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Política MT

População da Vila Operária quer Batalhão ou Companhia da PM instalada na região

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Com a participação de lideranças da região da Vila Operária, em Rondonópolis, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizou na segunda-feira (25) uma audiência pública que discutiu a instalação de um batalhão ou uma companhia da Polícia Militar (PM) para atender os 110 bairros e 70 mil moradores. Atualmente, apenas três viaturas e seis policiais militares fazem a ronda ostensiva e preventiva na região, além de contar com um suporte da 14ª Companhia da PM.

“Temos aquele antigo batalhão, inaugurado em 2001, mas que hoje só serve de apoio para a Polícia Militar e também como sede do Conselho de Segurança Comunitária (Conseg) da Vila Operária. É um local insalubre, um prédio que não tem condição nenhuma para a PM atender a comunidade. E quando você fala da Vila Operária, estamos falando de 110 bairros, 38 escolas, 51 igrejas, 20 postos de Saúde da Família (PSFs), muitos estabelecimentos comerciais, duas agências bancárias, duas casas lotéricas. É um trânsito grande de pessoas, mais de 70 mil habitantes. A comunidade merece essa atenção da segurança pública e merece um prédio com estrutura para colocar suas viaturas e fazer atendimentos”, argumenta o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), autor do requerimento da audiência pública.

Em junho de 2017, a 17ª Companhia de Polícia Militar da Vila Operária foi criada com a promessa de chegar a 80 efetivos. “Mas hoje não temos nem o prédio, nem metade do efetivo prometido. Já fizemos a indicação ao governo do estado para ativar ou construir um novo prédio, nem que seja em parceria com o município. Acredito que o prédio da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) daria para fazer as adaptações necessárias e instalar a companhia neste local”, sugeriu o deputado, que pretende ainda esta semana se reunir com o prefeito do município, José Carlos do Pátio (SD).

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O chefe de gabinete de Apoio à Segurança Pública (Gasp), Valdemir Castilho Soares, conhecido como Biliu, participou da audiência representando o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio. Ele lembrou que a Companhia Independente da PM da Vila Operária já existe no papel e opera em um espaço meio afastado da Vila Operária. “Tempos atrás, o prefeito Zé do Pátio se reuniu com o coronel Wilker e, na época, o major Candido, hoje coronel, para tratar desse assunto. E o prefeito, assim como em outras situações de parcerias com a PM, colocou-se à disposição para manutenção do prédio e aluguel com espaço que contemplasse a PM. Essa região abrange 70 mil habitantes. É uma comunidade grande, que merece essa atenção na área de segurança pública. Ele está pronto para contribuir no que for de melhoria para a segurança”, garantiu Biliu.

O presidente do Conselho de Segurança da Vila Operária, Jairo Vicente, participou do evento e disse que há 12 anos luta por mais segurança na região da Vila Operária. Lembrou também que o Governo já prometeu a construção de um Batalhão. “A nossa comunidade precisa de mais segurança pública porque estamos vivendo na insegurança”, destacou Vicente.

O tenente-coronel da PM, Lauro Márcio Ozório da Silva, representando o 4º Comando Regional da PM em Rondonópolis, destacou que a ideia de uma nova unidade na região da Vila Operária é de grande valia. “A região, há tempos, conclama uma nova unidade para atender a comunidade, assim como os policiais que laboram na região. Na parte logística, estamos bem suprimidos. A frota foi renovada, mas a demanda é crescente e sabemos da necessidade de incremento por parte de novas viaturas e efetivos. Mas a atual demanda está sendo suprida e a Polícia Militar tem feito o possível para atender de forma correta e legal”, afirmou o tenente-coronel.

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Conforme informações repassadas pelo tenente-coronel, a região da Vila Operaria tem três guarnições, diuturnamente, que fazem rondas 24 horas. São seis policias por turno e tem o incremento do apoio das Força Tática, do Comando Car, que também revezam na ronda.

“Com esse apoio que a 14ª Companhia dá, nós conseguimos fazer o policiamento de forma padrão. O lotacionograma  adaptado para a PM uma Cia Independente tem que ter 69 policiais militares. Mas, nossos efetivos se desdobram ao máximo para garantir a segurança”, completou.  

Na oportunidade, o deputado lamentou também que nenhum representante da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) tenha comparecido ao evento e disse que se a prefeitura tiver interesse em doar algum terreno, vai trabalhar em busca de parcerias com empresários ou Ministério Público, por meio de Termos de Ajustamentos de Conduta (TAC), para a construção de um novo prédio, se for o caso.

“Também podemos, através de transações penais, obter recursos pelo Conseg. O presídio da Mata Grande também pode ajudar na mão de obra com os recuperandos. Vamos buscar parcerias com o município, com a comunidade, todas as instituições, que podem estar colaborando na construção ou imóvel cedido. O que a gente não pode é parar, e eu não vou parar. Minhas audiências públicas que tenho convocado para Rondonópolis têm tido resultados como foi a da Santa Casa que hoje tem R$ 20 milhões para chegar, sendo R$ 17 milhões de emendas junto ao deputado federal José Medeiros. Essas audiências não têm fins políticos e, sim, são audiências para ajudar a comunidade e a segurança pública na grande Vila Operária”, finalizou Claudinei.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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