Política MT
Relatório da terceira audiência sobre combate à violência doméstica é debatido na ALMT
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
A equipe técnica da Câmara Setorial Temática (CST) da Mulher apresentou, nesta segunda-feira (14), o resumo das atividades da audiência pública realizada em Tangará da Serra na última sexta feira (11), a terceira do calendário elaborado pela presidente da CST, desembargadora Maria Erotides Kneip.
“Até o momento, realizamos três audiências públicas [Cáceres, Rondonópolis e Tangará da Serra] e verificamos em todas elas que as três reclamações mais frequentes da população feminina foram direcionadas à criação e efetivação da rede de prevenção e proteção à mulher, da instalação e atividade do Conselho Municipal do Direito da Mulher e da instalação da Casa de Amparo”, apontou a presidente.
Ela disse ainda que, em alguns municípios, a mobilização da população feminina foi grande, principalmente em busca de soluções imediatas quanto ao problema da violência contra a mulher.
“As mulheres aproveitaram a oportunidade da realização da audiência para reivindicar o fortalecimento dos conselhos. Pelo que tenho observado, a ideia está sendo bem aceita e cada um participa de alguma forma para colaborar com suas sugestões. Infelizmente a gente vê que a violência é produto de uma forma de pensar que precisa ser trabalhada todos os dias, começando dentro de nossas próprias casas”, ensina Kneip.
De acordo com a relatora da CST, Rosana Leite, a audiência de Tangará da Serra reuniu representantes de todas as associações, entidades e conselhos do município. Ela disse que, na sua avaliação, todos estão muito comprometidos pela causa. “Foram feitos três encaminhamentos para a câmara setorial: a Casa Abrigo, a criação da rede de proteção e atendimento à mulher e a reativação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher”, destacou Leite.
Segundo levantamento feito pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), com base nos dados lançados no Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) e informações fornecidas pelas Diretorias Metropolitana e de Interior da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), dos 207 homicídios registrados em Mato Grosso no primeiro trimestre deste ano, 24 envolvem vítimas femininas e 12 foram identificados como feminicídios.
Os casos tipificados como feminicídios correspondem a 50% das mortes de mulheres no estado, registrados entre janeiro e março de 2019. Vale ressaltar que este é um levantamento prévio, que ainda pode sofrer alteração, em função do andamento dos casos. Eles estão distribuídos pelas Risps de Várzea Grande (3), Sinop (1), Rondonópolis (2), Tangará da Serra (1), Primavera do Leste (2), Pontes e Lacerda (1), Água Boa (1) e Nova Mutum (1).
“Entendo ainda que o município de Tangará precisa fomentar os direitos das mulheres. É uma sociedade muito carente quanto a esse problema, e acho que Tangará precisa de tudo neste momento. Fiquei muito preocupada pelas demandas que a sociedade nos trouxe”, afirmou Leite.
Vale lembrar que o objetivo das audiências públicas é ouvir a sociedade para formular e reformular legislações, bem como apontar caminhos para a melhoria da situação de violência doméstica vivenciada nos lares mato-grossenses. Os debates são concentrados em três eixos: legislação municipal, estadual e nacional de defesa da mulher; políticas públicas que atendam necessidades locais e violência doméstica, familiar e feminicídio com abordagem da Lei Maria da Penha.
Integrantes – Além da presidente desembargadora Maria Erotides Kneip, integram a CST a defensora pública Rosana Leite de Barros, como relatora; professora Jacy Proença, como secretária, e os membros Lindinalva Rodrigues, Josyrleth Magalhães Criveletto, Amini Haddad Campos, Glaucia Anne Kelly Rodrigues Amaral, Clarissa Lopes, Mayana Vitória de Souza Alves, Vera Bertolini, Eliana Vitalino, Eliane Rodrigues de Lima, Telma Reis, Eunice Ramos, Luciana Rosa Gomes, Willian Cesar de Moraes e Tânia Mara Arantes Figueira.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
-
Rondonópolis01/09/2026 - 10:37Liquidaqui começa nesta sexta-feira e movimenta comércio de Rondonópolis com 16 dias de ofertas e prêmios
-
Rondonópolis02/09/2026 - 15:09Vereador em Rondonópolis apresenta ‘Seis Moções de Aplauso’ em regime de urgência: prioridade ou excesso?
-
Rondonópolis04/09/2026 - 11:07Liquidaqui começa nesta sexta-feira com prêmios e vales-compras para atrair consumidores
-
Rondonópolis04/09/2026 - 11:11Rondon Plaza Shopping e comércio de rua terão horário especial para o feriado de 7 de Setembro






