Mato Grosso
Projeto Verde Novo participa de plantio de ipês amarelos em Encontro Mato-grossense de Amamentação
Agosto Dourado é o mês dedicado ao aleitamento materno e, em Mato Grosso, por meio da Lei nº 11.826/2022, o Ipê Amarelo é considerado símbolo desse gesto de alimentação saudável de bebês. Antes mesmo da existência dessa lei, o projeto Verde Novo, do Poder Judiciário estadual, é parceiro da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) nas ações relativas a essa campanha, como ocorreu na manhã desta quinta-feira (24), no encerramento do III Encontro Mato-grossense de Amamentação (Emama) e do II Encontro Mato-grossense de Alimentação Complementar Saudável (Emacs), realizados no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.
Responsável técnico de Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável da SES-MT, Rodrigo Carvalho, explica que a parceira com o projeto Verde Novo vem de longa data. “No primeiro Fórum de Promoção da Saúde, a gente teve essa parceria, com a distribuição de centenas de mudas para os participantes e também na nossa Feira Sustentável, que é feita toda quinta-feira pela manhã, na Secretaria de Saúde. Começamos essa atividade de distribuir mudas para os nossos servidores para desenvolver essa consciência de importância do meio ambiente, de recuperação da nossa sombra e melhoria do clima no nosso município”, explica o servidor público, complementando que no Agosto Dourado, é recomendado que todas as ações da agenda única contem com o plantio ou distribuição do ipê amarelo para reforçar a campanha.
Para a engenheira florestal do projeto Verde Novo, Rosiane Carnaíba, o tema do Agosto Dourado é “importantíssimo” e, por isso, a equipe sempre está presente. “A gente sabe que além de contribuir com a saúde, contribuímos também com o meio ambiente. Agosto é um mês muito seco, com pouca chuva, então fazer o plantio de novas árvores e novas espécies vai contribuir com a diminuição da temperatura, sombreamento e vamos embelezar a paisagem com os exemplares do ipê amarelo”.
O enfermeiro Aristides Gomes da Silva Ferreira avaliou positivamente a união entre as pautas da saúde e do meio ambiente no evento que participou. “É uma sensação muito gratificante porque sabemos que o nosso planeta está com uma deficiência com o desmatamento que vem acontecendo, então vem tirando da vivência do ser humano a qualidade de vida. E isso implica também no mês de agosto, quando temos o Agosto Dourado, que tem como símbolo o ipê amarelo. Então, façamos essa plantação para que o futuro traga uma sustentabilidade melhor. E implica, claro, na amamentação porque sabemos que a mãe para amamentar precisa de um ambiente estável, agradável para que isso aconteça”, comenta.
#Paratodosverem
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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