Mato Grosso
Projeto de aquaponia da Seaf realiza primeira despesca em Tangará da Serra nesta quarta-feira (9)

Será realizada nesta quarta-feira (09/07), às 10h, no Instituto Resgate e Liberdade, João L. Pizzato, em Tangará da Serra, a primeira despesca do projeto-piloto Ciclo Vivo, iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT).
O Ciclo Vivo é um projeto inovador de aquaponia, tecnologia sustentável que integra a criação de peixes à produção de hortaliças, com uso inteligente da água e reaproveitamento de resíduos orgânicos. O sistema permite uma economia hídrica de até 90%, promovendo geração de renda e inclusão social, especialmente em comunidades terapêuticas e rurais.
O diferencial da tecnologia está no sistema de filtragem analógica: os resíduos sólidos dos peixes são reaproveitados para irrigação externa, enquanto o restante da água é purificado por filtros biológicos com pastilhas bacterianas de origem alemã, retornando limpa ao sistema em um ciclo fechado, econômico e ecológico. Em seis meses de funcionamento, não foi necessária a reposição de água.
Além de Tangará da Serra, o projeto já está em operação na Comunidade Terapêutica Tenda de Abraão, em Cuiabá, e em fase de implantação em outras três localidades: na Associação dos Moradores Rurais Gamaliel I e II (Cuiabá), na Associação Comunitária de Mulheres Rurais de Cedral Grande (Rosário Oeste), e futuramente na Fundação Abrigo do Bom Jesus, que pretende utilizar a produção na alimentação de idosos assistidos.
A iniciativa é realizada pela Seaf, com investimento de R$ 200 mil via emenda parlamentar.
Serviço | Primeira despesca do projeto-piloto Ciclo Vivo
Data: Quarta-feira, 09 de julho
Horário: 10h
Local: Instituto Resgate e Liberdade, João L. Pizzato – Tangará da Serra
Data adicional: Quinta-feira, 10 de julho
Horário: 9h – Vistoria da limpeza dos peixes e reposição dos tanques
Fonte: Governo MT – MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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