Mato Grosso
Primeira-dama de MT destaca transformação social com o programa SER Família

Idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, o programa SER Família tem se destacado como uma importante política pública de transformação social, e referência para outros estados do país. Voluntária do atual Governo pela Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf), Virginia Mendes desenvolve programas sociais que tem vencido desafios e gerado resultados concretos para as famílias em situação de vulnerabilidade social no estado, por meio de uma abordagem inovadora que vai além do assistencialismo.
O programa SER Família abrange várias categorias de atendimento, com o objetivo de promover a dignidade e autonomia das pessoas. Entre elas, destacam-se o SER Família Criança, SER Família Idoso, SER Família Indígena, SER Família Inclusivo, todos com auxílio de R$ 220; e o SER Família Mulher. Este último é um dos pilares do programa, criado especificamente para atender mulheres em situação de violência doméstica, com um auxílio de R$ 600 para aquelas que estão sob medida protetiva.
Além disso, o programa oferece o SER Família Habitação – Faixa 0, uma parceria entre o Governo do Estado e os municípios; e a categoria entrada facilitada para a aquisição da casa própria com um subsídio de até R$ 20 mil. O programa também contempla o SER Família Capacitação, que disponibiliza mais de 50 mil vagas para 70 cursos de capacitação profissional, em parceria com o Senai-MT, visando qualificar a população para o mercado de trabalho.
Virginia Mendes explicou que o nome do programa é um reflexo de sua filosofia de trabalho: “O SER é a abreviação de três palavras importantes para a dignidade de toda pessoa: superação, esperança e respeito, e a família, que é a base de tudo. Esse programa nasceu para mudar a mentalidade das pessoas que vivem à margem do assistencialismo. Queremos que elas tenham as mesmas oportunidades e possam prosperar”, afirmou Virginia.
A história de dona Jordenice de Souza, moradora de Novo Horizonte do Norte, ilustra o impacto transformador do programa. Jordenice, que morou por 11 anos de aluguel, sempre sonhou em conquistar a casa própria. Divorciada e com três filhos, ela teve a oportunidade de participar de diversos projetos do SER Família. Recebeu o auxílio do SER Família Criança, que ajuda nas despesas com seus filhos, e também aproveitou o programa SER Família Capacitação, realizando o curso de Auxiliar Administrativo. Recentemente, ela foi contemplada com o SER Família Habitação – faixa 0.
“Com a minha casa agora, posso dar mais conforto para meus filhos. Eu já conhecia o programa SER Família e, graças a ele, consegui melhorar a minha vida. Agradeço à dona Virginia por pensar em programas que realmente fazem a diferença para quem se dedica e aproveita as oportunidades”, disse Jordenice, que vê um futuro melhor para si e seus filhos.
Virginia Mendes destacou a importância de programas como o SER Família, que oferecem mais do que benefícios imediatos, mas oportunidades de transformação e independência para as famílias que mais precisam. A parceria entre Governo e os municípios tem sido fundamental para expandir a abrangência e a eficácia dessas iniciativas.
O programa SER Família, com sua ideologia de superação, esperança e respeito, tem se consolidado como uma verdadeira ferramenta de mudança na vida das famílias em Mato Grosso, provando que, com o apoio certo, é possível superar a vulnerabilidade social e alcançar a prosperidade.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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