Mato Grosso
Primeira-dama de MT participa de evento filantrópico em Rondonópolis com mulheres voluntárias em ações sociais
O Café Filantrópico foi idealizado pela coluna Gente! – Jornal A Tribuna e parceiros, promovido pelos parceiros Valter Arantes, Vando Rodrigues e o promoter João Carlos, com a finalidade de homenagear mulheres que trabalham em causas nobres e conquistar mais voluntárias para o bem-estar social.
“Fiquei muito feliz com o convite, gosto muito de vir a Rondonópolis. Esse evento maravilhoso que eles fizeram aqui, com a presença da Beth Szafir que tem um trabalho lindo no social, com todas essas mulheres lindas e guerreiras que trabalham no social, que é uma causa que eu defendo”, afirmou Virginia Mendes.![]()
Ela ainda lembrou os investimentos repassados pelo Governo do Estado para a área social. “Já foram repassados nesta gestão mais de R$ 28 milhões, um valor expressivo no auxílio ao município às pessoas que mais precisam”, pontuou.
A primeira-dama ressaltou que a sociedade, de modo geral, precisa respeitar a mulher. “Nós somos guerreiras, trabalhadoras e temos opinião própria. Algumas pessoas podem dizer que não, mas temos sim. Merecemos respeito”, enfatizou.
Ela ainda falou das perspectivas para o social. “Nós temos muitos projetos para implantar. Com amor, nós testemunhamos aqui que é possível. Vimos aqui duas senhoras que, independente da idade, ajudam muitas pessoas. São dessas pessoas que queremos nos aproximar, porque elas estão na ponta e conhecem as pessoas que realmente precisam”, salientou.
Durante o evento, a primeira-dama do Estado recebeu inúmeras homenagens e doações para o Bazar Vem SER Mais Solidário, que está arrecadando peças. A arrecadação foi mobilizada pelo maquiador Vando Rodrigues junto às boutiques, empresárias e mulheres solidárias com a causa. A surpresa reservada foi o vestido doado por Beth Szafir, usado pela empresária na capa de uma famosa revista ao lado da saudosa Hebe Camargo.![]()
“Olha, estou sem palavras. Quanta coisa linda vamos levar para o nosso Bazar. Que honra receber da Beth esse vestido que é uma relíquia. Que Deus abençoe e multiplique toda essa bondade”, agradeceu Virginia Mendes.
Beth Szafir, que no auge de seus 74 anos, empresária e atuante nas causas sociais, ressaltou a importância do trabalho das empresárias envolvidas com o social, do exemplo das voluntárias e do trabalho dedicado da primeira-dama de Mato Grosso.
“É empolgante ver o quanto a união e a boa vontade são capazes de mover em prol da ajuda ao próximo. As empresárias e voluntárias no social desta cidade merecem ser reconhecidas. Fiquei muito feliz por conhecer Virginia Mendes, uma mulher encantadora e que tem feito um trabalho exemplar em todo o estado, motivo de muito orgulho”, afirmou Szafir.![]()
Durante o Café Filantrópico, cinco entidades receberam entregas da Secretaria Esatdual de Assistência Social (Setasc), a partir da solicitação da primeira-dama Virginia Mendes por meio da Unaf. São elas: Bom Samaritano; Maria do Sopão; Criança Feliz; Amor em Ação. Cada uma recebeu 100 cestas de alimentos, 100 kits de higiene e limpeza e 100 kits de doces. Já o Hospital Paulo de Tarso foi contemplado com 82 cobertores.
O idealizador do evento, Valter Arantes, destacou a importância da doação e do trabalho memorável das mulheres que se dedicam às ações sociais. “Todos somos iguais. Quando a gente pede socorro, tudo que a gente espera é a mão, uma mão que seja de um próximo, e que seja de um coração limpo e puro. São exemplos de dedicação às pessoas que precisam. A presença da senhora, dona Virginia, fez toda a diferença, porque a senhora vive o social”.
Nesta edição, o encontro contou com o apoio e parceria da empresária Suelen Machado (Duo Scarpes); empresária Alessandra Ferreira; Maria Janice Logrado (Jornal A Tribuna); Salete Hubner (Salete Jóias); Marlene Coutinho; Paula Moura; Françoase Saletti; Maria Gaudino (Mary Maison); Dra Paula Laci (Dental Diamond); Kessia Marques; Hellen Oliveira (Todeschini);Terra do Sol Viagens e Turismo; Alessandra Domingues; Ótica Vision; Jaqueline Pinto (Jaron Cosméticos); Mariuva Velentin; Dra Paula Anhaia e Laíz Araújo.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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