Política Nacional

Professor de português analisa frase polêmica de Bolsonaro no Roda Viva

Publicado

Assisti ansioso, ontem, à entrevista de Jair Bolsonaro, no programa Roda Viva, da tevê Cultura. Separei, para este espaço linguístico, uma de suas declarações: “Abominamos a tortura, mas naquele momento vivíamos na guerra fria.”

Jair Bolsonaro, no programa Roda Viva de 30 de julho de 2018

Bolsonaro: ele negou o golpe militar de 1964 (TV Cultura/Reprodução)

Em nossa Língua Portuguesa, as oposições são representadas por dois tipos de orações: as adversativas e as concessivas. Sob o ponto de vista sintático, as adversativas são ligadas – de maneira habitual – pelos conectivos “mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto”.

Refletindo sobre a Semântica (sentido da expressão), as estruturas adversativas apresentam oposição acentuada, garantindo à oração conectada por “mas” e seus semelhantes maior destaque:

“Ele argumenta bem, mas é agressivo.”
“Ele fala pouco, mas é convincente.”
“A tortura é abominável, mas vivíamos na guerra.”

Já as orações adverbiais concessivas, além de serem subordinadas, são ligadas – de maneira habitual – pelos conectivos “apesar de que, embora, mesmo que, posto que, ainda que” e outros. É também presença constante o subjuntivo verbal.

Sob a ótica do discurso e da argumentação, uma oração subordinada adverbial concessiva tem oposição menos acentuada em relação às coordenadas adversativas:

“Embora seja agressivo, ele argumenta bem.”

“Apesar de ser convincente, ele fala pouco.”

Veja Mais:  O que resta à defesa de Lula? Recurso no STF ainda pode tornar petista candidato

Caso fosse a intenção de quem argumenta, a mudança de adversativa para concessiva (usando a declaração do candidato à presidência) garantiria mais suavidade ao discurso:

“Mesmo que se viva uma guerra fria, abominamos a tortura.”

Fato é: tudo que envolve o discurso de Bolsonaro tem muita audiência, crítica, comentário, análise. É um fenômeno nas mídias sociais. É melhor a concorrência afinar a estratégia linguística, pois a palavra do candidato do PSL demonstrou, na entrevista de ontem, força no argumento.

Um abraço, até a próxima e inscreva-se no meu canal!

Diogo Arrais
http://www.ARRAISCURSOS.com.br

Fonte: Exame

Comentários Facebook

Política Nacional

Projeto mantém delegação de cartório após aposentadoria voluntária de titular

Publicado


Billy Boss/Câmara dos Deputados
Dep. Jaqueline Cassol PP-RO
Jaqueline Cassol, autora do projeto de lei

O Projeto de Lei 200/22 possibilita que o tabelião ou oficial de registro que se aposentar voluntariamente não percam a delegação para o exercício da atividade notarial. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

O texto é da deputada Jaqueline Cassol (PP-RO) e altera a Lei dos Cartórios. Hoje, um dispositivo da lei estabelece que o titular de cartório que se aposenta perde a delegação dos serviços, ou seja, não pode continuar no exercício das suas atividades. O projeto revoga esse dispositivo.

Para Jaqueline Cassol, a regra atual é injusta, pois limita os titulares de cartório de exercerem o direito à aposentadoria. Ela lembra que a legislação previdenciária incluiu os cartorários na condição de contribuintes obrigatórios do INSS.

A deputada afirma ainda que a regra do fim da delegação de cartório após a aposentadoria do titular é fruto de entendimento já ultrapassado de que os tabeliães são equiparados a funcionários públicos, que deixam de exercer as suas funções depois que passam à inatividade.

“Não há relação de trabalho com o poder público, e sim uma delegação, que não pode ser extinta pelo fato de o notário, ou registrador, exercer o direito de se aposentar, posto haver implementado os requisitos para tanto em termos de tempo de contribuição”, diz a parlamentar.

Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veja Mais:  Dono das Lojas Riachuelo Flávio Rocha desiste de pré-candidatura à Presidência da República

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Pierre Triboli

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Projeto proíbe tarifas bancárias na movimentação de verbas da área de saúde

Publicado


Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária para discussão e votação do parecer do relator. Dep. Rubens Otoni (PT-GO)
Rubens Otoni: regra atual compromete orçamento dos municípios

O Projeto de Lei 166/22 proíbe a cobrança de tarifas bancárias nas contas usadas pela administração pública, direta e indireta, para a movimentação dos recursos obrigatórios da área de saúde. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

“A movimentação das verbas de aplicação obrigatória na Saúde hoje está sujeita à tarifação e à cobrança de taxas bancárias, diferentemente do que ocorre com o dinheiro do Fundeb”, afirma o autor da proposta, deputado Rubens Otoni (PT-GO).

“Pequenos municípios, com orçamentos modestos, são penalizados com custos bancários que poderiam perfeitamente serem destinados à própria Saúde, caso esses custos fossem suprimidos como ora se propõe”, acrescenta o parlamentar.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Marcelo Oliveira

Comentários Facebook
Veja Mais:  Sob gritos de “Lula livre”, convenção nacional do PT acontece neste sábado
Continue lendo

Política Nacional

Proposta anula orientação da Receita Federal sobre tributação de criptoativos

Publicado


Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas. Dep. Kim Kataguiri DEM-SP
Kim Kataguiri: foi criada tributação sem previsão nas leis

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 3/22 anula os efeitos da Solução de Consulta 214/21 da Receita Federal do Brasil, pela qual a permuta de criptoativos entre pessoas é fato gerador de Imposto de Renda (IR), apurado de forma progressiva. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

“Foi criada modalidade de tributação por meio do IR sem qualquer previsão nas leis que tratam do imposto”, anotou o autor do projeto, deputado Kim Kataguiri (União-SP). “Essa interpretação completamente ilegal feita pelas autoridades fiscais exorbita o poder regulamentar”, disse, ao defender a medida proposta.

Segundo a Receita, o resultado de uma consulta é orientação oficial e produz efeitos legais, como a proibição de se abrir procedimento contra o interessado e a não aplicação de multa ou juros relativamente ao tema analisado, desde a data da pergunta até 30 dias após o recebimento da resposta pelo contribuinte.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Roberto Seabra

Comentários Facebook
Veja Mais:  Proposta anula decreto que prevê concessão de parques a empresas
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana