Mato Grosso
Programa consolida entrega de alimentos a entidades e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional
Coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), por meio da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), segue a todo vapor a entrega de alimentos produzidos pelos agricultores familiares inseridos no Programa Alimenta Brasil (PAB), do Governo Federal, executado em 25 municípios do Estado. Em parceria com prefeituras municipais e Ministério da Cidadania, a Empaer está à frente da iniciativa na execução do projeto e assistência técnica.
O PAB atende pessoas ou entidades, como asilos, creches e pessoas, entre outros, em situação de insegurança alimentar e nutricional, com alimentos como frutas, legumes e verduras produzidos por agricultores, que recebem até R$ 4 mil por unidade familiar. A aquisição é feita na modalidade compra com doação simultânea e dispensa de licitação. As entregas são coordenadas pelos Centros de Referência em Assistência Social (Cras).
Um dos participantes é o produtor Gilmar Ferreira Nantes, atual presidente da Associação dos Pequenos Produtores e Feirantes de Matupá Osvaldo Turcatto. Ele conta que 24 agricultores familiares conseguiram aderir ao programa e estão contentes com a renda garantida. “Nossa cesta tem de tudo e é diversificada. Os alimentos são bonitos e saudáveis. É de encher os olhos, além de ajudar as famílias que vivem do que produz na roça”.
A secretária municipal de Assistência Social de Matupá, Juliana Fátima Carbonera, destaca a parceria com os agricultores que, ao lado da Empaer, atendem 260 famílias cadastradas que recebem as cestas todas as terças-feiras. “Foram quase 600 cestas em um único mês, além das famílias que recebem em casa. Nosso muito obrigado a todos os envolvidos. A qualidade dos produtos é uma das características das cestas. É realizador saber o quanto estamos contribuindo com a qualidade de vida da nossa população”, frisa a gestora.
O técnico da Empaer, Marcos Rogério da Rocha, frisa que, em Matupá, a parceria é com o Cras municipal e a Associação dos Pequenos Produtores e Feirantes de Matupá Osvaldo Turcatto para atender mais de 250 famílias. “Estamos acompanhando desde a assistência técnica, qualidade dos alimentos, à entrega. Muitas famílias, com pessoas idosas ou com problemas de saúde, recebem os alimentos em casa. É um trabalho social e muito importante”.
Em Juara, a parceria envolve Empaer e secretarias de Agronegócio e de Assistência Social. Os pagamentos são feitos aos agricultores fornecedores pelo Ministério da Cidadania, com recursos disponibilizados aos estados. Para este ano de 2022, na cidade, está prevista a aquisição de aproximadamente quatro mil quilos de produtos, de cinco agricultores familiares inscritos. Entre os alimentos estão abacaxi, banana-maçã, mandioca e queijo.

Mayra de Alencar Araújo Costa, técnica da Empaer, acompanhando produtores Foto: Prefeitura Juara
A técnica da Empaer, Mayra de Alencar Araújo Costa, explica que em Juara os agricultores fornecedores recebem assistência técnica da Empaer, sempre que solicitada. “Além disso, é possível constatar o sentimento de satisfação, por parte dos agricultores, em colaborar na alimentação de pessoas em situação de vulnerabilidade e receber por isso”.
O Cras é o responsável pelo recebimento e redistribuição dos itens, destinados tanto para a complementação das cestas básicas e refeições servidas durante as atividades na unidade, quanto para doação às demais instituições sociais atendidas pelo município. Desta forma, todas as entidades beneficiadas no ano anterior continuarão recebendo os produtos da agricultura familiar.
A técnica da Empaer, e responsável pelas políticas públicas, Iêda Lopes de Souza Santos, explica que, neste ano, o primeiro município a entregar alimentos foi Lucas do Rio Verde, em 29 de agosto. Ela destaca a importância de formalizar o termo de cooperação junto aos municípios, para ampliar a oferta do PAB. Ressalta ainda que o valor de R$ 4 mil por agricultor será ampliado para R$ 12 mil.
“Estamos aguardando as atualizações do sistema para autorizar os agricultores a aumentar os valores de suas propostas de 4 mil para 12 mil reais”.
Os municípios inseridos no PAB são: Cuiabá, Itiquira, Poconé, Alto Paraguai, Apiacás, Alto Boa Vista, Carlinda, Claudia, Diamantino, Guarantã do Norte, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Matupá, Juara, Nova Canaã do Norte, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Rondonópolis, São José dos Quatro Marcos, Santa Rita do Trivelato, Tapurah e Várzea Grande.

Foto: Empaer
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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