Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Policial

Projeto “Ainda posso sonhar” ofertará terapia em grupo a vítimas de violência

Publicado

Delegada Jozirlethe Magalhães Criveletto

A Delegacia da Mulher de Cuiabá promove nesta terça-feira (15.10) o lançamento do Projeto “Ainda posso sonhar”.

O trabalho tem como metodologia a efetivação de terapias em grupo direcionadas às vítimas de violência doméstica, notadamente, aquelas que apresentam sequelas psicológicas em decorrência de um relacionamento violento.

A violência moral e a violência psicológica, apesar de possuírem penalidades mais brandas para o agressor, podem ensejar uma série de problemas graves, desde a ansiedade, transtornos alimentares, baixa autoestima, isolamento e até a depressão.

Não raras vezes, as vítimas que decidem sair desse ambiente violento e dar um basta ao ciclo de violência, encontrarão enormes desafios, a começar pelo próprio medo das ameaças se concretizarem, sendo que o natural é não possuir condições psicológicas para enfrentar tais desafios.

Por outro lado, a medida que a vítima aceita a violência, visualizando-a como algo “natural” dentro do seu relacionamento, mais se percebe a preponderância do fator autoestima em baixa na vida dessas mulheres, ou seja, é muito provável que elas venham desculpabilizar o agressor e, inclusive se culpabilizar em decorrência de algo que não conseguiu corresponder.

Quando se discute o alto índice de mulheres que resolvem se retratar da Representação contra o agressor, logo após tê-lo denunciado, é muito comum os comentários de que essa vítima “não sabe realmente o que quer”, “gosta de apanhar”, “gosta de sofrer”, “nasceu para ser mulher de bandido” etc. Esse posicionamento é o mais simples e mais raso, como reflexo de uma cultura patriarcal e machista de nossa sociedade.

Veja Mais:  Delegado Gianmarco ministra aula sobre meio ambiente para novos delegados

Dificilmente deseja-se analisar cada caso, avaliar se o objetivo da denúncia da vítima era o de obter a punição do agressor, sua condenação no âmbito penal, ou simplesmente, a ânsia em garantir sua paz, sua tranquilidade, sua liberdade de um relacionamento opressivo sendo que, a “porta” para essa liberdade mais difundida, é a DENÚNCIA.

Invariavelmente, ela acaba buscando a Delegacia de Polícia para concretizar seu objetivo de cessar este ciclo de violência. Entretanto, após todos os trâmites burocráticos, ela se vê sozinha nesse novo cenário chamado de processo, muitas vezes sem o entendimento do que realmente significa todos esses procedimentos que lhes são apresentados, como única forma de se ver livre do agressor.

Em 2018, conforme divulgado no Anuário da DEDM/Cuiabá, 3.054 (três mil e cinquenta e quatro) mulheres buscaram o Pronto Atendimento da Delegacia da Mulher de Cuiabá. Todas elas, com uma história de violência para contar.

Segundo as estatísticas divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado – MT, em 2018, as estatísticas envolvendo vítimas femininas (18 a 59 anos) de crimes de AMEAÇA somam-se o total de 1.761 ocorrências. Para os crimes de INJÚRIA foram direcionados 1.067 registros policiais e para os crimes de DIFAMAÇÃO, o número de 771 ocorrências computadas.

Analisando essa grande quantidade de registros, mormente se compreenda, que o número de mulheres vítimas que não denunciam pode ser ainda maior, temos que, o problema atual, não cinge-se apenas e tão somente ao empoderamento da mulher para que rompa o ciclo de violência, mas para além disso, as indagações que se seguirão baseiam-se em como essa mulher conseguirá se reerguer, como seguirá adiante, como conseguirá ter esperança de que uma futura relação será diferente, e o mais importante, como proceder para não ingressar em um novo relacionamento abusivo.

Veja Mais:  Polícia Civil prende segundo suspeito de roubo em residência do Dom Aquino

Para isso, além do comprometimento de todos os atores da Rede de enfrentamento à violência contra a mulher, é preciso engajamento de outros setores da sociedade civil que venham corroborar com essa estrutura de atendimento, especialmente, sobrelevando-se que apesar de todos os avanços, a realidade dos serviços públicos ofertados ainda é bastante precária e carente de investimentos.

As dificuldades sobressaem, quando se trata de garantir o acesso a esse sistema de enfrentamento em localidades distantes, como zona rural, comunidades quilombolas, comunidades indígenas. No interior do estado, em municípios onde existem serviços públicos acessíveis, em sua maioria, também apresentam dificuldades de atendimento da demanda, por conta de recursos humanos, financeiros ou simplesmente, por não possuírem a visão correta dos vários aspectos que envolvem a violência doméstica.

Nessa esteira, o trabalho a ser desenvolvido pela Delegacia da Mulher no Projeto “Ainda Posso Sonhar”, será uma oportunidade de garantir a esse público de mulheres o acesso a um serviço terapêutico especializado, visto que desenvolvido por psicóloga habilitada, especialmente considerando, que tem sido um grande desafio o oferecimento desses serviços pelos sistemas de saúde pública no fluxo da Rede.

Não se pode precificar, fatores como a reconstrução da identidade de uma mulher, a libertação de frustrações e depressões, recuperação da autoestima e o mais importante, a capacidade de se autodesenvolver.

Policial

Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

Publicado

Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

Veja Mais:  Polícia Civil prende homem em flagrante por ameaçar companheira de morte em Peixoto de Azevedo

A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

Veja Mais:  Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra ex-secretária da Prefeitura de Paranaíta

Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

Continue lendo

Policial

Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

Publicado

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

Veja Mais:  Polícia Civil cumpre mandados de prisão de autores de roubo a loja de eletrodomésticos em Cuiabá
Continue lendo

Policial

Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

Publicado

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

Veja Mais:  Polícia Civil localiza e prende dois suspeitos de tráfico de drogas em Lucas do Rio verde

Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

Veja Mais:  Delegado Gianmarco ministra aula sobre meio ambiente para novos delegados

Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana