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Projeto propõe Política de Alfabetização Digital para estudantes com deficiência de MT

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O deputado Thiago Silva avalia a importância da inclusão social e domínio no mundo cibernético aos alunos com deficiência da rede pública de Mato Grosso

Foto: Assessoria

O Projeto de Lei de n.º 1.066/2021 que institui a Política de Alfabetização Digital para Estudantes com Deficiência da rede pública de ensino a nível de Mato Grosso foi aprovado com unanimidade pelos parlamentares, em 2° votação, no dia 29 de junho, em sessão plenária na Assembleia Legislativa. A matéria é de autoria do deputado estadual Thiago Silva (MDB) que é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso da Casa de Leis.

Além dos estudantes com deficiência, o projeto também tem o propósito de viabilizar o pleno acesso aos professores e gestores escolares às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). “Precisamos oportunizar esse público específico a estar inserido ativamente na sociedade. A alfabetização digital vai garantir o uso e domínio dessas tecnologias para construir um novo conhecimento e facilitar a comunicação com o uso de equipamentos, programas e mídias”, declarou o parlamentar.

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Um dos princípios da Política de Alfabetização Digital é garantir a capacitação continuada dos estudantes com deficiência e proporcionar conhecimento e domínio das TDIC para garantir a formação escolar, pessoal e profissional. Também, permitir a inclusão social ao mundo cibernético, gerar medidas de segurança digital para proteger os alunos de conteúdos indevidos ou que possam constituir uma ameaça ou violação de direitos e ofertar programas de formação aos professores e gestores com foco no desenvolvimento de novas metodologias de ensino e aprendizagem.

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Mariley de Oliveira Freitas que é professora e atua no laboratório de aprendizagem da Escola Estadual Modelo Santo Antônio, localizada em Jaciara, considerou o projeto de lei de Thiago Silva bastante significativo na área da educação, pois vai ser direcionado aos alunos com deficiência e aos profissionais que vão auxiliar esse público específico da rede pública de ensino.

Ela avalia que essa proposta é urgente, já que há muitas instituições de ensino que podem oferecer espaços adequados aos estudantes com deficiência, mas não estão com profissionais capacitados para atendê-los. “Uma escola sem inclusão digital não é uma escola inclusiva. Os nossos alunos com deficiência precisam e não adianta colocar um computador, internet e os programas se não forem próprios para eles, como, também, aos professores se não conseguirem manuseá-los”, explica a educadora.

Caso a lei seja sancionada, Mariley sugere que o Estado faça o mapeamento dos alunos com deficiência que necessitam dessa atenção. “Tem como fazermos a formação online sem a necessidade de nos deslocarmos ou estarmos presencial. A efetivação deste projeto de lei é necessária e importante, se a Assembleia Legislativa reconhece isso, provavelmente o Estado também reconhecerá”, salienta.

Com a aprovação, o Projeto de Lei foi encaminhado para ser sancionado pelo Poder Executivo Estadual.

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Política MT

Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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