Mato Grosso
Propostas e desafios para o acesso à educação infantil são debatidos
A Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) é “universalizar a educação infantil para as crianças de 4 a 5 anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches para atender pelo menos 50% das crianças de até 3 anos” até 2024. Embora o Brasil esteja avançando, ainda há muitas crianças sem acesso à escola na educação infantil. Esse foi o apontamento dos palestrantes desta terça-feira (8) do webinar “Acesso à educação infantil”, da série MP Debate, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Conforme dados do Anuário Brasileiro de Educação Básica apresentados pelo coordenador de Inovação em Políticas do Instituto Unibanco, Caio Callegari, e pela analista de Políticas Educacionais do Todos pela Educação Daniela Mendes, 6.599.982 crianças de 0 a 3 anos e 316.453 crianças de 4 e 5 anos estavam fora da escola em 2019. Apenas 37% com idade de 0 a 3 anos estavam matriculadas em creches e pré-escolas, índice que sobe para 94,1% entre crianças de 4 e 5 anos. A série histórica do anuário mostra que os números estão crescendo desde 2012, mas não ao ponto de cumprir a meta estabelecida.
Na abertura do evento, o coordenador da Escola Institucional do MPMT, Paulo Henrique Amaral Motta destacou que o acesso à educação infantil, um dos eixos principais do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público de Mato Grosso, se impõe como uma das “promessas” constitucionais mais importantes, mas ainda pendente de efetivação. O promotor de Justiça ainda enfatizou que o evento virtual se propôs a debater propostas e desafios para o acesso à educação infantil.
Os expositores enalteceram a iniciativa. “Excelente iniciativa do MPMT de fazer um debate que aponte para o futuro. Estamos num momento-chave, virada de governo, em que a gente pode justamente empreender, conduzir uma agenda programática, que faça com que muitos dos nossos direitos de fato sejam concluídos”, afirmou Caio Callegari. “Debates como esse são enriquecedores e muito importantes para o desenvolvimento da educação infantil no país”, acrescentou Daniela Mendes.
Os palestrantes destacaram a importância da educação infantil e a necessidade de políticas educacionais na primeira infância, o avanço dos números e as desigualdades regionais e sociais encontradas pelo país. Lembraram que o Brasil demorou para colocar o cuidado com a primeira infância como agenda central na educação. E apontaram como desafios a expansão com qualidade e equidade, e como soluções a ação coordenada entre os atores, bem como a constituição de esforços múltiplos, em diferentes eixos, em uma visão sistêmica.
A presidente das mesas, promotora de Justiça Lais Liane Resende, pontuou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o dever constitucional do Estado de assegurar o atendimento em creche e pré-escola às crianças de até 5 anos de idade é de aplicação direta e imediata, sem a necessidade de regulamentação pelo Congresso Nacional.
O webinar “Acesso à educação infantil” foi promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional dos Ministérios Públicos do Brasil (CDEMP) e da Escola Nacional do Ministério Público (Enamp). Atuaram como debatedores no evento os promotores de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos e Caio Márcio Loureiro.
O evento foi gravado e pode ser assistido aqui.
Fonte: MP MT
Mato Grosso
Sebrae/MT e Prefeitura de Sinop elaboram plano para impulsionar turismo de pesca

Foto- Assessoria
Mato Grosso
TCE-MT recomenda medidas para reforçar segurança do transporte escolar em Nova Mutum

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) recomendou que a Prefeitura de Nova Mutum assegure a plena eficiência e segurança do transporte escolar no município. As orientações ampliam as medidas de adequações já implementadas pelo município após a Operação Transporte Escolar Seguro, realizada em 2025.
O direcionamento foi definido em decisão aprovada na sessão do Plenário Virtual de 20 de julho. Sob a relatoria do conselheiro Campos Neto, o levantamento identificou que a maioria das irregularidades apontadas durante a fiscalização ordenada já haviam sido corrigidas pela gestão municipal. “Convém enfatizar que, após apreciar a defesa apresentada pelo gestor, a equipe de auditoria entendeu que o município deu solução à maior parte dos problemas identificados”, sustentou o conselheiro.
Durante a fiscalização, foram inspecionados 16 veículos, nos quais foram avaliados itens como idade da frota, licenciamento dos veículos, presença da faixa horizontal indicativa de transporte escolar e funcionamento do cronotacógrafo (dispositivo que registra de forma automática a velocidade, a distância percorrida e o tempo de trabalho do motorista). Também foram verificados os cintos de segurança, extintores de incêndio, pneus, sistema de iluminação e demais itens de segurança, além da regularidade da documentação dos veículos e dos condutores, entre outros aspectos.
A equipe técnica constatou que a frota apresentou regularidade quanto à idade (entre 1 e 15 anos), ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), às faixas indicativas “Escolar”, aos cintos de segurança, aos cronotacógrafos e estado dos pneus. Entretanto, foram identificadas falhas graves, como ausência do selo de inspeção semestral obrigatória do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) nos 16 veículos inspecionados e falhas na sinalização luminosa em um dos veículos.
“Diante do cenário apresentado, cabe concluir que permaneceram nos autos falhas que precisam ser solucionadas, a fim de assegurar a plena eficiência e segurança do transporte escolar, serviço essencial para garantir o direito fundamental à educação”, destacou o Campos Neto.
TCE-MTDurante a fiscalização, foram inspecionados 16 veículos. Clique aqui para ampliar
Resultados positivos
Ao avaliar a regularidade dos condutores, a fiscalização apontou resultados positivos, com todos os condutores inspecionados possuindo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria exigida (D ou E).
Com relação à certificação especializada, quase todos os motoristas, à exceção de um, apresentaram o certificado do curso para condução de escolares, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro.
Transporte Escolar Seguro
A Operação Transporte Escolar Seguro foi realizada pelas Secretarias de Controle Externo (Secex), sob coordenação da Secretaria Geral de Controle Externo (Segecex). Além de Nova Mutum, a fiscalização ocorreu em Cuiabá, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Confresa, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Santo Antônio de Leverger e Sinop.
Os municípios foram escolhidos a partir de denúncias, representações internas e externas recebidas desde 2022, além dos resultados da Auditoria de Conformidade sobre o Transporte Escolar, realizada em 2020.
Mato Grosso
BNDES registra R$ 442,5 milhões em financiamentos aprovados para renovação de frota de caminhões e de ônibus em Mato Grosso
Em todo país, foram R$ 20 bilhões aprovados, volume corresponde a 95% da dotação orçamentária da linha
Em Mato Grosso, foram realizadas 390 operações, atendendo 51 municípios

Foto- Divulgação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou R$ 442,5 milhões em financiamentos aprovados em Mato Grosso do BNDES Mais Mobilidade, linha de crédito voltada à renovação da frota de veículos pesados e à modernização do transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros. Desse montante, R$ 435,5 milhões foram para frotistas; e R$ 7 milhões para autônomos. No estado, foram realizadas 390 operações, atendendo 51 municípios.
Em todo o país, o volume de financiamentos aprovados chegou a R$ 20 bilhões, o que corresponde a 95% da dotação orçamentária da linha (R$ 21 bilhões). O BNDES Mais Mobilidade financia a aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.
“O BNDES tem respondido com rapidez à demanda de modernização da frota de caminhões e ônibus. Chegamos a aprovar quase 1.400 operações por dia, atendendo frotistas e motoristas autônomos de todo país com condições de crédito facilitadas. Essa linha permite a troca de veículos antigos por uma frota mais segura e menos poluente, reduzindo o custo logístico e impulsionando a indústria nacional”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
No Brasil, a linha soma mais de 19 mil operações com um tíquete médio de R$ 1 milhão por operação. O programa atende transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Até agora, foram atendidos 1.966 municípios de todas as regiões do país.
A maior parte dos recursos foi destinada aos frotistas, com R$ 19,1 bilhões, em cerca de 17,2 mil operações. Deste total, R$ 2 bilhões foram para aquisição de ônibus. Também foram aprovados R$ 900 milhões para autônomos, em 2,1 mil operações. Os financiamentos estão sendo realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES, que atendem 94% do território nacional.
O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026.
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