Mato Grosso
Profissionais debatem aprimoramento do Sistema Único de Assistência Social
A importância da política de assistência social e a definição de diretrizes para o aprimoramento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foram temas debatidos durante a XIII Conferência Estadual de Assistência Social. O evento foi realizado nos dias 24 e 25 de outubro pelo Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS), que é vinculado a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), e reuniu assistentes sociais, delegados, gestores e representantes dos Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) dos municípios.
O presidente do CEAS, Rondenelly Marques, destacou a importância do evento para a construção das políticas que nortearão a assistência social. Ele pontuou que o Conselho estará acompanhando todas as ações da gestão e contribuindo para o processo de adequação das diretrizes. “É um momento para debater e deliberar ações para o fortalecimento do SUAS”.
Em discurso, a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho, ressaltou o esforço que o Estado tem feito para cumprir com a responsabilidade no âmbito da assistência social. “Considerando o contexto financeiro que o Estado enfrenta, estamos nos esforçando para cumprir com os compromissos. Quando iniciamos a gestão o cofinanciamento dos municípios de 2018 estava atrasado. Conseguimos equilibrar e iremos pagar a última parcela em atraso do ano em questão para iniciar o pagamento de 2019”.

A presidente do Conselho Nacional de Assistência Social, Aldenora Gomes Gonzáles, parabenizou a preocupação do Estado e explicou que a responsabilidade para o pagamento dos cofinanciamentos não é uma ação que está se repetindo nos demais estados brasileiros. Ela parabenizou também a realização da Conferência.
“É uma oportunidade para discutir de fato o que se tem feito em prol da assistência social, questionando as propostas. Estamos abertos para analisar todos os questionamentos e deliberar para que de fato as políticas públicas sejam aplicadas para beneficio dos usuários”. Aldenora também conduziu as palestra: “Em defesa da política de assistencial social como direito do cidadão e dever do Estado” e “Democracia participativa e o protagonismo no controle social”.
A presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), Márcia Rotili, lembrou que as melhorias voltadas para a assistência social beneficiarão não só aqueles famílias que já estão cobertas pelo sistema, mas aquelas que se enquadram em situação de extrema pobreza e não recebem nenhum benefício.
“Sabemos que 20% das famílias que realmente precisam de ajuda não recebem o Bolsa Família. O fortalecimento dos Cras e Creas beneficiaram principalmente esse público”, disse durante a Conferência.
Na ocasião as representantes do Forum Municipal dos Usuários e Usuárias do SUAS de São José dos Quatro Marcos, Maria de Fátima Rezende Gomes, e o do Fórum dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social, Priscilla Cabral Lopes, falaram da importância do fortalecimento dos Fóruns na luta por uma assistência social mais digna.
Durante o evento, também foi discutido o “Financiamento do SUAS e os impactos da PEC dos gastos em Mato Grosso e reforma da presidência, diante dos desafios para a consolidação do SUAS”, conduzido pelo conselheiro do CEAS e assessor especial da Setasc, Luciano Jóia. A presidente do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), Andréia Amorim, ministrou a palestra “Proteção no SUAS e a judicialização dos serviços e benefícios sociassistenciais”.

Mato Grosso
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A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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