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Por meio da poesia, cafeicultora valoriza a agricultura e o trabalho da mulher rural

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“A vida é uma semente, que precisa ser plantada. Nas mãos do agricultor, ela será germinada”. Este é um dos versos escritos pela agricultora orgânica Maria Regina Mendes Nogueira, 47 anos, de Poço Fundo, Minas Gerais. No campo e na poesia, a produtora de café expressa sua visão sobre a importância da agricultura e do trabalho da mulher que vive no meio rural.

Mais conhecida como Regina, ela é uma das integrantes do Grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI), um coletivo da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM) que atua em prol do protagonismo e visibilidade do trabalho da mulher na agricultura.

O grupo também articula ações para garantir o direito de participação das mulheres nos processos de tomada de decisões da Cooperativa. Ao começar a participar do Grupo MOBI, Regina logo foi convidada para ser coordenadora. O apoio, a confiança e o processo coletivo de tomada de decisões do grupo fizeram toda a diferença para que Regina dissesse sim ao desafio.

A cafeicultora tem consciência da importância que a união das mulheres tem no processo de construção dos saberes e de como esta articulação contribui no processo da autonomia, do individual ao coletivo. “Quando somente seu esposo era cooperado, ela ia à cooperativa e nem do carro descia. Começar a participar do Grupo MOBI trouxe autoestima e valorização do seu potencial”, comenta Mariana Martins, uma das colaboradoras do grupo.

“Eu me sinto bem cuidando da terra, plantando, colhendo”, diz a agricultora orgânica Maria Regina. Foto: COOPFAM

Conhecimento e transformação

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Foi no cotidiano do Grupo MOBI que Regina se empoderou junto a outras mulheres que estão passando pelo ciclo de valorização de seus saberes. No grupo, elas sempre compartilham conhecimento sobre a produção de café e descobrem seu potencial para transformarem suas vidas e, consequentemente, as de suas famílias.

“Para mim, a importância do saber da agricultura no meu viver é uma coisa que me fortalece. Eu me sinto bem cuidando da terra, plantando, colhendo. E, para isso, a gente tem que buscar conhecimento, porque, sem conhecimento, a gente não consegue alcançar um bom êxito”, disse Regina.

Ao começar a participar do Grupo MOBI, a experiência de Regina como cafeicultora foi potencializada pela atuação no coletivo com a produção do Café Orgânico Feminino. Todas as ações e atividades que Regina participa com o Grupo MOBI visam principalmente a valorização dos saberes locais e as trocas de experiências e conhecimentos. Muitos são os dias de campo, dias de produção de sabão, caminhadas agroecológicas e circuitos sul mineiros de agroecologia que Regina participa junto as outras mulheres.

“São espaços de formação, de aprendizagem e de afetos que as mulheres vivenciam e levam para suas casas, para os seus cotidianos como mulheres rurais todos os saberes vivenciados e adquiridos”, avaliou Mariana.

Os melhores dias para multiplicação dos saberes são os dias de trocas de experiências, como os que acontecem no projeto lançado neste ano de 2019 pela COOPFAM, a Certificação Participativa do Café Feminino. Dias como este, as mulheres visitam umas às outras para trocas experiências e conhecerem um pouco mais da rotina das companheiras na produção de café.

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Guardiã

Além de agricultora e poetisa, Regina se considera uma guardiã das sementes. Em sua propriedade, ela guarda semente de abóbora, que aprendeu a tirar com sua mãe; de milho crioulo, que é bom para fazer pamonha.

A produtora também é amante de rosas. E sua paixão foi incentivada por meio de um projeto realizado pelo MOBI em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas para construção de estufas de produção de rosas orgânicas. No projeto, Regina aprimorou seus conhecimentos e hoje foca na produção de licor de rosas orgânicas e de versos sobre o universo da agricultura e da mulher do campo.

Confira abaixo dois poemas escritos pela agricultora:

A importância das sementes

A vida é uma semente, que precisa ser plantada.Nas mãos do agricultor,Ela será germinada.

Precisamos nos atentar,Na importância das sementes.Pra que se mantenha viva,Nossa luta é permanente.

Índios, assentados, quilombolas e agricultura familiar,Tem papel importante, as sementes preservar.Pras futuras gerações melhor se alimentarem.

A agroecologia contribui para um futuro, cuidando da mãe terra,Produzindo alimento seguro.

Tudo isso precisamos fazer,E dar o nosso exemplo.Pra que a importância das sementes, não caia no esquecimento.

 

Mulher

A mulher é um ser iluminadoQue com todo cuidado tenta tudo resolverSeja os problemas do mundo ou até os mais profundosDo seu íntimo ser.

A mulher é um ser forteLuta até a mortePara os direitos valerDos negros, à igualdade,Dos assentados, à terra Ou o direito de nascer.

A mulher é um ser especialÉ bela, maquiada ou naturalÉ delicada, criativa e tem talento.Faz em casa o orçamento,Marca presença no parlamento,Ocupa os espaços para tudo transformar.

A mulher brasileira é forte e guerreiraAo longo dos anos, tarefas acumulou.Venceu muitas batalhas, sua vida melhorou.

A mulher merece respeitoSeja ele em seu leito Ou no seu local de trabalho.Não sendo usada como objeto E tendo um digno salário.

Parabéns a todas as mulheres

Maria Regina Mendes Nogueira, 47 anos, agricultora orgânica.

 

Campanha 2019

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De 1º a 15 de outubro, a Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionadas à igualdade de gênero e ao fim da pobreza rural. O tema norteador da quinzena ativista é “O futuro é junto com as mulheres rurais”, com a hashtag #JuntoComAsMulheresRurais.

O principal objetivo da campanha é destacar o trabalho promovido por pescadoras, agricultoras, extrativistas, indígenas e afrodescendentes. A campanha no Brasil é coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com a FAO, a ONU Mulheres, a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção-Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.

 

Texto: Colaboração Mariana Martins e Maria Regina Mendes Nogueira

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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