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Nacional

Prefeituras poderão dar nova destinação para UPAs paradas, diz ministro na CMO

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A identificação de 636 construções interrompidas de unidades de pronto atendimento (UPAs) no país e o desmembramento da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) para atender melhor os municípios estão entre os principais avanços do Ministério da Saúde nos últimos meses, segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta. Ele deu esclarecimentos à Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta quarta-feira (19), em atendimento à Lei Complementar 141, de 2012, que determina a prestação de contas ao Congresso, pelo gestor público do Sistema Único de Saúde (SUS), a cada quadrimestre.

Segundo o ministro, a identificação das obras paradas foi possível graças a uma parceria firmada com o Tribunal de Contas da União (TCU). Ele informou que, após o mapeamento, os governos municipais foram autorizados pelo Executivo a modificar a finalidade desses prédios, desde que a destinação continue sendo para a área da saúde, com ações em benefício da mulher, por exemplo. Mandetta garantiu que todos os repasses de verbas federais para a finalização desses empreendimentos estão em dia.

— Pela primeira vez, nós conseguimos costurar, junto ao TCU, uma portaria que deu aos prefeitos dessas cidades que têm obras inacabadas a possibilidade de mudar o objeto ao qual o recurso tinha sido destinado — salientou.

Mandetta disse que sua primeira medida ao assumir o ministério foi a elaboração de uma nova proposta de funcionamento para a pasta. Ao destacar o desmembramento da SAS como principal alteração, o ministro disse que a estratégia possibilitou a melhoria no atendimento primário, desde o pré-natal até o cuidado com os idosos. Outro ato, segundo ele, foi a criação da Diretoria de Integridade, que une Controladoria-Geral da União e Ouvidoria dentro do ministério, com vistas a ações de sindicância e transparência.

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Explanação

O subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, Arionaldo Bomfim Rosendo, explicou que o orçamento do órgão para 2019 é de R$ 132,8 bilhões. Desse total, R$ 120,8 bilhões são para ações e serviços públicos de saúde (ASPS) e R$ 12 bilhões para demais despesas. Segundo o especialista, a rede federal vinculada à pasta realizou 1,6 milhão consultas e 5,2 milhões procedimentos ambulatoriais de janeiro a abril de 2019. Ele informou ainda que 147 auditorias foram realizadas ou estão em fase de execução no período.

Rosendo relatou que há 14.210 médicos participantes do Programa Mais Médicos em atuação e 269 unidades de saúde da família (USF) construídas, 162 ampliadas e 117 reformadas. São 7,5 mil empreendimentos de 2016 a 2019, disse ele. Além disso, o subsecretário detalhou que foram realizadas 893,2 mil mamografias bilaterais, sendo 575,6 mil em mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, e 1,9 milhão de exames citopatológicos, sendo 1,5 milhão na faixa etária de 25 a 64 anos, de janeiro a março de 2019.

Já o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo dos Reis, esclareceu que o orçamento do Ministério da Saúde está “apertado” para fazer novas ações. E ponderou que os contratos anuais para aquisição de medicamentos e insumos exigem mais celeridade na liberação de recursos. Gabbardo afirmou, no entanto, que mesmo com pouco dinheiro o ministério conseguiu expandir o horário de atendimento em unidades de saúde.

— Isso foi feito porque, em algumas áreas, nós conseguimos fazer redução de custos, principalmente na área de informática, onde eliminamos uma série de contratos que tinham valores elevadíssimos, e nós entendemos não serem necessários — explicou.

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Parlamentares

O presidente da CMO, senador Marcelo Castro (MDB-PI), conduziu a reunião e elogiou a apresentação do ministro e dos secretários, dizendo que conhece de perto “a qualidade do corpo técnico” do Ministério da Saúde. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) agradeceu a participação do governo, por meio do Programa Chave de Ouro, nas etapas de funcionamento do Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá. Ele salientou a importância da unidade de saúde para a região de Mato Grosso, Rondônia e até Bolívia, cuja população também é beneficiada com os serviços.

O deputado Vicentinho Júnior (PL-TO) ressaltou a importância do Ministério da Saúde, afirmando que a pasta é uma das três mais demandadas do Executivo. Ele quis saber mais claramente sobre o recurso de custeio que, segundo afirmou, mais ajuda os gestores municipais na manutenção das ações em saúde. O parlamentar também pediu detalhes sobre o tratamento do ministério relacionado aos agentes de vigilância em saúde.

Mandetta respondeu que aguarda a liberação das emendas de bancada pela Secretaria de Governo, “embora o contingenciamento de recursos obrigue o ministério a priorizar os investimentos”. Ele garantiu, no entanto, que está preparado para cumprir a integralidade desses investimentos, devido ao caráter impositivo quanto ao uso da verba.

Ao responder à pergunta de Vicentinho sobre os agentes de saúde, Mandetta disse que tem honrado o repasse do piso salarial da categoria em todas as cidades brasileiras. Ele pediu aos parlamentares que orientem os prefeitos que ainda não o fazem a pagar o salário devido a esses profissionais. O ministro asseverou ainda que se trata de uma lei federal aprovada pelo Congresso Nacional e “cujos recursos estão em dia”.

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O deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) manifestou preocupação com a reestruturação do Programa Mais Médicos. Ele disse que não é contra a medida, mas alertou para a importância dessa política, especialmente para o Nordeste. Já o deputado Aluizio Mendes (Podemos-MA), além de pedir atenção do ministério ao Mais Médicos, asseverou a preocupação, já explanada por Mandetta, a respeito das obras sob responsabilidade da pasta que estão abandonadas pelo país.

Acirramento

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) exigiu explicações de Mandetta sobre a falta de medicamentos na rede de saúde pública que, segundo o parlamentar, estaria ocasionando mortes de pacientes.

— Estamos encerrando o sexto mês do governo, os municípios alegam que o ministério não está enviando [os remédios], e isso é gravíssimo — criticou.

Luiz Henrique Mandetta afirmou que o governo anterior fazia as aquisições de medicamentos a cada três meses o que, segundo ele, resulta em desabastecimento. O ministro disse ter alertado sobre esse risco junto à Comissão de Seguridade Social da Câmara em 2018 e declarou estar ciente da situação, por ter “herdado o problema”. Mandetta declarou, no entanto, que, a partir da nova gestão, a licitação de remédios passou a ser feita com a previsão de 12 meses. E que os governantes de todos os estados foram avisados da nova metodologia.

— A fórmula estava equivocada, mas, agora, está corrigida — garantiu.

Uma discussão entre Hildo Rocha e Mandetta levou o senador Marcelo Castro a interromper a reunião por alguns minutos.

Adiamento

A reunião deliberativa da CMO que havia sido convocada para esta quarta-feira foi adiada para a terça-feira (25), às 14h30. Entre os itens da pauta, está a liberação de crédito em favor do Ministério da Cidadania, no valor de R$ 1.368.600.

Agência Senado

Nacional

A categoria petroleira reage a novo tarifaço dos EUA imposto unilateralmente ao Brasil

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Foto- Divulgação

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta repúdio ao novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre cerca de quatro mil produtos brasileiros, medida que atinge aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações. Para a entidade, a decisão representa um ataque à soberania nacional, compromete a competitividade da indústria brasileira, ameaça empregos e reforça a necessidade de fortalecer o mercado interno, a soberania energética e a Petrobras como empresa estratégica para o desenvolvimento do país.

“A Federação Única dos Petroleiros (FUP) repudia o anúncio do novo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida é mais um ataque à soberania nacional. Ela fere acordos comerciais, desestabiliza cadeias produtivas e ameaça milhares de empregos, especialmente na indústria e no setor de energia”, afirmou a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira.

“Apoiamos postura firme do governo brasileiro, e a reafirmação da soberania de cada país.  A defesa da indústria nacional, dos empregos de qualidade, da agregação de valor às riquezas produzidas no país e da diversificação das relações comerciais deve orientar a resposta brasileira a medidas dessa natureza, sempre com base na defesa da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro”, ressalta a dirigente da FUP.

O especialista no setor de óleo, gás e energia Deyvid Bacelar avalia que o tarifaço terá impactos diretos sobre a produção nacional, setores estratégicos e o mercado de trabalho. “Tarifaço dos EUA contra o Brasil é um ataque à soberania e ao trabalhador. O anúncio do novo tarifaço dos Estados Unidos contra cerca de quatro mil 4 produtos brasileiros, equivalentes a aproximadamente US$ 15 bilhões em exportações, é mais um ataque à soberania nacional e aos empregos do nosso país”, explica Bacelar.

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“Essa medida protecionista penaliza diretamente setores estratégicos, como a indústria de máquinas e equipamentos e energia. Quem paga a conta é o trabalhador brasileiro, com menos produção, menos salário e desemprego. O Brasil não vai aceitar chantagem comercial. Os investimentos do setor produtivo, feitos ao longo de décadas, são patrimônio do povo brasileiro. Defendemos uma resposta firme do governo brasileiro. É hora de fortalecer o mercado interno, diversificar parceiros comerciais e garantir que a riqueza do Brasil fique no Brasil”, conclui.

Na mesma linha, a diretora da FUP e do Sindipetro-NF, Bárbara Bezerra, afirma que o episódio reforça a necessidade de fortalecer a política energética nacional e preservar o papel estratégico da Petrobras. “A decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros é uma medida unilateral que afeta a competitividade da indústria nacional e impõe desafios adicionais à economia do país. Trata-se de uma iniciativa sem justificativa econômica, sobretudo diante do histórico da balança comercial entre os dois países”.

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Nacional

Pressão por resultados no Enem gera síndrome do desempenho e compromete a saúde de estudantes

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 Especialista da Rede Enem aponta como a rotina exaustiva de estudos e a comparação nas redes sociais reduzem o rendimento cognitivo e afetam a saúde de jovens de 17 e 18 anos

A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem gerado um quadro de adoecimento crônico entre jovens. O impacto é comprovado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na ‘Pesquisa sobre Escolha Profissional e Ansiedade’, que aponta que 63% dos estudantes de Ensino Médio relatam sentir ansiedade severa ao pensar no futuro profissional e no exame. O cenário é classificado por especialistas como “síndrome do desempenho”, fenômeno que ocorre quando o candidato atrela o seu valor pessoal exclusivamente à sua nota, transformando o aprendizado em uma busca por métricas irreais.

“A exigência por uma rotina de estudos intensa, somada ao processo de construção de identidade característico dessa faixa etária, resulta em uma sensação constante de insuficiência. O estudante é bombardeado com a ideia de que precisa ser o melhor o tempo todo, o que transforma a preparação em um fardo”, explica Juliana Evelyn, Coordenadora Pedagógica Rede Enem, uma das principais plataformas de educação digital no Brasil, marca da Vitru Educação, líder do segmento.

Esse cenário de sobrecarga, no entanto, ganha proporções ainda maiores no ambiente digital. Ao buscar referências de organização na internet, o candidato frequentemente encontra gatilhos que potencializam o sentimento de inadequação.

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O papel das redes sociais e o impacto cognitivo

A pressão é agravada pela exposição a comunidades de estudo em plataformas como Instagram e TikTok. A exibição de cronômetros marcando 12 horas de estudo diárias e rotinas ininterruptas cria um padrão artificial. Segundo Juliana, há uma romantização do sofrimento e a capitalização do estudo. “O estudante compara os seus bastidores reais, cansados e cheios de dúvidas, com um recorte editado da realidade. O resultado é a percepção destrutiva de que ele nunca está fazendo o suficiente”.

Esse contexto gera um paradoxo: o excesso de autocobrança diminui a eficiência cerebral. O estado de alerta constante e o estresse prejudicam a retenção de conteúdos complexos, resultando em bloqueios emocionais e “brancos” durante as provas. O esforço deixa de se traduzir em resultados devido à exaustão cognitiva. Sinais físicos indicam quando a ansiedade deixa de ser um nervosismo natural e passa a ser prejudicial. Insônia crônica, isolamento social extremo e dores psicossomáticas (como dores de cabeça e problemas estomacais) são os principais alertas de que o vestibular passou a atuar como um agente adoecedor.

Recorte socioeconômico e a urgência da aprovação

A pressa por resultados rápidos também reflete a desigualdade social. Para alunos de escolas públicas, a aprovação imediata é muitas vezes a única forma de evitar que a necessidade de trabalhar inviabilize a continuidade dos estudos. “O ano de cursinho, que deveria ser um período de amadurecimento, passa a ser visto como fracasso. O cenário é impulsionado pela lógica do imediatismo digital, que distorce a percepção do tempo e aumenta a cobrança por resultados em uma prova que exige, além de conhecimento, resistência física e inteligência emocional”, afirma Juliana Evelyn.

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Para combater esse cenário, a Rede Enem atua com a oferta de conteúdo pedagógico 100% gratuito, eliminando o peso financeiro da preparação. A plataforma estrutura trilhas de aprendizado fracionadas, baseadas na realidade do candidato. “Mostramos ao estudante que é possível se preparar com qualidade sem abdicar da saúde mental ou passar noites em claro. Os erros cometidos nos simulados são tratados como ferramentas de diagnóstico para o crescimento, e não como sentenças de incapacidade”, afirma a coordenadora pedagógica. Os planejamentos da instituição incluem obrigatoriamente horas de descanso.

A orientação central para os candidatos nesta reta final é o acolhimento do próprio limite. “O Enem é apenas uma prova, e não um atestado sobre a inteligência do aluno. O futuro não cabe em um gabarito de 90 questões. O descanso é parte fundamental da preparação e nenhum curso vale o sacrifício da saúde”, conclui Juliana.

Sobre a Rede Enem: democratização do acesso à educação

Fundada em 2013, com o propósito de democratizar o acesso à educação de qualidade, por meio da oferta de conteúdos preparatórios para os exames Enem, Encceja e vestibulares, e considerado uma das principais plataformas gratuitas de educação digital do Brasil, preparatória para o exame, o programa segue com o compromisso de fornecer recursos educacionais gratuitos e relevantes para milhões de estudantes de todo o país. Em 2015, nasceu o Curso Enem Gratuito, considerado hoje o maior curso preparatório online e 100% gratuito do país, com milhares de estudantes inscritos todos os anos. Desde 2022, a plataforma digital é integrante da Vitru, grupo líder em EAD no mercado de educação digital no Brasil, ampliando ainda mais o seu alcance e impacto. Para saber mais acesse o site.

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Nacional

Com a força do El Niño, especialistas alertam para impactos das alterações climáticas na saúde humana

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Fenômeno impõe novos desafios à rotina hospitalar e aumenta o risco de epidemias e da disseminação de superbactérias

Foto-Assessoria

Segundo a pesquisa Clima, trabalho e transição justa, realizada pelo Aurora Lab em parceria com a More in Common Brasil entre maio e setembro de 2025 em nove capitais brasileiras, 85% dos participantes afirmam que as mudanças climáticas já influenciam suas atividades diárias. Entre os principais reflexos percebidos no cotidiano estão o aumento do custo de vida (53%), problemas de saúde física (45%), dificuldades de acesso ao trabalho (40%) e deterioração da saúde mental (32%).

A preocupação aumenta com a confirmação do El Niño, fenômeno climático caracterizado pela elevação anormal da temperatura das águas do Oceano Pacífico. No Brasil, seus efeitos costumam variar entre as regiões e podem intensificar chuvas intensas, enchentes e ondas de calor, ampliando os impactos sobre a saúde pública. No Sul do país, o principal efeito associado ao fenômeno é o excesso de chuva, que favorece enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

O alerta está alinhado à análise mais recente da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que recomenda o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da capacidade operacional dos serviços de saúde para garantir a continuidade da assistência durante eventos climáticos extremos.

A infectologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Viviane Hessel, explica que eventos como esse, além dos prejuízos materiais, favorecem a transmissão de doenças infecciosas, como leptospirose, hepatite A e infecções gastrointestinais. “No caso da leptospirose, a bactéria pode penetrar pela pele durante o contato com a água contaminada. Quando as famílias precisam deixar suas casas e buscar abrigo temporário, aumentam também os desafios referentes ao acesso à água potável, alimentação, a medicamentos e ao atendimento de saúde. Ambientes coletivos facilitam a transmissão de doenças respiratórias e podem contribuir para a ocorrência de surtos, especialmente em populações mais vulneráveis”, ressalta.

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Além disso, Viviane alerta que já existem evidências de que o aumento das temperaturas pode facilitar a disseminação de genes de resistência entre bactérias, tanto na comunidade quanto em ambientes hospitalares. “Dependendo do perfil de resistência, a bactéria deixa de responder aos antibióticos habitualmente utilizados, reduzindo as opções terapêuticas disponíveis e dificultando o manejo clínico do paciente”, salienta.
Como exemplo, um estudo publicado em maio de 2026 na revista científica The Lancet Planetary Health identificou um aumento global de 10% nos genes de resistência a antibióticos, associado às mudanças climáticas, com base na análise de mais de 480 mil genomas de Salmonella coletados em 139 países entre 1940 e 2023.

Diante desse cenário, a médica destaca que o fenômeno representa um desafio crescente para os sistemas de saúde, uma vez que “infecções causadas por microrganismos resistentes costumam exigir tratamentos mais complexos e podem ter desfechos mais graves”. Para reduzir os riscos na rotina hospitalar, a especialista reforça a importância de medidas preventivas, como a higiene das mãos, a limpeza e a desinfecção corretas de equipamentos e superfícies e o cumprimento rigoroso dos protocolos de controle de infecção.

Ondas extremas de calor ampliam os desafios para a saúde
Em contrapartida, nas regiões Norte e Nordeste, o El Niño tende a provocar redução significativa das chuvas e aumento das temperaturas. Mais de 120 mil mortes foram associadas ao calor extremo no Brasil entre 2000 e 2019, segundo o estudo Saúde e ondas de calor: mortalidade, morbidade e implicações para o SUS no Brasil, divulgado em junho de 2026. Realizada por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a análise utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do DataSUS. Dos óbitos atribuíveis às ondas de calor, 80% ocorreram entre idosos com 65 anos ou mais, totalizando cerca de 97 mil mortes. Entre as principais causas associadas estão as doenças cardiovasculares e respiratórias.

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Para a infectologista, os efeitos do calor intenso também são observados na rotina dos serviços de saúde. “Os períodos prolongados de temperaturas elevadas favorecem tanto o agravamento de problemas respiratórios relacionados à piora da qualidade do ar quanto o aumento das internações por desidratação, principalmente entre idosos. São situações que tendem a se tornar mais comuns à medida que os episódios de calor extremo se intensificam”, afirma.

A pesquisa também apontou riscos mais elevados entre mulheres e pessoas com menor escolaridade, o que reforça a influência dos determinantes sociais na distribuição dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde. De acordo com a especialista, as condições sociais de uma população influenciam diretamente a capacidade de enfrentamento desses eventos. “Além dos extremos de idade, como é o caso dos idosos e recém-nascidos, as pessoas com comorbidades, desnutrição e em maior vulnerabilidade socioeconômica tendem a sofrer consequências mais severas, com mais necessidade de hospitalização e risco de complicações”, completa.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

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