Política MT
População do Araguaia quer manutenção do traçado original da ferrovia "FICO"
A população da região do Araguaia, e de outras localidades de Mato Grosso, quer a manutenção do traçado original da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico). Foi o que ficou ratificado em audiência pública realizada nesta quinta-feira (22), no auditório da Universidade Aberta do Brasil, em Água Boa (distante 727 quilômetros de Cuiabá). Políticos, empresários e outros segmentos sociais presentes fizeram um abaixo-assinado que será enviado ao Ministério dos Transportes, Senado Federal e Tribunal de Contas da União (TCU), solicitando a manutenção do traçado original da ferrovia e a agilização no processo de liberação das obras.
O autor do evento, deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), e o senador Wellinton Fagundes (PR), farão juntos a entrega da ata da audiência pública e do abaixo-assinado também aos demais membros das bancadas estadual e federal de Mato Grosso. “Vamos lutar em Brasília como já estamos fazendo para que esse traçado original seja mantido e que possamos ter as obras iniciadas em 2019 e o trem chegando aqui (em Àgua Boa) no menor prazo de tempo possível. Que tenhamos a Fico construída e gerando desenvolvimento”, disse Fagundes. “Queremos o traçado original. É uma reivindicação de todos dessa região: que se mantenha o traçado original”, reiterou o estadual Nininho.
O consultor econômico Luiz Antônio Pagot explicou que o traçado da ferrovia prevê um trecho de 383 quilômetros de Campinorte (GO) até Água Boa (MT). “Não há como mudar o traçado. Já foram feitos os estudos técnicos, ambientais e de viabilidade econômica desse trecho”, explicou Pagot. O debate, inicialmente, foi provocado a partir de uma sugestão de empresários da região de Querência para uma mudança de percurso, levando a ferrovia a adentrar áreas indígenas e regiões alagadas, o que, segundo Pagot “além de aumentar o trajeto, descartaria R$ 20 milhões que já foram gastos nos projetos do traçado original”.
Para o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo Filho, “o traçado original de ferrovia está chancelado, uma vez que todos os projetos (básico, estrutural, de questões ambientais, de viabilidade econômica, entre outros) estão aprovados. Desde 2010 estamos constituindo esses projetos e é importante que se mantenha porque foi muito bem pensado, principalmente, respeitando os recursos de áreas indígenas e ambientais”. O representante da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) Ronaldo Magalhães informou que caso o traçado seja mantido, há expectativa de início das obras ainda em 2019. O prazo de conclusão é de até 5 anos a partir da data de início. O investimento, ainda, é da ordem de R$ 2,6 bilhões.
A superintendente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Ellen Capistrano Martins, ressaltou a importância desse corredor de escoamento para a competitividade de Mato Grosso e defendeu a renovação dos contratos de expansão da malha ferroviária para o desenvolvimento da região do Araguaia, de Mato Grosso e do Brasil.
O presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Antônio Fernandes de Mello, falou da expectativa dos produtores locais e disse que “há uma expectativa muito grande, uma vez que essa ferrovia pode diminuir os custos com frente em cerca de 25% o que representará uma baixa em todas as demais cadeias envolvidas à exemplo de combustíveis, óleos, fertilizantes. É uma alternativa mais viável para escoarmos nossos produtos”, avalia.
Já o presidente da União das Câmaras Municipais de Vereadores de Mato Grosso (UCMMAT), Renato Beraldo, informou que “há uma ansiedade geral de todos os comerciantes, produtores e da população que precisa de mais emprego, pela consolidação dessa ferrovia”.
O prefeito de Água Boa, Mauro Rosa, conhecido como Maurão (PSD), disse que “a ferrovia será a redenção do Araguaia porque vai agregar valor à produção local, competividade ao mercado e é importante que o projeto prossiga porque já está em andamento desde 2010. Segundo ele, “tem uma fronteira agrícola para ser aberta a partir dessa ferrovia e precisamos dessa logística”.
Para o prefeito de Santo Antônio do Leste Miguel Jose Brunetto (PL) “ a vinda da ferrovia é a maior expectativa não só do Araguaia, mas de todo o estado porque vai agregar valor a tudo que se produz ”. Os dois prefeitos elogiaram a iniciativa do deputado Nininho em trazer o tema ao debate nesse momento de transição de governo no país e em Mato Grosso.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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