Mato Grosso
Polícia Militar atendeu centenas de pessoas em dia de Ação Cívico-Social na Praça Alencastro
A 1ª Ação Cívico-Social (Aciso) do Comando Regional da Polícia Militar, realizada neste sábado (10.08), levou centenas de moradores de dezenas de bairros de Cuiabá à Praça Alencastro, na área central.
Na frente do estande do Sine a fila de trabalhadores desempregados começou a se formar antes do início do atendimento. Viviane de Souza Ormond, 27, estava entre os que tentavam uma vaga no mercado de trabalho. Sem renda desde fevereiro deste ano, quando ocorreu sua demissão, Viviane disse que precisa voltar a trabalhar com urgência. Ela tem um filho de seis anos para sustentar.
Dona Anália dos Santos, que mora no bairro Santa Laura, a 13 quilômetros da Praça Alencastro, recorreu à Ação Cívico-Social em nome do pai dela, que tem 88 anos e mora na zona rural. Ela foi ao local em busca da segunda via de documentos dele.
Anália contou que havia feito um orçamento e levantou que gastaria pelo menos R$ 300 para obter a documentação que no evento organizado pela Polícia Militar conseguiu sem nenhum custo. “Eu estava sem dinheiro e assim que soube que seria gratuito organizei a papelada e aqui estou, não poderia perder essa chance”, relatou.
Quem foi à Praça Alencastro entre as 8h e 13h teve a oportunidades de cortar o cabelo, fazer as unhas, se barbear, negociar débitos com a concessionária de água e esgoto, aferir a pressão arterial, fazer o teste de glicose, receber orientação jurídica com a Defensoria Pública, fazer consulta ou apresentar demandas ao Ministério Público por meio da ‘Ouvidoria Itinerante’.

Também pode conhecer mais de perto os serviços dos órgãos que compõem o Sistema de Segurança Pública com as exposições de unidades da PMMT e Corpo de Bombeiros(Ambiental, Cavalaria, Bope. Gefron e outras), assistir apresentações culturais de projetos sociais ou simplesmente consultar o nome no Serviço de Proteção ao Crédito(SPC-CDL).
O comandante do 1º Comandante Regional de Cuiabá da Polícia Militar, coronel Wankley Rodrigues, destacou a importância da parceria estabelecida com os mais de 30 órgãos públicos, instituições e entidades desde o início do planejamento até a execução.
Rodrigues lembrou que o mais importante nesse evento foram a resposta dos parceiros ao chamado da PM para a realização desse evento e a presença, a proximidade estabelecida com a sociedade. “Essa é a maior demonstração de confiança na Polícia Militar”, completou.

Rodrigues disse que está nos planos do 1º Comandante Regional a realização de mais duas edições de Aciso em Cuiabá, ambas em bairros da periferia para facilitar o acesso da população a serviços nem sempre disponíveis nas comunidades.
Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

Foto- Assessoria
O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.
Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.
“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.
O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
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