Política MT
Santa Casa de Rondonópolis ameaça fechar as portas por crise econômica
O deputado Delegado Claudinei realizou reunião na Santa Casa de Rondonópolis para discutir a situação que a Unidade de Saúde enfrenta economicamente
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), em sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta terça-feira (13), anunciou por meio do requerimento de n.° 533/2019, que no dia 30 de agosto, às 19h, será promovida audiência pública para tratar sobre o possível fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis (MT) que é referência por atender 19 municípios da região sul de Mato Grosso.
Essa agenda foi definida após a reunião do parlamentar com o vice-presidente do hospital, Sinésio Alvarenga, na segunda-feira (12), onde foi apresentada a situação da Santa Casa de Rondonópolis e a forma que está sendo administrada frente a crise econômica.
“Antes de ser político, deputado estadual e delegado de polícia, sou morador de Rondonópolis há 12 anos e pretendo continuar morando aqui. Não quero ver a Santa Casa fechar. Fiz questão de conversar com o vice-presidente para saber como poderíamos resolver a situação. Também, já comecei a articular com os representantes do governo federal de Mato Grosso e com os colegas parlamentares da base do governo de Mato Grosso”, afirmou o parlamentar.
Os atendimentos da Santa Casa podem ser feitos de modo particular, por convênios e pelo Serviço Único de Saúde (SUS). A instituição conta com 900 colaboradores e mais de 150 médicos contratados por meio de prestação de serviços. Alvarenga explica que para manter a unidade de saúde em funcionamento uma das alternativas foi a redução de despesas. “Cortamos coisas que descobrimos que poderiam melhorar os nossos custos e outras necessárias que não estávamos com condições de manter”, explica o vice-presidente do hospital.
A Santa Casa tem hoje 246 leitos, sendo 62 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com Sinésio, hoje o custo diário de um leito da UTI é de R$ 1.036,00, sendo necessário haver um reajuste de valores, já que na Santa Casa de Cuiabá, o custo é de R$ 2.000,00. “Nós estamos na perspectiva, com emendas parlamentares federais para custeio, pelo menos para pagarmos o básico para o hospital não parar. Se eu não resolver o ajuste dos valores que a Santa Casa recebe, daqui um ano, este déficit de 470 mil, eu vou estar devendo R$ 5 milhões e 640 mil por ano. Temos que, o quanto antes, ajustar os valores que a gente recebe. A Santa Casa é o hospital mais barato para o governo”, destaca Alvarenga.
Reunião – Delegado Claudinei também participou de reunião promovida pelo “Grupo de Mulheres em Prol de Rondonópolis (GMPR)”, em que debateu a situação da Santa Casa de Misericórdia. O evento contou com cerca de 60 pessoas, com a participação de autoridades, profissionais da saúde e sociedade civil organizada.
De acordo com a representante da GMPR, Tânia Balbinotti, a promoção do encontro foi por conta de uma reunião realizada entre o grupo de mulheres e a diretoria do hospital. “Depois que analisamos os dados que eles (diretores) expuseram, vimos que era importante mostrar para outras pessoas da sociedade”, explica.
Durante explanação, Tânia assinalou que em 2018 foi instituído o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) que prevê um valor proporcional à arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Tanto que era previsto R$ 630 mil de forma mensal para cada hospital filantrópico.
Ela apresentou a situação financeira deste mesmo ano, em que a receita da Santa Casa alcançou cerca de 70,5 milhões de reais e teve um déficit de aproximadamente 7 milhões. Também, foi apontado que as dívidas foram em torno de R$ 24 milhões, que incluem empréstimos bancários, pagamentos de médicos prestadores de serviços e fornecedores.
“Não adianta só colocar recursos, pois dentro de pouco tempo, a Santa Casa estará em dificuldade novamente já que o déficit só aumenta. O GMRR esteve no Ministério da Saúde, em Brasília, para conseguir valores para cobrir o furo atual, sendo que é só colocar emendas extra-orçamentárias”, explica Balbinotti.
A Santa Casa de Rondonópolis foi fundada em 1971 e, atualmente, oferece serviços de atendimento adulto e infantil, realiza diversos tipos de cirurgias e serviços de diagnóstico (raio-x, tomografia e ultrassonografia).
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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