Política MT
Sancionada lei para a regulamentação das Câmaras Setoriais Temáticas
As câmaras setoriais temáticas (CSTs) realizadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) passam a ter uma regulamentação mais detalhada sobre os trabalhos a serem realizados, as funções desempenhadas pelos integrantes e sobre o período de vigência. De autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), a Lei 10.825 (texto aprovado aqui) foi publicada no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do dia 5 fevereiro de 2019.
A lei original que instituiu as CSTs é de 2005 e depois sofreu duas alterações, em 2006. O novo texto, de 2015 e sancionado em 2019, traz a integração da proposta original, das alterações posteriores e ainda regulamenta outros itens para melhor delimitar os trabalhos das câmaras. A assistente técnica do Núcleo das Comissões Temporárias, Patrícia Müller, conta que esta era uma demanda antiga da Casa para atualizar a lei.
“A lei de 2005, por exemplo, não estabelecia exatamente quando o prazo da câmara começava a contar. Agora, a CST só passa a cumprir o rito a partir de sua instalação e da publicação. E, caso não seja instalada 30 dias após a publicação, a câmara é automaticamente encerrada”, explica Patrícia.
Mas não é somente isso, por meio da Lei 10.825, o Núcleo passa a poder solicitar, legalmente, o encaminhamento de documentos necessários para subsidiar o trabalho da câmara. Antes, a demanda dependia da disponibilidade do requerido. Outra alteração é a limitação de duas câmaras por parlamentar, o que evita o acúmulo de câmaras e, consequentemente, o prejuízo ao andamento dos levantamentos.
De acordo com a lei, a Câmara Setorial Temática tem o objetivo de reunir representantes de setores de áreas específicas de interesse público para diagnosticar, analisar, discutir e sugerir ações para o aperfeiçoamento da legislação e buscar soluções para temas relevantes para o estado. Na prática, as câmaras são instaladas com intuito de levantar informações, ouvir os agentes envolvidos e assim sugerir propostas para que o Parlamento, ou demais poderes, atua da melhor forma possível sobre o assunto em questão.
O servidor Sildemar Ziezkoweki presidiu, em 2016, a Câmara Setorial Temática (CST) da Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt. Na época, Zildemar lembra que todos os entes envolvidos participaram, Ministério Público, assentados e os representantes dos poderes municipais, estadual e federal. “Conseguimos reunir uma documentação farta que foi encaminhada a todos os Poderes e depois resultou num decreto legislativo”, conta.
Na última legislatura, 21 CSTs foram instaladas na Assembleia Legislativa, sendo que só uma foi encerrada antes da conclusão. A maioria dos trabalhos, de acordo com Patrícia Müller, resultou em projetos de lei, decretos ou ações de outros poderes sobre o tema em pauta. Vale destacar que, desde sua instituição em 2005, as câmaras não geram custos ao Poder Legislativo e são vedadas remunerações ou gratificações a qualquer integrante em razão da função desenvolvida.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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