Mato Grosso
Secex de Administração Estadual fiscaliza recursos no montante de R$ 3,8 bilhões
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| Despesas relacionadas às ações de publicidade são uns dos objetos de análise da Secex |
Orçamentos que somados dão conta do montante de R$ 3,8 bilhões dão a dimensão do trabalho que a Secretaria de Controle Externo de Administração Estadual do Tribunal de Contas está fiscalizando. A unidade está empenhada em verificar se os órgãos fiscalizados estão realizando investimentos que resultem em serviços de qualidade aos cidadãos. Para tanto, estão em foco temas de inspeção como despesas com publicidade e propaganda, ações de educação para o trânsito, movimentação financeira – pagamentos feitos sem a adequada contabilização, aluguéis do Estado que precisam estar de acordo com valores, uso efetivo, análise de retorno financeiro.
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| Secretária da Secex de Administração Estadual do TCE-MT, Adriana Oyera Bonilha |
A responsável pela Secex, Adriana Oyera Bonilha, explicou que o atual momento é de instrução técnica quando são apreciados os aspectos legais a fim de compreender quais indicadores são usados para verificar se os atos de gestão estão de acordo com a missão do órgão.
São fiscalizados pela Secex de Administração Estadual a Assembleia Legislativa (AL), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Justiça (TJ), Fundo de Apoio ao Judiciário (Funajuris), Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), Defensoria Pública, Secretaria de Estado de Gestão (Seges), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
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Ao examinar os atos de gestão, o TCE analisa a legislação específica da unidade e utiliza método de amostragem para lançar um olhar com maior precisão no contexto de materialidade, relevância e risco postura que tem norteado a atuação de toda a equipe técnica.
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| CONTROLE Gestão de frotas dos órgãos públicos também é tema de fiscalização da Secretaria de Controle Externo de Administração Estadual do TCE-MT |
Entre os exemplos de inspeção citados pela secretária, “está o comportamento da dívida, no caso da PGE, queremos saber se está ocorrendo a cobrança efetiva e não omissões, e ainda como se encontram os bens além de seu armazenamento”. Dívida pública é o montante levantado pelo governo junto ao setor privado ou às agências multilaterais, para financiar suas ações. Para tanto, o governo assume contratos de empréstimos e financiamentos e emite títulos que variam na maturidade, no modo como são vendidos e na forma como seus pagamentos são estruturados.
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Adriana Oyera Bonilha Secretária da Secex de Administração Estadual |
A mensuração da dívida pública restringe-se ao setor público não financeiro e sua compilação varia de acordo com a metodologia empregada, os entes da Federação abrangidos, a perspectiva bruta ou líquida e a exclusão ou não de algumas empresas.
A gestão de frotas dos órgãos públicos também é tema de fiscalização. Será analisado o fornecimento de combustíveis, peças automotivas, serviços de manutenção e a locação de veículos, visando resultados efetivos para a sociedade.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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