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Projeto no Senado reacende debate sobre exportação de gado vivo no Brasil
O Projeto de Lei nº 2.627/2025, que será debatido nesta terça-feira (19.08) em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, voltou a colocar em pauta o futuro da exportação de gado vivo no Brasil. A proposta, de autoria da deputada federal Duda Salabert, de Minas Gerais, prevê o fim gradual da prática, com prazo de dez anos para extinção e vedação integral em cinco anos após a entrada em vigor da lei.
O texto estabelece cotas anuais por porto autorizado de embarque, com o objetivo de reduzir progressivamente os embarques de animais vivos. Como justificativa, o projeto cita preocupações com o bem-estar animal, riscos sanitários ligados ao transporte internacional e a necessidade de fortalecer exportações de carne in natura e produtos de maior valor agregado.
A União Nacional de Pecuária (Unapec) manifestou forte oposição à proposta. Para a entidade, proibir a exportação de animais vivos não mudará a demanda de países importadores que, por razões culturais, religiosas ou estruturais, preferem adquirir o gado em pé. “O que ocorrerá, de fato, é que esses países buscarão novos fornecedores, e o Brasil perderá espaço nesse comércio”, afirmou a entidade em nota.
Segundo a Unapec, a prática garante autonomia ao pecuarista, permitindo negociações diretas sem a dependência exclusiva dos frigoríficos. “Frear essa alternativa é condenar o produtor a ficar definitivamente à mercê da concentração de mercado, onde poucos compradores ditam as regras”, criticou.
Sobre o bem-estar animal, a entidade sustenta que o transporte segue regulamentação rígida e fiscalização constante do Ministério da Agricultura (Mapa), com alimentação, água e acompanhamento veterinário durante toda a viagem. Em alguns casos, os animais chegam a ganhar peso ao longo do trajeto. Para a Unapec, se há pontos a melhorar, a solução deve vir de “discussão transparente e baseada em evidências — e não em proibições arbitrárias e ideológicas”.
Em 2024, o Brasil alcançou recorde de exportação de gado vivo, com 1 milhão de bovinos embarcados, segundo levantamento da Scot Consultoria. Até então, o maior volume havia sido registrado em 2018, com 784,5 mil cabeças. Para a Unapec, esses números mostram que, além de representar um mercado bilionário, a modalidade amplia oportunidades comerciais e fortalece a competitividade da pecuária nacional.
Agora, caberá ao Senado ouvir os diferentes lados do setor e avaliar os potenciais impactos econômicos, sanitários e sociais antes de dar andamento ao projeto, que ainda precisa tramitar pelas comissões e pelo plenário para ser votado.
Fonte: Pensar Agro
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Crédito travado expõe falhas em regra ambiental e causa insegurança jurídica
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações de carne suína crescem 32% em março
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




