Mato Grosso
Programa SER Família entrega cestas básicas e kits para famílias de Rondonópolis
As entregas foram feitas por meio das instituições cadastradas, o Oratório Salesiano Filhos de Dom Bosco e a União Rondonopolitana de Associação de Moradores de Bairro (Uramb).
“Retomamos as entregas do SER Família Solidário pelas entidades filantrópicas, e os municípios por meio das Secretarias de Assistência Social também serão contemplados. Quero agradecer de coração a parceria com as entidades de Rondonópolis, especialmente pelo trabalho de responsabilidade que desenvolvem no social. Esse trabalho só é possível porque contamos com o apoio incondicional do governo, que aplica corretamente os impostos beneficiando as pessoas que mais precisam, e ainda agradeço de coração o trabalho que a secretária-interina Grasielle Bugalho tem desenvolvido na Setasc e toda a equipe da secretaria, a segurança pública que também nos dá apoio e a minha equipe da Unaf”, ressaltou a primeira-dama Virginia Mendes.![]()
Para a presidente da Uramb, Nilza Maria Nunes Siqueira, a parceria da primeira-dama Virginia Mendes, nos três anos de pandemia fez a diferença na vida das famílias carentes de Mato Grosso.
“É importante esse apoio, desse olhar que ela e o governador tem com os municípios. A gente sempre cobrou isso dos governos anteriores. E a gestão do governador Mauro Mendes nesses quatro anos fez a diferença nos quatro cantos desse estado, trabalhando forte e levando dignidade para o nosso povo. É um governador e uma primeira-dama comprometidos em trabalhar para as famílias que mais precisam”, afirmou.
SER Família Solidário
A aposentada Adelina Araújo comemorou a doação de alimentos. Ela e o irmão são beneficiados com a cesta básica. “É a terceira vez que recebo a cesta. E essa ajuda é muito importante não só para mim, mas para muitas famílias. Que Deus abençoe a todos vocês por essa benção de hoje”, disse.![]()
De acordo com Glória Maciel, moradora do bairro Jardim do Sol, que também foi receber os alimentos, com a pandemia a sua família, composta por três pessoas, passaram por muitas dificuldades. “Ainda não conseguimos ajustar as coisas na minha casa, aos poucos a gente vai ajeitando. Então essa cesta básica faz toda a diferença o momento”.![]()
A secretária interina de Estado de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho, acompanhou a distribuição das doações. Segundo ela, essa é uma das ações integradas com o governo, por meio da Setasc e da Unaf, para atender a população.
“É um orgulho para a gente porque essa é uma ação continua do Governo do Estado. O SER Família Solidário que é a entrega dessas cestas foi idealizado por ela a primeira-dama Virginia Mendes. E as instituições como a Uramb, que representam várias comunidades é um dos maiores parceiros porque são os presidentes de bairros, os movimentos comunitários dos bairros quem realmente sabem onde estão as pessoas que mais precisam. E isso é o que mais a primeira-dama nos cobra, que essas ações cheguem a quem mais necessita”, destacou Grasielle.
A secretária informou que os 141 municípios vão receber as cestas básicas de alimentos e kits de produtos de higiene e limpeza a partir de março, a cada trimestre. As cestas básicas serão retiradas na Arena Pantanal, em Cuiabá, por cada um dos municípios. A gestão municipal deve apresentar no momento da retirada o documento de autorização, constando a data e total de cestas básicas de acordo com a agenda e cronograma de distribuição informados às prefeituras. “É importante estarem atentos para o cumprimento do agendamento do seu município”, orientou.
Nesta quarta-feira, as cestas e kits serão entregues para as famílias do bairro Padre Lothar Bauchorowitz, que faz parte da Vila Operária de Rondonópolis.
A ação ainda contou com o apoio das equipes da Defesa Civil e da Política Militar, na segurança e organização no atendimento às famílias.
Entre 2020 e 2023, Rondonópolis já recebeu 49.174 cestas básicas, totalizando mais de R$ 4,3 milhões. Outras ações do Governo de Mato Grosso no município entre SER Família Emergencial, cofinanciamento, entrega de cobertores e filtros de barro e outras ações sociais somam mais de R$ 15,6 milhões destinados à assistência social no município.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
Mato Grosso
Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.
Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.
Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.
Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.
No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.
Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.
Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.
Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.
Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.
Mato Grosso
MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.
“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.
O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.
Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.
Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.
A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.
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