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Mato Grosso

Prêmio Sebrae de Jornalismo: jornalista Camila Galvão recebe indicação por cobertura em Inovação e Empreendedorismo

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O Centro de Eventos do Pantanal, em Mato Grosso, foi o cenário de um importante evento no mundo do jornalismo: o Prêmio Sebrae de Jornalismo sobre Empreendedorismo e Inovação.

O prêmio, que reconhece e celebra o trabalho jornalístico dedicado a temas relacionados ao empreendedorismo e à inovação, reuniu profissionais de destaque do setor na busca por reconhecimento e valorização das reportagens que exploram a dinâmica empreendedora e a busca por soluções inovadoras.

Em uma noite de celebração do jornalismo e empreendedorismo, o Sebrae/MT (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso) anunciou os vencedores da etapa estadual do 10º Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ) no dia 1º de setembro. O evento reuniu aproximadamente 100 profissionais da imprensa mato-grossense, que tiveram a oportunidade de conhecer os quatro trabalhos premiados nas categorias de jornalismo em texto, áudio e vídeo, além do finalista em fotojornalismo.

Classificada para a etapa estadual, a jornalista Camila Galvão, atuante no jornalismo mato-grossense desde 2012, representou o portal Momento MT. Conhecida por sua habilidade em abordar temas relevantes e sua dedicação ao jornalismo de qualidade, ela não apenas participou do evento, mas também se classificou e concorre ao Prêmio Sebrae de Jornalismo com reportagens sobre empreendedorismo e inovação.

O 10º Prêmio Sebrae de Jornalismo atingiu uma marca histórica, com 1.899 trabalhos inscritos em todo o país, um crescimento notável de 65% em relação ao ano anterior. Em Mato Grosso, 44 produções locais competiram na etapa estadual, e todos os participantes serão contemplados com uma “press trip” para quatro regiões turísticas do estado.

A diretoria do Sebrae/MT enfatizou o papel essencial do jornalismo para o empreendedorismo mato-grossense. O presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae/MT, Jonas Alves, observou que o Prêmio Sebrae de Jornalismo é mais do que uma honraria; é um profundo reconhecimento da contribuição significativa que os profissionais da imprensa oferecem para a promoção e o crescimento dos micro e pequenos empreendedores.

Camila compartilhou sua experiência nas redes sociais, onde sua foto de perfil reflete a empolgação e a paixão pelo jornalismo. Em sua postagem, ela escreveu: “Hoje foi dia de Prêmio Sebrae de Jornalismo sobre Empreendedorismo e Inovação!! @mtmomento marcando presença forte em Mato Grosso com Camila Galvão. Agora é se organizar para a Press Trip que ganhei.”

A diretora Superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, destacou que todos os jornalistas, premiados ou não, são multiplicadores das ações do Sebrae, incentivando e inspirando empreendedores a ressignificar seus negócios.

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O diretor Técnico do Sebrae/MT, André Schelini, ressaltou a importância do trabalho jornalístico para o empreendedorismo, destacando que ele não apenas entrega informações no momento certo, mas também ajuda os empresários a compreender melhor seus negócios e tomar decisões assertivas.

A presença do Portal Momento MT e de Camila Galvão no Prêmio Sebrae de Jornalismo é um reconhecimento do comprometimento e do talento desses profissionais em trazer à tona histórias e informações relevantes sobre o mundo do empreendedorismo e da inovação em Mato Grosso.

Em reconhecimento ao papel fundamental do jornalismo no fomento do empreendedorismo em Mato Grosso, o Sebrae/MT premiará todos os 44 participantes inscritos no PSJ com uma “press trip” que ocorrerá em 2023, permitindo que eles conheçam quatro regiões turísticas do estado, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento do turismo local.

Para aqueles interessados em conferir o material que concorreu a esta edição do prêmio, basta acessar os links a seguir:

Jornalista do Momento MT é classificada e concorre ao Prêmio Sebrae de Jornalismo com reportagens sobre empreendedorismo e inovação.

 


Leonardo Tomasi Debona.
Coordenador Técnico de Drones
Agrícolas. Foto: Arquivos Pessoais

Uma das reportagens que garantiram a classificação de Camila Galvão é “O potencial dos drones na agricultura de Mato Grosso: uma revolução tecnológica em expansão“. Publicada em 02/06/2023, a matéria explora o uso cada vez mais frequente de drones no setor agrícola, evidenciando como essa tecnologia tem revolucionado as práticas de cultivo em Mato Grosso e impulsionado a eficiência produtiva.

O uso de drones tem se destacado como uma ferramenta de monitoramento de grande potencial para a agricultura, especialmente em regiões de grande extensão territorial, como é o caso de Mato Grosso.

Em entrevista dada com exclusividade ao portal Momento MT, Leonardo Tomasi Debona, coordenador técnico na Guimarães Agrícola, representante da GeoAgri DJI Agriculture, a principal fabricante de drones de pulverização do mundo, conta um pouco da sua perspectiva do uso da tecnologia no estado de MT.


A Fundação do Instituto Padre João Peter
remonta ao nascimento do município de
Lucas do Rio Verde. Foto: Arquivo IPJP

Outra reportagem de destaque é “35 anos de Fundação: uma história de apoio à comunidade de Lucas do Rio Verde“. Nessa matéria, publicada em 05/05/2023, Camila Galvão retrata a trajetória de uma fundação que completou três décadas e meia de existência, destacando o importante papel desempenhado pela instituição no apoio e desenvolvimento da comunidade de Lucas do Rio Verde. A reportagem ressalta como o empreendedorismo social pode gerar impactos positivos e transformadores em uma região.

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Há 35 anos, um grupo de idealistas, professores, comerciantes e agricultores se uniram para criar uma instituição que apoiasse o desenvolvimento equilibrado da comunidade que hoje é o município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. Assim surgiu o Instituto Padre João Peter, fundado por migrantes em 06 de maio de 1988, uma referência em atuação social, ambiental e educativa na região.

Ao longo dos anos, o Instituto se consolidou como uma organização que promove ações sociais, educativas e culturais, além de projetos de desenvolvimento econômico e tecnológico. Entre suas iniciativas estão programas de formação profissional, capacitação de professores, apoio à agricultura familiar e projetos de inclusão social.

Ao completar 35 anos de existência, a instituição reafirma seu compromisso com a comunidade e seu papel de transformação social.

 


A empresa Miranda Container começou
paralelamente com o negócio de
transportes da família e hoje é a atividade
principal da família Miranda.
Foto: Camila Galvão

A terceira reportagem classificada é intitulada “Miranda Container: inovação, sustentabilidade e versatilidade na construção civil de Mato Grosso para o Brasil“. Publicada em 15/05/2023, essa matéria aborda a história da empresa Miranda Container, que se destaca na construção civil do estado de Mato Grosso por suas práticas inovadoras, sustentáveis e versáteis. A reportagem evidencia como o empreendedorismo aliado à preocupação ambiental pode impulsionar o setor e contribuir para um futuro mais sustentável.

A Miranda Container é uma empresa inovadora que tem se destacado no mercado da construção civil em Mato Grosso e já atende clientes em todo o Brasil. Fundada em 2015 por Michel Britto Miranda em sociedade com seu pai Lauro Miranda Filho, Especialista em Armazéns.

A empresa surgiu com o objetivo de comercializar containers, mas logo expandiu seus negócios para a fabricação de projetos em containers, tornando-se referência em todo o estado. Com sede em Lucas do Rio Verde, uma filial em Campo Novo dos Parecis, e estudos para abrir novas filiais em cidades como Guarantã do Norte, a empresa tem sido bem sucedida em seu ramo antes mesmo de completar sua primeira década.

Em entrevista exclusiva ao Portal Momento MT, os empreendedores Michel e Lauro Miranda contam a história da chegada da família à Mato Grosso, o desejo de crescer e como usaram a aptidão de sua família no ramo de transportes para o inovador negócio em adaptar containers para a construção civil em um estado central do Brasil tão distante dos portos.

Camila Galvão é pós-graduada em Gestão Estratégica de Negócios Corporativos pela Unilassalle, é bacharel em Comunicação Social com habilitação em jornalismo e possui Licenciatura em Letras-Alemão pela Unesp. É roteirista do documentário Mel da Floresta-Xingu, desenvolvido nas aldeias indígenas do Xingu com foco na produção de mel.

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Essas três reportagens destacam não apenas o talento jornalístico da equipe do portal Momento MT, mas também sua habilidade em trazer à tona temas relevantes e inspiradores relacionados ao empreendedorismo e à inovação. Ao abordar tópicos como tecnologia na agricultura, empreendedorismo social e práticas sustentáveis na construção civil, a jornalista contribui para disseminar conhecimento e inspirar ações positivas no mundo dos negócios.

A participação da jornalista no Prêmio Sebrae de Jornalismo é um reconhecimento de seu compromisso e dedicação em trazer pautas relevantes e impactantes para os leitores do Momento MT.

O Portal Momento MT continua a ser uma fonte confiável e dedicada de informações sobre empreendedorismo e inovação em Mato Grosso, enquanto Camila Galvão inspira outros jornalistas a se esforçarem pela excelência no jornalismo. A participação no Prêmio Sebrae de Jornalismo é um passo importante nessa jornada de reconhecimento e destaque.

Os vencedores nas categorias de jornalismo em texto e fotojornalismo ganharam vouchers para participar da missão Case Startup, em São Paulo (SP), enquanto os vencedores nas categorias áudio e vídeo participarão da missão técnica Festival Rec’N Play, em Recife (PE). Ambas as missões serão realizadas em novembro deste ano.

O 10º Prêmio Sebrae de Jornalismo está dividido em três etapas (estadual, regional e nacional) e abrange quatro categorias: fotojornalismo, jornalismo em vídeo, texto e áudio. Os finalistas da categoria estadual avançam para a etapa regional, que é classificatória. Os selecionados nesta fase participarão da etapa nacional, em Brasília, em novembro, onde concorrerão a celulares e notebooks, além de duas categorias especiais: “Empreendedorismo Social” e o “Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo”.

 

Fonte: 10º Prêmio Sebrae de Jornalismo

Mato Grosso

Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática

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A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso

Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha (lei nº 11.340) completa 20 anos de promulgação. Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações mundiais quando se fala em defesa dos direitos das mulheres, ela ainda enfrenta muitos entraves para ser colocada em prática.

O reflexo dessas dificuldades bate à porta de Mato Grosso, afinal, de acordo com 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em julho deste ano, o estado registrou a terceira maior taxa de feminicídios do país em 2025. Naquele ano, Mato Grosso teve uma taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil habitantes.

Embora estes números sejam menores do que os registrados em 2024, ano em que Mato Grosso figurou em primeiro lugar nas taxas de feminicídios com 2,5 casos para cada 100 mil habitantes, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), Rosana Leite, garante que ainda não é hora de comemorar.

Mas como mudar esse quadro? De que forma a lei Maria da Penha ajudou a enfrentar a violência de gênero em seus 20 anos de promulgação? Para tirar essas e outras dúvidas, Rosana Leite concedeu uma entrevista especial na qual faz uma análise da legislação e conta um pouco mais sobre a atuação do Nudem em todo o estado.

Confira a entrevista:

Qual o maior legado da Lei Maria da Penha (LMP) nesses 20 anos da sua promulgação?

Rosana Leite – Eu vejo que o maior legado é a discussão do enfrentamento à violência contra as mulheres. Hoje nós sabemos que qualquer violação às mulheres se perfaz em violação aos Direitos Humanos das mulheres. Com a lei nós passamos a falar muito mais sobre esse enfrentamento. Antigamente as mulheres não tinham voz, mas hoje nós temos voz. Com a redemocratização do Brasil, o nosso país passou a ser signatário de tratados e convenções internacionais e a LMP é uma resposta a tudo isso, ela quebrou paradigmas ao mostrar que a violência contra a mulher deve ser enfrentada pelo Poder Público e não por pessoas mais próximas, como amigos e familiares. A Maria da Penha mostrou que a legislação deve amparar todas das mulheres. E agora, com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ela também deve amparar todo o segmento LGBTQIAPN+. Portanto, a lei trouxe uma forma diferenciada da sociedade enxergar as mulheres, os Direitos Humanos e ter consciência que nós mulheres temos direitos, que nós precisamos de respeito, de consideração da sociedade, que a nossa historicidade precisa ser garantida porque nós fomos deixadas de lado por muito tempo.

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Ainda há dificuldades para colocar em prática algumas ações e políticas públicas voltadas às mulheres?

Rosana Leite – Sim. A Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou que a Maria da Penha é uma das três leis mais importantes do mundo no que diz respeito ao enfrentamento da violência de gênero. Mas ela ainda não foi cumprida integralmente pelo Poder Público. A lei traz, por exemplo, políticas públicas importantíssimas em seu artigo oitavo que não foram todas cumpridas. E eu cito aqui a inclusão nos currículos escolares de matérias sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Infelizmente nós não temos essa inclusão. Imagina se tivéssemos essa inclusão há 19 anos. Será que já não teríamos uma sociedade diferenciada? O enfrentamento da violência contra as mulheres passa pela educação. Mas enquanto nós não mudarmos os currículos escolares, não iremos trabalhar no cerne do problema. A educação ainda é a chave. Virando essa chave, quem sabe poderemos ter outra realidade.

Outro ponto. Infelizmente a LMP ainda não é cumprida integralmente e de forma homogênea no Brasil. No Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) temos a Comissão de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres e lá nós conseguimos enxergar que em cada estado a LMP passa a ser aplicada de uma forma diferente. Portanto, essa falta de políticas públicas homogêneas, da aplicabilidade da lei de forma homogênea, tem prejudicado uma lei que já tem 20 anos.

Quando a LMP surgiu, nós tivemos que nos readequar, fazer com que a sociedade entendesse a lei. No começo ela foi chamada de inconstitucional. Quando a lei tinha apenas seis anos, a Corte Suprema do país teve que declarar a sua constitucionalidade. Já quando a lei estava em sua fase de “adolescência”, ela ganhou seus remendos e alterações. Hoje, na fase “adulta”, nós precisamos que ela seja cumprida. Mas esse cumprimento de forma homogênea nós ainda não temos.

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública coloca Mato Grosso em terceiro lugar nas taxas de feminicídio no Brasil em 2025. Em 2024 estávamos em primeiro lugar. Como a senhora analisa este quadro? Podemos comemorar essa queda do primeiro para o terceiro lugar?

Rosana Leite – Isso é muito delicado. Nosso estado é referência na aplicação da LMP. Aqui em Mato Grosso, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e o Ministério Público foram os primeiros do Sistema de Justiça a colocar a lei em prática. Somos referência para outros estados. Nós aplicamos dentro do Sistema de Justiça a competência híbrida que ajuda muito no atendimento das mulheres, mas, mesmo assim, ocupamos esse triste ranking. Então, não, eu não comemoro essa descida para o terceiro lugar. Não acho que deveríamos comemorar, mas sim nos preocupar. Até o início de agosto já registramos 27 feminicídios em Mato Grosso. Ter o nosso estado ocupando primeiro, segundo e terceiro lugar nesse ranking é muito triste e nos mostra o quanto nós vivemos num estado patriarcal. Esse ranking mostra que as nossas mulheres não são bem tratadas em Mato Grosso. Ele nos mostra que ainda vivemos o patriarcalismo, o machismo exacerbado, que somos um estado machista, homofóbico, transfóbico e que não tem respeitado os segmentos de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Você disse que somos o estado que melhor aplica a lei Maria da Penha, mas mesmo assim estamos nesse ranking de onde mais morrem mulheres. Como explicar esse paradoxo?

Rosana Leite – Eu explico da seguinte forma: apenas o Sistema de Justiça não é capaz de resolver tudo. Não é possível resolver todo esse problema apenas com a aplicação da lei. Por isso que eu sempre defendo que o aumento de pena jamais vai resolver a situação. Nós vivemos em um país que não socializa e não ressocializa. A ressocialização das pessoas é quase impossível. Um dia cumprindo pena em uma cadeia do Brasil é horrível. Nós precisamos trabalhar a prevenção. A Ultima Ratio do Sistema de Justiça {expressão em latim que significa Último Recurso no Direito Penal} é a prisão do agressor, mas o aumento de pena não resolve. Hoje o feminicídio e o vicaricídio {crime em que o agressor mata uma pessoa próxima a uma mulher, como filhos, pais ou dependentes, no contexto de violência doméstica, com o objetivo exclusivo de causar sofrimento eterno, punir ou controlar a mulher} são os crimes com maiores penas, que são de 20 a 40 anos de prisão, mas somente isso não resolve.

E como você analisa os projetos de lei que ensinam mulheres a se defender com lutas, aulas de tiro e até mesmo os que liberam o uso de spray de pimenta?

Rosana Leite – Eu vejo que não trazem uma solução efetiva. Em uma luta corporal, por exemplo, fatalmente uma mulher perde. Se tem algo que nós somos diferentes é na nossa estrutura física. Imagina o spray de pimenta na mão de uma pessoa que não sabe usar, uma arma na mão de quem não sabe manusear? “Ah, mas nós vamos dar curso. Vamos ensinar a usar”. Mas e a estrutura física, onde fica? Aí eu volto na questão da luta corporal. Em regra, um homem vai vencer a mulher, então será que o uso errado do spray de pimenta não trará uma situação pior? Por isso eu acho que a prevenção através da educação das nossas crianças e adolescentes, desde a tenra infância até a fase da faculdade, é a forma mais eficaz. Temos que incluir nos currículos escolares o que é a violência contra a mulher, o que causa essa violência dentro da sociedade, como ela atinge o quadro familiar e a sociedade. Os presídios brasileiros estão cheios de pessoas que foram vítimas de violência doméstica na infância, ou que presenciaram essa violência. Por essa razão eu defendo que a educação é a forma que temos para garantir a prevenção da violência à médio e longo prazo.

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Agora vamos falar do Nudem. Quais são as maiores demandas do Núcleo?

Rosana Leite – A criação do Nudem aconteceu em 2014, mas nós fazemos a defesa das mulheres desde o advento da LMP. A DPEMT foi uma das primeiras do Brasil a aplicar a LMP, mas o Nudem como Núcleo surgiu a partir de 2014. Nacionalmente a Defensoria Pública fez questão de ampliar o atendimento das mulheres. A LMP foi tão de vanguarda que ela trouxe a necessidade das Varas de Justiça, dos Juizados dentro do Poder Judiciário e dentro da Defensoria Pública de termos núcleos de atendimento especializados. Tivemos o aumento das Delegacias Especializadas e toda essa gama do Sistema de Justiça ajuda no amparo das mulheres em forma de rede para que elas saibam onde pode buscar o atendimento. Aqui na Defensoria Pública nós fizemos questão de ampliar esse atendimento. Nós não atendemos apenas mulheres vítimas de violência, nós atendemos a violência de gênero nacionalmente. Então, toda e qualquer mulher que venha passar por violência, dentro ou fora de casa, pode buscar o Nudem. A violência que mais aporta aqui no Nudem é a violência doméstica e familiar, onde estão as ameaças e a violência psicológica. Esses são os crimes que as mulheres mais narram.

Como você espera encontrar a Lei Maria da Penha daqui 20 anos?

Rosana Leite – Nunca parei para pensar nisso, mas acho que de tempos em tempos nós estamos ganhando mais atuação, mais confiança da sociedade. Em 2019 o Data Senado fez uma pesquisa, ele entrevistou mulheres vítimas de violência e que decidiram não lavrar um boletim de ocorrência. Eles questionaram o porquê delas não terem lavrado o boletim. Nessa época, a LMP estava fazendo 13 anos e essa pesquisa me marcou muito, pois 79% das mulheres responderam que tinham medo de que a violência se tornasse ainda maior, mesmo com uma lei tão importante em mãos. Quer dizer, elas não acreditavam na lei. A sociedade ainda não confia na efetividade da Maria da Penha. Então, eu quero que as mulheres estejam confiando mais na efetividade da lei, que o Sistema de Justiça continue ampliando o seu atendimento, que o Poder Público, que a rede de atenção se debruce em prol dos Direitos Humanos das mulheres. Estamos em época de campanha política, nessa época ouvimos muito falar no enfrentamento à violência contra as mulheres. Só que a pauta nunca chega até onde nós queremos. Por isso que essa pauta deve avançar na política para enfrentar a violência que tem acontecido todos os dias. Mas, acima de tudo, precisamos dar crédito a palavra das mulheres. Todos os dias.

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Mato Grosso

Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano

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Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.

A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.

“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.

Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.

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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.

Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.

Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.

“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.

Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.

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“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.

A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.

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Mato Grosso

Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

O 4º. Encontro de Cooperativas Nortox realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), foi marcado pelo lançamento de três produtos: duas misturas exclusivas (os inseticidas Typhoon e Tempus) e um herbicida exclusivo, o Raker Top. “A Nortox, que já vem marcando história em lançamentos de misturas exclusivas, agora marca uma nova era de misturas de genéricos com moléculas sob patente. Isso demonstra mais uma vez que a empresa tem sua estratégia bem definida. O lançamento desses produtos foi o ponto alto do 4º. Encontro de Cooperativas”, afirma o diretor comercial da Nortox, João Marcos Ferrari.

Os inseticidas Tempus e Typhoon chamaram muita atenção dos participantes. O Tempus, com ação prolongada e alta eficiência contra lagartas, oferece proteção duradoura em diferentes culturas, combinando o efeito choque do clorpirifós à persistência do clorantraniliprole. O Typhoon, com uma ação forte contra a cigarrinha-do-milho e a lagarta-do-cartucho, é uma mistura exclusiva da Nortox, com amplo espectro de proteção contra as pragas do milho e efeito de choque imediato. Os princípios ativos são Clorantraniliprole e Metomil – OD.

Já o Raker Top, grande destaque, é um herbicida seletivo e sistêmico de pós-emergência, formulado com os princípios ativos Nicossulfuron e Tolpiralate. Ele é indicado especificamente para o controle de plantas daninhas na cultura do milho. Além disso, conta com a segurança de dois safeners para um manejo de pós-emergência sem causar fitotoxicidade.

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A programação teve início na quarta-feira (29), com a recepção das equipes, e prosseguiu ao longo de toda a quinta-feira (30), reunindo palestras e apresentações técnicas voltadas às principais tendências do agronegócio e às soluções desenvolvidas pela Nortox para o campo.

Na abertura, o diretor-presidente da Nortox, Romeu Stanguerlin, apresentou a trajetória da empresa, seus resultados e as perspectivas de crescimento previstas no planejamento estratégico até 2030. Em seguida, João Marcos Ferrari destacou a evolução do portfólio da companhia, abordando investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento de produtos, nutrição vegetal e sementes.

Ao longo do encontro, também foram apresentados programas voltados às cooperativas, novas estratégias de manejo em fungicidas, soluções para pastagens, avanços na área de herbicidas, além de debates técnicos que promoveram a troca de experiências entre especialistas da Nortox e representantes das cooperativas. A programação contou ainda com palestras de convidados externos, como o economista Igor Barreto, do Itaú BBA, que apresentou uma análise do cenário econômico e das perspectivas para o agronegócio, e do pesquisador Aroldo Marochi, que abordou os desafios relacionados às doenças nas lavouras e ao manejo com fungicidas.

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