebro.
O delegado Márcio Moreno Vera, por sua vez, destacou a deleção premiada, tanto do ponto de vista da investigação, que é bastante benéfica, mas também pelo olhar do colaborador, que uma vez disposto a contribuir com a justiça, mostra a possibilidade de um recomeço de vida, ou seja, uma segunda chance para se redimir do crime cometido.
Policial
Ambulância dos Bombeiros capota após acidente com veículo particular em Cuiabá

Foto: Serginho Lapada
Uma técnica de enfermagem ficou ferida após um acidente envolvendo uma ambulância de resgate do Corpo de Bombeiros Militar e uma ambulância de uma empresa privada, na tarde deste domingo (14), em Cuiabá.
De acordo com informações preliminares, a equipe dos Bombeiros seguia pela Avenida Fernando Corrêa e realizava o acesso à Avenida Coronel Escolástico para atender uma ocorrência, quando, no cruzamento com a Avenida General Valle, o veículo de resgate foi atingido na lateral pela ambulância particular.
Com o impacto da colisão, a ambulância do Corpo de Bombeiros capotou e acabou atingindo ainda dois veículos de passeio que passavam pelo local. A técnica de enfermagem que estava na ambulância privada sofreu ferimentos e recebeu atendimento médico.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
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Gaeco cumpre mandado na PCE contra facção criminosa
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.
O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.
A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.
A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.
O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
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Operação contra facção termina com dois mortos em confronto em Rondonópolis

GARRAS o braço operacional da Polícia Civil do MS
Dois suspeitos apontados como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho morreram durante um confronto com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), na manhã desta quinta-feira (11), em Rondonópolis.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para combater integrantes de organizações criminosas envolvidos em crimes graves.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
De acordo com a polícia, ao cumprir um dos mandados em um imóvel utilizado como esconderijo da facção, os agentes teriam sido recebidos a tiros por dois investigados. Houve troca de tiros e ambos foram baleados.
Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram aos ferimentos.
No local, os policiais apreenderam armas de fogo e porções de entorpecentes com características semelhantes à maconha.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e desarticular sua estrutura de atuação na região.
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