Mato Grosso
Politec identifica homem encontrado morto em avançado estado de decomposição

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Água Boa identificou, por meio da análise das impressões digitais, um corpo encontrado em fase avançada de decomposição, que na ocasião, contabilizava cerca de 25 dias de óbito.
O corpo foi encontrado no dia 25 de março com uma das pernas presas em uma cerca de arame, em uma área rural distante 180 quilômetros do município de Cocalinho.
Após os exames periciais no local, o corpo foi trazido para Politec e submetido a necropsia e identificação técnica, momento em que a papiloscopista extraiu fragmentos de tecido ainda preservados dos dedos da vítima e trabalhou o método de maceração química. O método consiste no processo de tratamento químico do tecido para reconstrução da polpa digital.
Após dois dias de tratamento das impressões digitais, a papiloscopista conseguiu recuperar alguns fragmentos das impressões digitais do cadáver, realizar o confronto, e identificar o corpo, descartando-se a necessidade de exame de DNA – que possui maior prazo de execução.
Conforme o gerente Regional da Politec de Água Boa, Paulo Victor Barboza, o resultado célere evitou a demora na liberação do corpo aos familiares.
“Foi um trabalho muito difícil considerando as condições do corpo, pois esse método químico poucos profissionais dominam. A identificação por meio das impressões digitais evitou que mais um corpo fosse enviado para o DNA. O DNA além de demorado é caro, resulta em prolongamento do sofrimento da família que vive na angústia até sair a identificação”, considerou Paulo Victor.
A identificação foi concluída após a Polícia Civil ser notificada sobre o desaparecimento de um funcionário de uma fazenda próximo ao local de encontro do cadáver, quando foi possível a realização do confronto das impressões digitais do cadáver com o as impressões digitais do prontuário de identificação civil da pessoa desaparecida. A vítima foi identificada como Richard Barbosa da Silva, de 41 anos. O corpo foi removido pelos familiares neste domingo (30.3).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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