Política MT
Sala da Mulher repassa quase 1 tonelada de alimentos em fevereiro
Elenir Saia, da Paróquia de Guadalupe, recebe 150kg de alimentos para ações realizadas pela comunidade religiosa
Foto: Demóstenes Milhomem
Oito entidades filantrópicas receberam da Sala da Mulher, neste mês de fevereiro, ao todo 878 quilos de alimentos não perecíveis, de acordo com disponibilidade e demanda. O repasse feito pelo braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é possível mediante recolhimento de mantimentos nos espetáculos apresentados no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, anexo da ALMT.
O ingresso social – quando a entrada no espetáculo ocorre mediante doações, especialmente de alimentos, bem como a meia social – quando o ingresso para show comerciais é vendido pela metade do preço, mediante repasse de mantimentos – são possíveis graças à gestão conjunta da Sala da Mulher e do Teatro, em vigor há dois anos. Um dos grandes arrecadadores recentes foi o show da banda de rock nacional Jota Quest.
“É uma honra fortalecer este ciclo de solidariedade e cultura. A gente incentiva a ocupação do Teatro com espetáculos de boa qualidade, busca facilitar o acesso ao público com ingressos a baixo custo ou mediante apenas alimentos e, no fim da ponta, repassa doações a associações ou outras entidades filantrópicas, que atendem quem mais precisa, lá na periferia”, explica a diretora da Sala da Mulher e do Teatro Zulmira, Daniella Paula Oliveira.
Dona Elenir de Amorim Nunes Saia, coordenadora do Conselho Pastoral Econômico, em nome da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, agradeceu os 150 quilos de alimentos não perecíveis recebidos nesta quinta-feira (28), que contribuirão para a elaboração de cestas básicas, entregues mensalmente a 50 famílias cadastradas pela agremiação religiosa.
A paróquia também atende a pedidos diários e desenvolve ações junto a 13 comunidades periféricas de bairros como Ribeirão do Lipa, Jardim Ubirajara, Residencial Paiaguás e região.
“Aqui na Igreja Nossa Senhora Conceição Aparecida, no bairro Paiaguás [região do Centro Político Administrativo], no primeiro domingo de cada mês temos a ‘Missa do Quilo’, quando os fiéis trazem alimentos não perecíveis para as cestas básicas. Também recolhemos roupas e fazemos bazares para reverter o dinheiro nas ações. Há também os vicentinos, que trabalham na finalização de casas de quem precisa. Você sabia que, aqui em Cuiabá, tem gente que não tem um banheiro digno?”, narra Elenir e convida que mais pessoas doem e participem dos trabalhos voluntários.
Além da Paróquia de Guadalupe, em fevereiro, foram repassados 100 quilos de alimentos para o time de futebol Juara Atlético Clube, 100 quilos para o Apoio Comunitário 3 Barras, 150 quilos para a Igreja Batista de Arenápolis, 28 kg para Assembleia de Deus, em Cuiabá, 100 para a Câmara Municipal de Dom Aquino – ações coordenadas pelo vereador Luciano Cláudio da Silva, 100 quilos para a Academia de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e 150 quilos para a Arquidiocese de Cuiabá. A quantidade entregue considera demanda e disponibilidade.
“Só podemos agradecer, de coração, a cada um que doa e solicitar que continuem doando, para aliviar um pouco da dor de tantas pessoas em situação precária em nosso Estado”, convida a diretora Daniella Paula.
O telefone da Sala da Mulher, para parcerias e doações, é o (65) 3313-6994.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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