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Por um Mato Grosso com caminhos menos desiguais, mais escolas e uma nova energia

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Há exatos 40 anos, em 15 de março de 1983, tomei posse como o primeiro governador de Mato Grosso eleito democraticamente depois de 24 anos de Regime Militar.  Inspirado pelas ideias de Juscelino Kubitschek, de construção de um novo Brasil, dediquei meu governo à modernização do estado a partir do Programa 3E (Escolas, Energia e Estradas).

Posse 46.º Governador de Mato Grosso / 15 de março de 1983
a 15 de maio de 1986.

No governo Júlio Campos foram construídas 2.160 quilômetros de estradas, conectando todo o estado antes conhecido como um dos últimos locais ainda inacessíveis da Amazônia. Foram pavimentadas a BR-163 para o Norte e a BR-070, na região de Cáceres no Polonoroeste. Criamos também uma rede de conexão com Rondônia e o Sudeste, pelas BR-364 e a BR-174. Entre as vias estaduais destacam-se a MT-130, que conectou  Rondonópolis, Poxoréu e Primavera do Leste, e a MT-170 de Tangará da Serra até Colniza.

Como compromisso de desenvolver o ensino construí mil salas de aulas, beneficiando quase 45 mil crianças e adolescentes. Um dos meus orgulhos foi  instituir a Fundação Centro Universitário de Cáceres (FUCUC), entidade fundacional, autônoma, vin culada à Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Mato Grosso, que promoveu a pesquisa, o estudo e a divulgação científica, técnica e cultural e uma das sementes da Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat.

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A geração de energia em Mato Grosso foi acrescida de investimentos em geração, transmissão e distribuição.  Foram construídas seis pequenas centrais hidrelétricas  em Guarantã do Norte, Aripuanã, Juína, Paranaíta, São Domingos, Torixoréu e Primavera do Leste. Para ampliar a distribuição foi criada a Subestação do Pari, em Várzea Grande, e outras duas em Nobres e Tangará da Serra. A conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN) ganhou o aporte da Linha de Transmissão de Cachoeira Dourada (GO)/Cuiabá (MT).

O sonho da casa própria foi tratado com seriedade. Os mato-grossenses ganharam 35 mil novas casas populares, com prestaç es acessíveis a todos, nos bairros do complexo do CPA, Tijucal, Morada do Ouro e Santa Amália, em Cuiabá. Bem como os residenciais Santa Isabel, Dom Bosco e Cristo Rei, em Várzea Grande. Além do complexo São José I e II, em Rondonópolis e outras casas financiadas pelo Banco Nacional de Habitação (BNH), em Barra do Garças.

Foram construídos mais de 80 postos de saúde no interior de Mato Grosso. Também foi empreendida a construção do Hospital Central, entregue em quase 70% e que está para ser finalmente concluído pelo governador Mauro Mendes.   Também participei da construção do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), formalmente criado no âmbito da Universidade Federal de Mato Grosso por meio da Resolução n° 94/CD/83, e inaugurado em 31 de julho de 1984.

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Na área do saneamento foram construídas as Estação de Tratamento de Água do Bosque da Saú de, em Cuiabá, e na Avenida Júlio Campos, em Várzea Grande.

O turismo em Mato Grosso ganhou um pólo para a população menos favorecida com a construção do Complexo da Salgadeira, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.  No Pantanal fizemos a adequação da Rodovia Transpantaneira, bem como a construção das primeiras pontes, ainda de madeira, por questões ambientais.

Fico feliz de relembrar o quanto avançamos desde a minha gestão no Executivo Estadual. Hoje, como deputado estadual eleito com 33,8 mil votos,  sei que  ainda há muito por fazer, principalmente pelos menos favorecidos.

O Mato Grosso que antes precisava de novos caminhos, hoje precisa de mais empregos para os que aqui chegaram. Esse crescimento econômico é possível por meio do desenvolvimento da agroindústria, do  apoio ao pequen o produtor e à agricultura familiar, da proteção do meio ambiente e dos povos tradicionais e indígenas. A geração de energia precisa seguir as novas demandas ambientais e o enfrentamento das mudanças climáticas, uma demanda mundial em prol das futuras gerações.

O atual momento pede um olhar focado no social, com destaque para a redução das desigualdades regionais. Temos municípios extremamente ricos, de primeiro mundo e municípios pobres, com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH)  abaixo da linha da pobreza. Precisamos discutir isso.

Veja Mais:  Análise crítica ao capitalismo com relação ao trabalhador moderno

Mato Grosso é um dos grandes produtores de alimentos, mas tem quase 99% de sua produção saindo in natura para China e todo o mundo. É necessário que ao menos 25% dessa produção seja industrializada aqui. Precisamos trazer para o estado uma indústria de calçados e de tecelagem, bem como promover a industrialização da soja e do milho.

Júlio Campos é deputado estadual,  foi prefeito, deputado federal constituinte, senador da República e governador de Mato Grosso. É engenheiro agrônomo e empresário.

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Indústria que move sonhos e transforma vidas

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Por Ulana Maria Bruehmueller

Ao longo de mais de 30 anos atuando na indústria, aprendi que ela representa muito mais do que produção e resultados. A indústria movimenta sonhos, gera oportunidades e impulsiona o crescimento de inúmeras outras empresas e profissionais que fazem parte dessa grande cadeia produtiva.

Grande parte do que produzimos depende do trabalho de outras indústrias, fornecedores de matérias-primas, transportadoras, prestadores de serviços e tantos outros parceiros que caminham conosco diariamente. Por isso, quando a indústria cresce, ela gera riqueza de forma direta e indireta, fortalecendo a economia e criando oportunidades para milhares de famílias.

Da mesma forma acontece com a geração de empregos. Não falamos apenas dos postos de trabalho dentro das fábricas, mas também de todos aqueles que surgem ao redor dela. São profissionais, pequenos empreendedores e empresas inteiras que se desenvolvem a partir da força da atividade industrial.

Ao longo dessa trajetória, atravessamos mudanças de governo, planos econômicos, crises, insegurança jurídica e inúmeros desafios que exigiram capacidade de adaptação e resiliência. E talvez um dos maiores aprendizados seja justamente continuar acreditando, mantendo o entusiasmo para investir, inovar e seguir crescendo, mesmo diante das incertezas.

Porque existe algo que move o industrial brasileiro além dos números. Existe o sonho de construir algo duradouro, gerar desenvolvimento, transformar vidas e deixar um legado para as próximas gerações.

Veja Mais:  A Reforma Tributária e o papel do cidadão

Ulana Maria Bruehmueller é diretora executiva da Refrigerantes Marajá

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IA na fiscalização tributária: o Fisco está mais inteligente, e o agro precisa estar preparado

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Joao Carlos e Wanessa Zagner

A transformação digital chegou definitivamente à fiscalização tributária brasileira. Hoje, o Fisco não depende mais apenas de declarações fiscais tradicionais ou análises manuais para identificar inconsistências. A Receita Federal e os órgãos estaduais estão cada vez mais estruturados tecnologicamente, utilizando inteligência artificial, cruzamento massivo de dados e sistemas automatizados capazes de identificar movimentações suspeitas em poucos segundos.

E setores estratégicos como agronegócio, comercialização de grãos e frigoríficos estão entre os mais observados nesse novo cenário. A cadeia do agro movimenta cifras bilionárias, envolve operações interestaduais, benefícios fiscais, créditos tributários, exportações, transportes e uma extensa rede de fornecedores. Toda essa complexidade torna o setor extremamente relevante para os órgãos de fiscalização.

Hoje, praticamente tudo deixa rastros digitais. Notas fiscais eletrônicas, operações bancárias, movimentações de estoque, transporte de cargas, dados de produção, declarações acessórias e até informações compartilhadas entre estados são cruzadas automaticamente por sistemas inteligentes. O que antes poderia levar anos para ser identificado agora pode ser detectado em minutos.

Na prática, a inteligência artificial permite ao Fisco identificar padrões incomuns, divergências fiscais, inconsistências em créditos tributários, movimentações incompatíveis com o faturamento declarado e possíveis irregularidades em operações interestaduais.

No setor de grãos, por exemplo, operações envolvendo créditos de ICMS, circulação de mercadorias e benefícios fiscais passaram a receber monitoramento ainda mais rigoroso. Já nos frigoríficos, questões relacionadas à rastreabilidade, incentivos fiscais e estrutura operacional também estão constantemente no radar da fiscalização.

Veja Mais:  O que será de nós quando as impressoras acabarem? 

Além disso, os órgãos públicos têm investido fortemente na integração de bases de dados. Receita Federal, secretarias estaduais da Fazenda, tribunais de contas e demais órgãos fiscalizadores conseguem compartilhar informações com muito mais velocidade e precisão. Isso significa que empresas com controles frágeis, processos desorganizados ou estruturas tributárias vulneráveis ficam mais expostas a autuações, multas e passivos fiscais relevantes.

Por outro lado, esse cenário reforça a importância do compliance tributário e da governança corporativa dentro do agronegócio. Hoje, não basta apenas produzir bem ou ter alta capacidade operacional. Empresas do setor precisam investir em gestão fiscal estratégica, auditoria preventiva, organização documental e acompanhamento constante das mudanças tributárias.

A tecnologia elevou o nível da fiscalização e exige que as empresas elevem também o nível de organização e conformidade. Muitos empresários ainda enxergam o planejamento tributário apenas como uma forma de reduzir a carga tributária, quando, na verdade, ele também representa proteção jurídica, previsibilidade financeira e segurança operacional.

A verdade é que o Fisco está mais inteligente, e quem atua no agro, especialmente em segmentos de alta movimentação, como grãos e frigoríficos, precisa compreender que transparência e controle deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores essenciais para a sustentabilidade do negócio.

Nesse contexto, o papel do advogado tributarista se torna ainda mais estratégico. Não se trata apenas de discutir tributos ou atuar diante de autuações já consolidadas, mas de desenvolver uma atuação preventiva, acompanhando operações, orientando estruturas fiscais e identificando vulnerabilidades antes que elas se transformem em prejuízos milionários.

Veja Mais:  Sociedade da tecnologia ou da comunicação?

Recentemente, operações fiscais realizadas em estados produtores evidenciaram o avanço da inteligência artificial na fiscalização do setor agropecuário. Empresas ligadas à comercialização de grãos e frigoríficos passaram a ser investigadas após sistemas identificarem inconsistências entre emissão de notas fiscais, movimentação financeira e créditos tributários utilizados.

Em muitos casos, o problema não estava necessariamente em condutas irregulares deliberadas, mas em falhas operacionais, ausência de controle interno e interpretações inadequadas da legislação. É justamente nesse ponto que a atuação técnica e preventiva do advogado tributarista se torna fundamental: garantir segurança jurídica, proteger a operação e assegurar que o crescimento empresarial aconteça de forma sustentável e em conformidade com a legislação.

João Carlos Rodrigues Filho Vanni e Wanessa Zagner Gonçalves, Advogados Tributaristas da ZR Advogados.

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O infarto pode começar no intestino?

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A descoberta científica que pode mudar a forma como entendemos o coração:

Durante muitos anos, acreditamos que o infarto começava apenas nas artérias do coração.Mas a ciência acaba de mostrar algo muito mais profundo:O intestino pode influenciar diretamente a gravidade de um infarto. E isso muda completamente a forma como enxergamos prevenção cardiovascular.

O QUE A CIÊNCIA DESCOBRIU?

Um estudo publicado na revista científica Cardiovascular Research mostrou que, após um infarto, ocorre uma comunicação intensa entre coração, intestino, microbiota e sistema imunológico.
Os pesquisadores observaram que:
o infarto altera a microbiota intestinal;
aumenta a permeabilidade do intestino;
bactérias e toxinas intestinais conseguem “vazar” para a circulação;
isso amplifica a inflamação do organismo;
e piora a lesão cardíaca.
Em outras palavras:O coração sofre e o intestino responde. Mas essa resposta pode aumentar ainda mais o dano cardíaco.

O “VAZAMENTO INTESTINAL” PODE AGRAVAR O INFARTO

Os pesquisadores identificaram aumento de uma substância chamada LPS (lipopolissacarídeo),
derivada de bactérias intestinais, no sangue de pacientes que tiveram infarto.
E o mais impressionante quanto maior o nível dessas toxinas:
maior o tamanho do infarto;
maior a inflamação;
pior a função do coração.
Isso reforça algo que a medicina cardiometabólica moderna já suspeitava:
O coração não funciona isolado ele conversa o tempo inteiro com o intestino, metabolismo, cérebro e sistema imunológico.

O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?
Muda tudo. Porque prevenção cardiovascular não pode mais ser baseada apenas em:
colesterol;
pressão arterial;
remédios.
Hoje sabemos que:
inflamação intestinal,
microbiota desequilibrada,
resistência insulínica,
obesidade visceral,
alimentação ultraprocessada,
privação de sono,
estresse crônico
Também participam do risco cardiovascular. O cardiometabolismo moderno deixou de olhar apenas para “a doença”. Agora olhamos para o terreno biológico que constrói a doença.

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O INTESTINO É UM DOS CENTROS DA INFLAMAÇÃO
O estudo mostrou que, após o infarto, ocorre aumento de bactérias inflamatórias no intestino e piora da barreira intestinal. Isso favorece:
inflamação sistêmica;
ativação exagerada do sistema imunológico;
maior dano ao músculo cardíaco.
É exatamente por isso que:
obesidade,
diabetes,
má alimentação,
sedentarismo,
sono ruim
Estão tão conectados ao risco cardiovascular.

A NOVA ERA DA PREVENÇÃO
A grande mensagem deste estudo é clara: O futuro da cardiologia será cada vez mais
cardiometabólico. Não basta apenas “desentupir artérias”.
Precisamos:
modular inflamação;
melhorar microbiota;
preservar massa muscular;
controlar glicose;
reduzir gordura visceral;
melhorar sono;
aumentar capacidade física;
restaurar metabolismo.
Porque o verdadeiro tratamento começa antes do infarto acontecer.

CONCLUSÃO

Seu intestino pode estar influenciando silenciosamente a saúde do seu coração todos os dias.
E talvez uma das maiores revoluções da prevenção cardiovascular moderna seja entender que:
saúde intestinal e saúde cardíaca estão profundamente conectadas.
Na medicina do futuro, prevenção não será apenas sobre remédios.
Será sobre Estratégia Metabólica.

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista — CRM 6194 | RQE 2308

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