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Política MT

Proposta que define novas regras à criação de municípios é debatida na AL

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa, por intermédio do deputado Valdir Barranco (PT), realizou audiência pública nessa segunda-feira (7), para discutir o Projeto de Lei Complementar nº 137/2015 – que define novas regras para a criação de municípios no território brasileiro. A proposta já tem parecer favorável da Comissão Especial criada para discutir o PLC, emitido pelo seu relator,  deputado federal Carlos Henrique Gaguim (DEM/TO).

Em Mato Grosso, segundo Barranco, existem pelo menos 18 distritos aptos a serem emancipados. De acordo com o parlamentar, a ideia é sair do encontro com uma comissão formada e, com isso, cobrar da bancada federal a aprovação da proposta.

Questionado se os parlamentares estaduais aprovariam à criação dos novos municípios, Barranco disse que o PLC corrige algumas distorções que as propostas anteriores apresentaram e, por isso, foram vetadas pelo governo federal. A nova proposta, segundo ele, estabelece por exemplo número mínimo de seis mil habitantes.

“Para a região Centro-Oeste não será criado nenhum município com menos de seis mil habitantes. Acredito que na Assembleia, todos os distritos que relatarem o que define a legislação, não terão dificuldade de avançar e se tornar municípios. O Brasil se formou dessa forma e na década de 1950 já tinha mais de mil municípios. Por isso, acredito que a proposta vai passar”, explicou Barranco.

“Depois desse período houve a expansão dos números de municípios, levando o poder público a ficar mais próximo da população. Isso ficou evidente quando da divisão de Mato Grosso, em 1977. A época, tínhamos 38 municípios, e Mato Grosso do Sul ficou com 55. Hoje temos 141 municípios e eles têm 79. Aqui das cidades criadas, nenhum andou para trás”, explicou Barranco.

A deputada federal Rosa Neide (PT) disse que a proposta está pronta para ser apreciada em Plenário, mas em função de as eleições municipais serem realizadas no próximo ano, a proposta deve ir à votação somente em 2021, porque a Lei Eleitoral impede a criação de novos municípios em ano eleitoral.

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“Agora é o tempo certo para que os distritos e os municípios se organizem para atender os critérios técnicos definidos em lei. Mas para que os distritos sejam emancipados, é preciso que haja organização da comunidade local que busca a emancipação da sede-mãe. Não sou a favor de criar municípios que não tenham condições de sobreviver economicamente”, disse a deputada federal.

O presidente da Comissão Pró-emancipação do distrito União do Norte – localizado no município de Peixoto de Azevedo – Oldair Dallazen, disse que a emancipação da sede-mãe garantirá mais proximidade do poder público e a população. O distrito, segundo ele, tem 14 mil habitantes e está a 70 quilômetros da sede.

“Isso dificulta o atendimento às comunidades que pertencem a União do Norte. Se e o distrito for emancipado, os poderes municipais (Legislativo e Executivo) estarão mais próximos das pessoas. Quando há esse distanciamento, o atendimento fica prejudicado, porque pouco benefícios chegam”, afirmou Dallazen.  

O vereador do município de Aripuanã, Luciano Demazzi (PT), afirmou que o distrito de Conselvan – distante 80 quilômetros da sede-mãe – tem sete mil pessoas e que a cidade tem a economia baseada na agricultura familiar, mas o que é arrecadado e transferido à sede-mãe não tem a contrapartida para investimento em infraestrutura e em recursos humanos.

“É difícil. Na região não há investimento da sede em saúde, transporte escolar, na manutenção e conservação das ruas do distrito. Acredito que se Conselvan fosse município não teríamos esse tipo de problemas. No distrito há apenas um posto de saúde, mas se fossemos município teríamos um hospital”, explicou Demazzi.

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Mas num momento de suposta crise econômica que o Estado vem passando, com pouco recurso para a distribuição aos já existentes 141 municípios mato-grossenses, e que nos últimos anos vem adotando medidas austeras, Dalmazzi disse que se Conselvan tiver planejamento seria exemplo para o Brasil.

“Lá existe uma escola estadual criada em 2009 que é modelo para o Brasil. Imagina se vira município. O que precisa é planejamento estratégico. Tudo que é bem administrado dá certo. Se Conselvan virar município os problemas de saúde e de estradas serão mínimos”, destacou Dalmazzi.

O presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, defende a criação de novos municípios em Mato Grosso, mas que sejam feitos com critérios técnicos e não políticos. Para ele, as novas cidades têm que ter viabilidade econômica que não prejudiquem as sedes-mães.

“Não podemos cometer erros que foram feitos no passado. A maioria dos municípios criados no Brasil foi por questão política e eleitoral. Agora, nesta nova fase, é preciso estabelecer parâmetros técnicos com dados fundamentados na economia, nos números de habitantes e na base territorial que vai ficar para os municípios novos e para as sedes”, destacou Fraga.

Hoje, a AMM tem 132 municípios filiados – dos 141 existentes em Mato Grosso – e segundo Neurilan, a associação ainda não tem informações de quantos distritos estão aptos a serem emancipados político e administrativamente da sede-mãe. De acordo com ele, é preciso criar novos municípios onde haja uma econoômia forte, uma base territorial grande e um número de habitantes que satisfaça a proposta em análise na câmara federal.

“A partir do momento que a proposta de criação de novos municípios ganha corpo, a AMM vai fazer um trabalho de informação e, com isso, buscar as opiniões dos gestores no sentido da criação de alguns municípios, mas dentro de sua jurisdição territorial para que não haja nenhum tipo de contratempo”, disse Fraga.     

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Para o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), a criação de novos municípios, em todo o país, vem ao encontro dos debates em todos os níveis para que fosse colocado propostas de viabilidade, mas com características dos estados do Nordeste e do Sul. Segundo ele, Mato Grosso tem municípios com área territorial grande e com pouca densidade populacional.

“Infelizmente a ex-presidente Dilma Roussef vetou uma lei aprovada no Congresso Nacional, por isso já poderíamos ter avançado. Acredito que esse debate deve voltar, e Mato Grosso tem distritos que possuem densidade territorial e condições de serem emancipados. Ás vezes a distância da sede até o distrito é muito grande. É um debate que precisa ser feito e, com isso, saber qual o custo financeiro do governo federal e dos governos estaduais”, disse Dal Bosco.    

No Congresso Nacional

O primeiro foi o PLP 416/08, aprovado pela Câmara em junho de 2013 e vetado em novembro de 2013. O segundo foi o PLP 397/14, aprovado pela Câmara em junho de 2014 e vetado em agosto do mesmo ano. “As propostas foram vetadas porque não apresentavam critérios mínimos para a emancipação dos distritos”, disse Barranco.

A proposta inicial teve origem no Senado Federal e foi apresentada pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA). Na Câmara, a proposta recebeu o nº 137/2015 e está sob a relatoria, na Comissão Especial, do deputado federal Carlos Henrique Gaguim (DEM/TO). A proposta tem parecer favorável e está apta para ser votada em Plenário.

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PL intensifica articulação para 2026 e reúne principais lideranças em Rondonópolis

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Senador Wellington Fagundes

O Partido Liberal (PL) realiza na próxima segunda-feira (6), às 19h, uma reunião política em Rondonópolis que marcará mais uma etapa da articulação da legenda para as eleições de 2026 em Mato Grosso. O encontro acontece na Chácara Zaeli e deve reunir filiados, lideranças e apoiadores da região sul do Estado.

Entre os participantes confirmados estão o senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo do Estado; o deputado federal José Medeiros, que disputará uma vaga no Senado; o empresário Odílio Balbinotti, pré-candidato a primeiro suplente de Medeiros; o secretário estadual do PL Zé Márcio Guedes, pré-candidato a deputado estadual; e o deputado federal Rodrigo da Zaeli, que buscará a reeleição.

Além de fortalecer a organização do partido em Rondonópolis, a reunião será utilizada para alinhar estratégias eleitorais, mobilizar a militância e ampliar o diálogo com as lideranças locais. O encontro também deve abordar o cenário político estadual e nacional, consolidando o início da pré-campanha do PL em Mato Grosso.

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Ranalli mira Cláudio Ferreira e critica prefeitos do PL por apoio a Pivetta

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Vereador afirma que lideranças eleitas com apoio do bolsonarismo estão abandonando o grupo político que as elegeu

O vereador por Cuiabá Rafael Ranalli fez duras críticas aos prefeitos filiados ao Partido Liberal (PL) que têm declarado apoio ao projeto político do governador Otaviano Pivetta para as eleições de 2026. Durante pronunciamento, o parlamentar afirmou que alguns gestores municipais estariam se afastando do grupo político responsável por suas vitórias nas urnas.

Segundo Ranalli, prefeitos eleitos com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do eleitorado conservador agora estariam adotando um posicionamento diferente ao manifestar apoio a Pivetta. Para o vereador, essa mudança representa uma quebra de compromisso com a base que os elegeu.

Sem citar outros nomes, Ranalli direcionou as críticas ao prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, classificando sua postura como um exemplo de infidelidade política. O vereador afirmou que o comportamento é “nítido” e chegou a definir a atitude como “vergonhosa”.

As declarações ocorrem em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026, quando lideranças estaduais e municipais começam a definir seus posicionamentos e alianças para a disputa pelo Governo de Mato Grosso. O episódio evidencia o clima de disputa interna no PL e o realinhamento político em torno das principais candidaturas ao Palácio Paiaguás.

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União Brasil confirma convenção estadual em MT para 4 de agosto

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Ex-governador Mauro Mendes Crédito – Cristiano Antonucci/Secom

O presidente do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso, Mauro Mendes, marcou para o dia 4 de agosto a data da Convenção Estadual do partido.

O edital de convocação foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (26.06). A convenção será realizada na sede do partido em Cuiabá, com previsão de início para 17h e encerramento às 18h.

A convenção vai deliberar sobre a participação do União Brasil nas Eleições Gerais de 2026, a formação de coligação para as eleições majoritárias, a escolha dos candidatos a governador e vice-governador, a senador, as chapas de deputado estadual e federal, além do sorteio dos números com os quais os candidatos concorrerão.

A data fixada está dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, que se encerra em 5 de agosto.

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